Esporte

‘Pipoca’ é opção para quem não quer pagar por provas

Corredores buscam provas mais acessíveis para garantir treinos durante o ano

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A corrida de rua tem se tornado cada vez mais comum no DF. Algumas, com valores que ultrapassam R$ 200. Outras, com opções mais acessíveis, como a Corrida do Coração, com inscrição de R$ 50, e a Corrida de Reis, que é gratuita. O professor de educação física Jordan Soares da Silva, de 29 anos, explica que corridas gratuitas são raras no DF, mas algumas têm boa organização. “Geralmente, são corridas de movimento, como, por exemplo, Corrida de Corrupção, mais política”, diz ele. Jordan é um dos administradores da página do Facebook Corredores de Rua, na qual professores e corredores compartilham onde acontecerão os eventos, dos mais acessíveis aos mais exclusivos.

Grandes eventos como o Circuito das Estações, que teve a temporada outono em março, contam sempre com participantes que não pagam, os chamados “pipoca”. É o caso da técnica em enfermagem Joana Darc, 47  anos, que correu pela primeira vez acompanhando o filho e a nora. Ela acredita que ainda não tem tanto condicionamento físico para a competição. “Acompanhei meu filho por fora mesmo e eu achei ótimo”, declara ela. A dona de casa Maria Amélia dos Santos, de 49 anos, que pela quarta vez disputou uma prova, também costuma optar pela pipoca. “As vezes minha filha paga para mim. Como não corro tanto, gosto de participar por fora”, detalha.

Atleta Jorge Gonçalves que treina para maratonas em corridas durante o ano

O atleta Jorge Gonçalves  treina para maratonas em corridas durante o ano

O professor e empresário Jorge Gonçalves, de 41 anos, também já participou de várias  provas dando a largada depois de todo mundo. A modalidade não inclui medalha ou qualquer outro tipo de kit e nem tem o tempo cronometrado. Para Jorge, a pipoca é mais para o treino de maratonas, por ter uma estrutura de ruas fechadas. “Uma vez participei de uma que paguei R$ 30 só para estar chipado, então, achei bacana”, justifica. Sobre os altos valores, Jorge compara kits de anos atrás: “Acho caro pelo pouco que eles oferecem, se pegar um kit de quatro anos atrás, tinha uma qualidade muito superior”.

O corredor amador José Antônio da Costa, de 52 anos, deixou o futebol e  há sete anos começou a participar de provas após a recuperação de cirurgia cardiovascular. Ele lembra que a única competição gratuita em que esteve foi a de Reis. Em algumas, colaborou  com alimentos para se inscrever. José ainda ressalta que a corridas que dão medalhas dão um incentivo muito maior. “Você é concorrente de você mesmo. Quando se ganha uma medalha, aquilo te incentiva, no início estava até bom, mas ficou muito caro”, declara José.

A veterana Márcia Vieira, de 46 anos, lembra que adotou a modalidade de esporte em 2004. “Comecei a correr sozinha no Parque da Cidade. Procurei a assessoria, para ter disciplina por estar em um grupo, a gente vai se estimulando”, lembra. Márcia tenta participar sempre de circuitos novos e opina que corridas já foram mais baratas, mas que agora virou um grande comércio. Ela explica que, às vezes, o kit é atrativo, e que tenta tornar o custo um benefício. “Faço isso por diversão, para bem-estar com a mente e com o corpo”, relata.

Um dos sócios de uma assessoria esportiva de Brasília, Cláudio José oferece treino três vezes na semana no Parque da Cidade. Os serviços são prestados individualmente, com estrutura como de academia por R$ 175 mensais. Cláudio José explica que prepara esses alunos para sempre participarem de provas, pois os eventos ocorrem o ano inteiro. “A maioria é paga, a Corrida de Reis é um dos poucos exemplos que acontecem gratuitamente”, conclui.

 

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