Cultura

Histórias por meio de imagens

Fotógrafa Zuleika de Souza discute fotojornalismo fora das redações durante Semana do Jornalismo no IESB

Tags:
Fotojornalismo IESB Zuleika de Souza

Novo olhar sobre a cidade e construção de crônicas a partir de eventos cotidianos descrevem a rotina de trabalho da fotógrafa Zuleika de Souza. Aposentada do Correio Braziliense, a repórter discutiu, durante Semana do Jornalismo no IESB 2018, sua carreira profissional e como essa trajetória reflete em seu trabalho atual como fotógrafa independente.

Zuleika define seu trabalho como “histórias a partir de imagens”. Ela enfatiza a importância do olhar diferenciado diante fatos corriqueiros para criação de um acervo de pautas. “É preciso conversar com as pessoas, estar disposto a ouvir, caminhar com um olhar diferente”, declara. Zuleika tem como ambiente de trabalho, ruas e cantos desconhecidos de Brasília, por isso, admite usar, com frequência, o celular para fotografar, além de contar com ajuda de aplicativos. No entanto, menciona a importância de o repórter saber identificar o clima do ambiente e os equipamentos necessários para fazer a imagem.

Zuleika atuou no Correio Braziliense por 25 anos. Durante esse tempo, a repórter cobriu, principalmente, as editorias de política e cidade, porém confessa que sempre se identificou mais com moda e cultura. Para ela, essas são editorias em que o fotógrafo tem liberdade para criar. Agora, aposentada há dois anos, Zuleika atua como freelancer em casamentos, abertura de lojas, cardápios de restaurante, além de propor pautas para veículos de comunicação.

Presente na palestra, Alexa Thais Lima, 18, estudante do primeiro semestre de jornalismo do IESB, vê na fotografia uma vocação. A estudante já havia participado de oficinas de fotografia antes de ingressar no curso de jornalismo, onde espera conhecer mais sobre a profissão. “Me vejo apaixonada”. Para ela, a mensagem que fica é a de olhar o mundo de outra forma. “Tem coisas que passam despercebido pela gente”. Alexa acredita que o olhar focado, torna experiências mecânicas e espera, como jornalista, aprender a olhar as pessoas e eventos a sua volta com mais sensibilidade.

Segundo o professor de fotojornalismo do IESB Carlos Henrique Siqueira dificilmente o fotógrafo, que trabalha no jornalismo cotidiano, conseguirá perseguir pautas além daquelas já propostas pela redação. Para Carlos, esse é um fator de insatisfação de boa parte dos fotojornalistas, que muitas vezes abrem o próprio negócio ou trabalham como freelancer. “Sobretudo quem é mais criativo, mais inquieto, tem muita dificuldade em se adequar ao mundo da redação, ao mundo do jornal tradicional e veículos de comunicação”.

Semana do Jornalismo no IESB

Semana do Jornalismo no IESB permite a troca de experiência entre profissionais e estudantes 

Trajetória

Zuleika de Souza começou a fotografar profissionalmente em 1982. Já trabalhou para diferentes veículos de comunicação como o Jornal do Brasil, IstoÉ, Veja e Vogue. Em 1994, ganhou o prêmio Fiat Allis de jornalismo econômico, e em 1995, recebeu o prêmio Esso na mesma categoria. Durante os anos em que atuou como repórter, realizou exposições individuais como “Deusas no Teatro Nacional” e “Um Olhar Sobre a Moda Brasileira”. Participou também do projeto do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) Foto Fórum 45 anos de Brasília, e da exposição Chão de Flores, no mesmo local.

Conheça mais sobre o trabalho de Zuleika de Souza em: www.acasadaluzvermelha.com.br/loja/zuleika-de-souza/

Notice: Tema sem comments.php está obsoleto desde a versão 3.0 sem nenhuma alternativa disponível. Inclua um modelo comments.php em seu tema. in /var/www/publicacao/jornalismo/site-root/wp-includes/functions.php on line 2957

Deixe uma resposta

Cultura
O taxidermista César Leão em seu ambiente de trabalho Brasília conta com dois museus de taxidermia
Ciência e Tecnologia
Telescópio do Planetário de Brasília Descubra qual a possibilidade de um meteoro atingir a Terra
Esporte
IMG_4988 Distrito Federal pode ser representado no skate na próxima Olimpíada

Mais lidas