Cultura

Grupo de teatro cria folclore para Brasília e trabalha pela defesa da cultura local

‘Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro’ cria histórias folclóricas para a capital e oferece oficinas voltadas para a arte

O grupo de teatro Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro existe há 13 anos e foi fundado por um recifense conhecido como Tico Magalhães. Ele conta que foi escrevendo o mito do calango voador com a intenção de criar um folclore para Brasília. “Nessa ideia de criar uma brincadeira pra cidade, nessa ideia de criar uma tradição, quando a gente fala em tradição parece que é uma coisa lincada ao passado, a tradição é muito mais sobre o que eu quero agora pro futuro do que minha preocupação com o passado”, diz.

A cultura transforma a cidade

A cultura transforma a cidade e garante acesso a novos mundos

O mito se divide em 3 partes: 1º O Dia que a Mata Cantou Laiá, 2º O Nascimento do Calango Voador e 3º A Mata e a Triste Criatura Comedora de Homens, todas podem ser encontradas no site do grupo https://seuestrelo.wordpress.com/2012/03/12/477/ .

A companhia criou o Festival Brasília de Cultura Popular, que acabou se tornando uma tradição brasiliense. No primeiro ano do evento, em 2004, foram 1.000 pessoas e na última edição, em 2017, 20.000 participantes acompanharam os eventos. O festival acontece todos os anos de novembro e a dezembro, tendo seu local divulgado e confirmado meses antes.

Seu Estrelo tem um modo de trabalho diferenciado, conhecido como teatro de terreiro, que é um teatro popular baseado no cavalo-marinho – modo de apresentação muito conhecido no Recife (PE). A  modalidade mistura o teatro de improviso e a relação com as figuras míticas e, no caso do grupo, também utiliza o samba pisado, invenção do Seu Estrelo, segundo ele mesmo.

Além do folclore brasiliense, o grupo ainda abriu, há 3 anos, o Centro Tradicional de Invenção Cultural. Tico explica que no início eles apenas deixavam as pessoas que queriam aprender a tocar os instrumentos, participarem dos ensaios, porém como houve uma procura muito grande, eles decidiram criar uma escola cultural e abrir as oficinas. Rachel Smidt, 34, é aluna da oficina de confecção de Agbê (instrumento musical) e fala da sua experiência com o centro cultural: “Aqui o ambiente é muito bacana, emana essa coisa de cultura, de completo também, a oficina não é só fazer o instrumento, é se conectar com o instrumento e se conectar com sigo mesmo”.

Conexão com o instrumento muda tudo

Conexão com o instrumento musical amplia as sensações de quem participa das oficinas

As oficinas acontecem de segunda a quinta-feira das 19h00 às 22h00, no Centro Cultural, que fica na quadra 813 Sul, na Avenida das Nações, em Brasília. O valor mensal de cada oficina é de R$ 180 e a duração de cada turma é de dois meses. Há aulas de batuque, dança, agbê e teatro. O telefone do espaço é o (61) 3522-8884.

Conheça o Mito

O mito conta que o calango voador, filho do sol e da terra, nasce no cerrado, e um pescador, filho do mar com uma moça, nasce e cresce junto ao mar. O pescador vai procurar pelo calango e tenda acertá-lo com seu arpão, porém, a pedido da mãe terra, o ar dá asas ao calango, o salvando daquela situação. Os dois se enfrentariam tempos depois, como uma vingança do mar contra a terra. O calango derrota o pescador, traçando assim contos que se repetem e se mostram a cada estação do cerrado. Este é apenas um resumo da parte central do mito.  Para ler a historia completa, visite o site do grupo https://seuestrelo.wordpress.com/2012/03/12/477/

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