Educação

Déficit de atenção e hiperatividade: como a escola pode ajudar no diagnóstico?

Transtorno pode ser confundido com comportamentos normais de crianças em fase escolar

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#educação escola TDAH

A criança está desatenta e com dificuldade de se concentrar? Parece somente brincar todo o tempo, dispersa em diversas atividades lúdicas? Está agitada e não para quieta? Ela pode ser portadora do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, o TDAH.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade é uma das principais causas de procura de ambulatórios de saúde mental de crianças e adolescentes, estimando-se que 5 a 10% de todas as crianças sejam hiperativas. O diagnóstico é complexo. Ele envolve conhecer aspectos sociais, individuais e biológicos que podem estar presentes e causar alterações no comportamento da criança. Na maioria das vezes, esse trabalho é feito pelo professor na sala de aula.

Fernanda Marra, professora do Ensino Fundamental do Colégio Marista, explica que a grande dificuldade é encontrar o que difere a doença dos traços de personalidade da criança, pois nessa fase é comum que as crianças sejam agitadas e dispersas. “O professor precisa observar e estar atento à intensidade em que a criança apresenta o que chamamos de Trio de Base Alterada, formada por: alterações da atenção, impulsividade e da velocidade da atividade física ou mental. O sintoma mais aparente e importante é, sem dúvida, a alteração da atenção.”

Por conta da complexidade do diagnóstico, os pais tendem a ter dificuldades em aceitar que os filhos possuem o transtorno. Segundo os especialistas, o maior desafio é constatar se a criança está simplesmente agindo como criança ou se ela tem algum tipo de questão comportamental, dificuldade de adaptação ou até mesmo falta de rotina familiar. A adaptação escolar também é um obstáculo para os pais. Em alguns casos, é necessário adequar currículos e adaptar procedimentos em sala a partir da observação e das sondagens feitas pelo professor, juntamente com a equipe pedagógica. Se isso não ocorre, a criança pode sofrer ainda mais com o atraso no aprendizado.

Professora Fernanda Marra enfatiza a importância da adaptação curricular

Professora Fernanda Marra enfatiza a importância da adaptação curricular

“Meu filho nunca tirou uma nota 10 e não foi por falta de esforço. Ele não consegue 100% de aproveitamento, mesmo tendo todo o acompanhamento necessário. Apesar de sempre ter estudado em escola particular e ter passado por várias escolas, nunca teve um ensino direcionado a ele”, conta Patrícia Carla Soares, mãe de Ian, 9 anos, portador do TDAH.

A professora explica que o direcionamento pode ser feito por meio de ações simples, como solicitar que a criança se sente nas primeiras carteiras, dar comandos pequenos e pontuais, repetir sempre que necessário, dar mais tempo de execução das atividades e encontrar o foco de interesse da criança para propor atividades com maior envolvimento. “É importante também que a escola proponha dinâmicas, assembleias em grupo para que os alunos possam perceber, refletir e aprender a conviver de maneira respeitosa e solidária com as diferenças.”

A psicóloga infantil Adriane Severine enfatiza a importância da parceria entre o psicólogo e o professor: “Com relação ao ambiente escolar, o objetivo do trabalho é fornecer ao professor informações que possam contribuir para o desenvolvimento de práticas potencializadoras do trabalho desenvolvido em consultório, bem como capacitar aqueles que convivem diariamente com a criança para serem participantes ativos no processo de melhora.”

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