Ciência e Tecnologia

Pulseira alerta para sintomas de hipoglicemia

Projeto criado por ex-estudante de engenharia mecatrônica é patenteado e passa a ser comercializado a partir de maio

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#Pulseirainteligente

A pulseira que alerta para o risco de hipoglicemia foi criada há cinco anos como parte do trabalho de conclusão de curso da então estudante de engenharia mecatrônica Flávia Miranda. Por dez meses, ela desenvolveu diversas pesquisas, inclusive tecnológicas. Flávia escolheu criar a novidade inspirada no irmão, diabético assim como ela.

Assim que o trabalho de conclusão de curso foi finalizado, a Universidade de Brasília patenteou o projeto. A empresa EasyGlic ficou sabendo do protótipo desenvolvido por  Flávia e pediu um contrato de patente, liberado em 2016. A partir daí, buscaram aprimorar o equipamento. O chefe executivo da empresa, Egmar Rocha, diz que vem trabalhando no projeto há um ano e meio. “Depois de provado o conceito da pulseira e de alguns testes, passamos a desenvolver o produto em si”, diz.

Funcionalidades

A pulseira conta com um dispositivo interno que avisa sobre o quadro de hipoglicemia. De acordo com a situação do momento no qual o dono do objeto se encontra, haverá uma luz vermelha que acenderá, ao mesmo tempo que o protótipo vibrará, como forma de alerta. Já a luz amarela, avisa que a sudorese aumentou ou a temperatura diminuiu. Em caso da luz verde, a pessoa não apresenta o quadro alterado de glicose naquele momento.

Protótipo à direita é como foi iniciado. À esquerda, a pulseira como é hoje

Protótipo à frente, como foi iniciado. Atrás, a pulseira como é hoje.

O aparelho também permite conexão com o celular via bluetooth. Basta a pessoa baixar o aplicativo disponível para os sistemas operacionais. Em caso de um quadro alarmante da doença, o dispositivo acende um sinal vermelho e espera por 45 segundos para ser desativado. Caso isso não ocorra, o próprio aplicativo manda um SMS para os contatos cadastrados, que podem ser no máximo três, com o link da geolocalização. Pois sem a desativação, o protótipo entende que a pessoa está impossibilitada de reagir. “Para isso funcionar é preciso um pareamento do celular com o aplicativo, cotas de SMS para que esse dispositivo funcione”, explica Egmar Rocha.

Pesquisa

Flávia Miranda  lembra que durante a execução do projeto precisou ler muito sobre a doença. Depois disso, ela buscou vários artigos e livros que falasse sobre a hipoglicemia, um trabalho que durou dois meses. Temperatura, resistência galvânica da pele e umidade foram levadas em consideração. “A ideia inicial era desenvolver algo que auxiliasse na detecção de hipoglicemias antecipadamente e que não fosse invasivo como as técnicas de controle já existentes”, explica Flávia.

Após passar pela pesquisa, a aluna, junto com a orientadora, aprimorou o projeto por oito meses. Durante esse período várias falhas técnicas foram corrigidas. Nessa parte, o protótipo saiu da ideia e foi para a prática, até ser testado em humanos. Durante a fase de testes, a pulseira foi usada em algumas partes do corpo como orelha, calcanhar e pescoço para medir a temperatura do corpo, já que um dos sintomas da hipoglicemia é a queda de calor. “Esse dispositivo foi direto para humanos, porque ele é minimamente invasivo e não tem como coletar as variáveis de um animal”, explica a professora de engenharia elétrica da UnB do Gama, Sueli Rodrigues, orientadora do projeto.

Lançamento

O produto será comercializado a partir da segunda quinzena de maio.  Quem quiser adquirir de forma antecipada é só acessar o site da empresa EasyGlic, em www.easyglic.com.  O valor é de R$ 699,99.

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