Educação

Pessoas surdas têm ajuda de familiar através de libras

Diante das dificuldades sociais de integração, as linguagens de libras ajudam na hora da interação

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Os deficientes auditivos têm nas linguagens de libras um meio de comunicação na sociedade. A surdez vem do nascimento, mas nem todos aprendem a linguagem desde a infância. Mesmo assim, redes de ensino no Distrito Federal oferecem aulas com temáticas e o aprendizado da linguagem para os surdos. “Alguns alunos têm procurado por nossos cursos por ter alguém da família que possui a doença”, disse Leandro Alves, professor de libras do Instituto Federal de Brasília (IFB).

A estudante de psicologia e libras Bárbara Queiroz tem um irmão surdo. Ela conta que o curso de libras serve para ajudá-lo no cotidiano. Com o aprendizado da graduanda, o irmão mais novo tem sofrido menos com a questão da comunicação na sociedade. Ela é a intérprete dele. Os cursos são nas quartas-feiras à tarde, e ela também consegue conciliar com as outras aulas do curso de psicologia,  no período da manhã. “É um prazer enorme poder ajudar meu irmão que é surdo, e sem meu auxílio ele sofre muito. Também pretendo ser professora de libras algum dia”, conta.

Jair Silva é estudante do curso de Direito e cursa libras no IFB. Ele tem um primo surdo que mora na casa dele e é o único a compreender a linguagem. “Pena que na nossa sociedade dão poucos espaços para pessoas surdas. Meu primo sofre muito por ser surdo. Seria legal criarem mais interações com esses tipos de pessoas. Parece que não há paciência com eles”, lamenta.

Códigos de libras são ensinados para alunos do IFB.

Códigos de libras são ensinados para alunos do IFB.

O professor de libras do IFB Leandro Alves, entende que a iniciativa de uma inclusão social dos deficientes auditivos pode partir dos familiares.  “A procura pelo curso tem crescido nos últimos meses, por conta de pessoas que tem alguém da família que é surdo”, relata.

A psicopedagoga Valéria Sousa fala que um acompanhamento próximo por parte dos pais ou parentes é a melhor solução para o desenvolvimento técnico dessa atividade. Pois é necessário um treino diário, e desde a infância, para que o deficiente possa se adaptar às rotinas. “É necessário um acompanhamento de pessoas com deficiência. Assim, precisaria de dar mais espaços, em geral, para esses tipos de pessoas na sociedade”, afirma.

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