Saúde

Acroyoga mescla acrobacia e terapia

A técnica reúne exercícios do yoga convencional com a acrobacia e a massagem tailandesa; ainda pouco praticada na capital, a técnica vem ganhando adeptos

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#acrobacias #corpoemente #equilibrio #yôga acroyoga

Ainda pouco conhecida, a acroyoga tem crescido e ganhado adeptos na capital. É uma prática onde se mescla a alegria e o dinamismo da acrobacia, posturas e calma do yoga e cura da massagem tailandesa, cuidando sempre para que a prática seja segura e divertida. Ela é dividida como acrobática ou terapêutica e ambas precisam de muita confiança e entrega de todos os participantes.

Para a professora de acroyoga Júlia Giesbrecht, a prática, além de desenvolver a flexibilidade, a força e a consciência corporal, desenvolve a inteligência emocional. “A pessoa está lidando com desafios, com o medo, com a coragem, com a responsabilidade pelo corpo do outro e com a empatia”, explica.

Praticante há onze meses, a estudante Bruna Oliveira, 24 anos, sente as mudanças, tanto físicas quanto corporais. “Proporciona uma consciência sobre o meu corpo e alimentar, concentração e mudanças no corpo físico, como desenvolvimento muscular e elasticidade”, conta. Após fazer uma aula experimental, o produtor audiovisual Leandro Barbosa, 21, conta que gostou da dinâmica da prática e como é conduzida. “A interação com o outro é uma coisa única, assim como com você mesmo”, ressalta.

Bruna e Leandro praticando a AcroYoga

Bruna e Leandro praticando a acroyoga

A modalidade é sempre feita em grupos de três pessoas ou mais. A base é a pessoa que fica embaixo e que levanta os demais, possibilitando toda a acrobacia. O voador, ou volante, é a pessoa erguida para executar os movimentos. E o cuidador ou anjo tem como função cuidar para que não ocorra nenhum acidente. O mesmo auxilia nos movimentos, indicando e corrigindo a postura, se necessário.

Praticante desde 2010, a professora Gabriela Dal Ponte conta que conheceu a acroyoga quando morou em Londres e foi amor a primeira prática. “Achei incrível o senso de comunidade que me trouxe, a alegria que me proporcionou e como trabalha profundamente a confiança em mim mesma e no outro”, relata.

Em 2015, Gabriela foi para a Califórnia para realizar a formação para professora e desde então dá aulas. Ela conta que existem restrições para as mulheres que estão nos primeiros meses de gravidez, mas que vai de cada caso. E para aqueles que possuem lesões graves, a prática é adaptável para qualquer pessoa, dependendo das limitações e necessidade. “Na minha formação tinha uma pessoa em cadeira de rodas que virou professor. Ele se adaptava às posturas e transições para o corpo dele e funcionava super bem”.

Para a professora de yoga Barbara Kauderer, a prática é integrativa e adaptável. “Não tem uma regra, a pessoa pode começar pela acro sem a necessidade de já ter feito yoga”, ressalta e acrescenta: “A grande dificuldade de quem faz acroyoga é a de encontrar um parceiro que tenha a mesma altura e o mesmo peso. É necessário esse equilíbrio”.

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