Comportamento

Usadas para entretenimento, redes sociais também influenciam no aprendizado

As redes sociais podem ser ótimas ferramentas de colaboração, quando utilizadas de forma adequada; jovens podem melhorar ou piorar a sua experiência de aprendizado

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Ninguém duvida que os brasileiro são apaixonados pelas redes sociais. Nos últimos anos, a quantidade de usuários tem aumentado de forma considerável: em 2014, eram 210 milhões conectados às redes sociais. Em 2015, este número chegou a 237,8 milhões. Para 2020, segundo a agência eMarketer, a previsão é que sejam 313,6 milhões de usuários de sites como Fcaebook, Twitter e Instagram.

As redes sociais, apesar de serem utilizadas para entretenimento, também podem influenciar diretamente no aprendizado escolar. Por meio delas, além de conversarem com amigos e publicar fotos, jovens podem melhorar ou piorar o desempenho acadêmico. Para o lado positivo, as redes sociais podem ser ótimas ferramentas de colaboração.

WhatsApp é uma ferramenta muito utilizada pelos alunos, para compartilhar atividades escolares

WhatsApp é uma ferramenta muito utilizada pelos alunos para compartilhar atividades escolares

Existem várias vantagens que os estudantes podem obter com as redes sociais. Uma delas são os grupos de estudo online, em que os alunos se encontram virtualmente para tirar dúvidas e fazer exercícios juntos.  A estudante de engenharia civil Emilla Mota, 22 anos, tem o hábito de estudar em grupos online com amigos. Eles desenvolvem exercícios com base no material oferecido pelo professor.

O grupo funciona da seguinte forma: Cada integrante é responsável, em um dia da semana, por elaborar questionários com base no que foi passado em sala de aula. Assim, os demais irão responder e depois, juntos, corrigem questão por questão. “Foi a melhor forma que encontramos para estudar e tirar dúvidas. Principalmente, na parte dos cálculos. E quem tem vergonha de perguntar para o professor, no grupo tem mais liberdade para errar e perguntar”, afirma.

Emilla, também costuma usar o Facebook como ferramenta de estudos em grupos compartilhados

Emilla Mota também costuma usar o Facebook como ferramenta de estudos em grupos compartilhados

Para o professor universitário Leonardo Carvalho, 41 anos, as redes sociais podem ser usadas como uma forma de engajamento para os estudantes. Para ele, esse formato de sala de aula, fechada, com a mesma rotina, acaba sendo desestimulador e tedioso. “Para essa nova geração, tudo se torna tedioso. Então para fazer as redes sociais como aliadas, os professores podem utilizar  sites de relacionamentos para propor atividades diferentes e inovar no aprendizado”, diz.

Os malefícios das redes sociais

Mas como tudo que é usado demais pode ser prejudicial, com as redes sociais não poderia ser diferente. Assim como essas ferramentas podem ajudar, elas também podem prejudicar a educação e o rendimento escolar, já que têm o potencial de distrair os estudantes e diminuir a concentração. Foi o caso de Eduardo Medina, 23 anos, que reprovou na matéria de cálculo na faculdade. Ele era viciado em jogos e no Twitter, então, deixava sua vida acadêmica de lado para se conectar com os amigos no bate-papo dos jogos online. Com a reprovação, e com o incentivo dos amigos da faculdade, entrou no grupo de estudo e melhorou as notas.

Hoje, diz que ainda joga, mas que sabe a hora de parar para estudar. “Eu jogava muito, usava muito o Twitter para marcar com os amigos os horários que iríamos entrar no chat pra jogar. Deixava trabalho, atividades, tudo de lado. Depois da reprovação, vi que poderia não me formar com a turma e parei”, afirma Eduardo.

A psicóloga Lorena Freitas diz que tudo depende da forma como essas plataformas são usadas. Para ela, os alunos que usam as redes sociais para se comunicar, se inteirar dos assuntos relacionados a escola, faculdade ou qualquer outra coisa, tendem a ter as notas melhores que os que não usam.

Já os que usam só para se divertir, postar fotos, jogar, vão acabar se dispersando e esquecendo os deveres, as atividades e trabalhos e, aí sim, as redes sociais iram atrapalhar a vida acadêmica do aluno. “Vai da escolha de cada um, não é uma questão de parar de usar ou só usar as redes sociais para se informar. Vai do aluno querer usar a ferramenta a seu favor e aumentar seus conhecimentos ou utilizar só pra jogar papo fora com os amigos”, conclui.

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