Esporte

Equipe de futebol americano feminino luta contra barreiras para treinar

Apesar de ser terceiro colocado no Campeonato Brasileiro de 2017, o Brasília Pilots ainda procura locais ideais para realizar treinamentos

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Marcado por ser um esporte com bastante impacto e jogadas ríspidas, o futebol americano vem conquistando, nos últimos anos, o coração dos brasileiros. De acordo com a ESPN, canal de esportes que transmite por TV a cabo as partidas da NFL (campeonato americano), nos últimos quatro anos, houve um aumento de 78% na audiência das finais do campeonato.

No Brasil, já são mais de 100 equipes credenciadas, segundo a Confederação Brasileira de Futebol Americano (CBFA), desde 2013, quando o órgão foi criado. Na categoria masculina, mais de 3 mil atletas disputam, de acordo com a CBFA, a primeira divisão do campeonato brasileiro, Brasil Futebol Americano, espalhados por 32 times das regiões Nordeste, Sul, Centro-Oeste e Sudeste.

Porém, o número não é tão expressivo, ainda, na categoria feminina. Apenas 14 equipes são compostas por mulheres na modalidade Full Pad, considerada a modalidade com regulamento mais completo.

No DF, as estatísticas se assemelham à realidade do país. Enquanto seis equipes de futebol americano disputam na categoria masculina, apenas um time é integrado por elas. E, apesar de ser o único, o Brasília Pilots é o atual terceiro colocado do campeonato brasileiro de Full Pad.

Para Paula Chiarotti, presidente do time, o imaginário do brasileiro ainda é muito preconceituoso e distorcido. “Sempre que falam de futebol americano feminino, remetem a um campeonato americano em que as mulheres jogam de lingerie. Isso quando não dizem que a gente é muito fraca para esse tipo de jogo”, desabafa.

O Brasília Pilots chegou às semifinais do campeonato de 2017, quando enfrentou a equipe carioca Big Riders F. A., e foi derrotada. No fim da liga, a equipe sagrou-se terceira colocada, tendo destaque nacional, e revelando, ainda, três jogadoras para a Seleção Brasileira de Futebol Americano Feminino.

A equipe é apoiada por todos os times masculinos, que chegam a ceder equipamentos para treino

A equipe é apoiada por todos os times masculinos, que chegam a ceder equipamentos para os treinamentos

Infraestrutura
Em Brasília, as equipes de futebol americano firmam parceria com clubes e outras associações desportivas para poder garantir uma estrutura razoável para a prática da modalidade. Quando a parceria não acontece, os times fazem de locais públicos, seus centros de treinamento.

É o caso do Pilots. A equipe, hoje, treina toda quinta-feira no espaço aberto da Funarte, em frente à Torre de TV, o que, para a presidente, não é o local mais apropriado. “A barreira física é um desafio a se vencer. A Funarte tem uma área até boa para nossa prática, mas quando há eventos [o que rotineiramente acontece], sobram, às vezes, cacos de vidro ou resíduos que podem ferir nossas jogadoras. O ideal mesmo é que consigamos um novo espaço para nossos treinos”, afirma.

Brilho nos olhos
Apesar das barreiras, o amor pelo esporte não deixa as jogadoras desistirem. Como o caso da linebacker Larissa Gomes Prado, de 27 anos. “Mesmo com todas as adversidades, o amor por esse esporte nos incentiva a estudar as táticas, levar esse compromisso a sério”, conta.

Ela acredita que o futebol americano feminino ainda tem muito espaço a ser conquistado. “Nós queremos ter um compromisso sério com o esporte. Estamos focadas em crescer cada vez mais, e representar cada vez mais o DF”, completa.

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