Saúde

Saúde vocal é preocupação entre profissionais da voz

Nódulos, afonia e rouquidão são males que, se prevenidos, podem ser minimizados

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Cerca de 30% da população no Brasil utiliza a voz como instrumento de trabalho. Esses “profissionais da voz”, tais como professores, radialistas e cantores, dependem dela diariamente para executar tarefas, que dependendo da intensidade do uso, podem levar a disfonias. “Conhecida apenas como a rouquidão da voz, a disfonia é um termo que representa todas as dificuldades ou alterações das pregas vocais”, explica a otorrinolaringologista do Hospital da Universidade de Brasília  Luciana Watanabe  .

Dra. Luciana Watanabe, Otorrinolaringologista do HUB

Dra. Luciana Watanabe, Otorrinolaringologista do HUB

As disfonias distingue-se em três tipos: funcional, orgânica e orgânico-funcionais. “A alteração funcional é causada pelo mau uso e não há qualquer alteração estrutural das pregas vocais: uso intenso, problemas emocionais e variações de decibéis”, diz o fonoaudiólogo André Fantom. Já as orgânicas são provocadas por mudanças na anatomia: como nódulos, lesões no nervo, inflamação nas mucosas, gripes e resfriados. “As orgânico-funcionais, chamados de ‘calos vocais’ são alterações na estrutura das pregas vocais como os nódulos e pólipos”, diz o otorrinolaringologista Cláudio Rego .

O esforço para produzir o som e a força para falar promovem atrito entre as pregas vocais e criam a chamada “lesão de massa”, que é um acúmulo de tecido parecendo um calo. “O termo nódulo utilizado para descrever o problema faz pessoas associarem a nódulos malignos, no entanto, na maioria das vezes, é somente um acúmulo de tecido”, completa o fonoaudiólogo .

Os principais problemas que os profissionais da voz desenvolvem são fendas, e o mais comum são os associados ao refluxo. As fendas são aberturas nas pregas vocais que causam aspereza ou rouquidão, consequentemente, mudanças na qualidade da voz. Já os nódulos aparecem depois da fenda, em um segundo estágio.

Cuidados

André Fantom,  cuidados com a voz e preparação para shows

André Fantom, cuidados com a voz e preparação para shows

Para se evitar a disfonia, é importante a prevenção, higiene vocal e outros cuidados regulares. Os profissionais da voz devem avaliar as alterações com um otorrinolaringologista. Após isso, normalmente, o tratamento é feito com o fonoaudiólogo, que faz treinamento por meio de exercícios vocais. “O trabalho é fazer a adaptação na postura da fala ou canto. Por isso, a importância de uma fala e de um canto tecnicamente saudáveis”, orienta Fantom, que também é cantor. Existem exercícios específicos para respiração, dicção e projeção vocal. O fonoaudiólogo diz que para os profissionais que entonam a voz de maneira diferente da fala natural, interpessoal, é imprescindível o desenvolvimentismo da musculatura.

Além do fortalecimento, cuidados como hidratação, intervalos durante períodos mais extenuantes, evitar gritar ou falar alto, manter alimentação balanceada e exercícios específicos devem fazer parte da rotina desses profissionais. “O refluxo é uma questão séria , muito mais comum do que a gente pensa e causada por hábitos alimentares”, observa o fonoaudiólogo. Existem alguns alimentos que aumentam a secreção, como leite e derivados, chocolate, café em excesso, além dos alimentos que têm gás.

Outras causa comuns são as alergias devido à utilização de quadro negro e giz, e tabagismo, que provocam doenças respiratórias, estresse, responsáveis por alterações de fala e problemas gástricos.

Os vulneráveis

Os professores e radialistas são os mais vulneráveis, não só pela carga horária, mas principalmente, pelas condições do local de trabalho e falta de preparação técnica. “Normalmente salas de aulas lotadas não são acusticamente tratadas e exigem esforço extra da laringe. Os tetos refletem muito o som, deixando o ambiente muito barulhento, inclusive, produzidos por alunos”, aponta André .

Erika Pereira  professora do Centro de Educação Infantil 04

Erika Pereira professora do Centro de Educação Infantil 04

A professora Erika Pereira foi coordenadora do Centro de Educação Infantil 04, em Sobradinho. Segundo ela, é comum os professores precisarem de licença médica para tratamento. “Muitos apresentam problemas como cansaço vocal, desconforto para falar, dificuldade para projetar a voz e rouquidão, além dos emocionais, decorrentes de estresse.

Já os cantores são considerados “atletas da voz”, por causa das extensões de frequência, que se referem à faixa de máxima e mínima vocal. Vários profissionais como Axel Rose, Adele, e Marina Lima, Milton Nascimento e Djavan passaram por esgotamentos do tipo.

Suporte virtual

O VoiceGuard, por meio do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva e do Laboratório de Inovação Tecnológica do Núcleo de Aplicação em Tecnologia e Informação, de Fortaleza, desenvolveu um aplicativo para ajudar no controle da saúde vocal, e adotou os conceitos de mHealth (mobile health ou saúde móvel). O aplicativo emite alertas e lembretes para a ingestão de água, além de oferecer uma ferramenta para a captação do ruído ambiental de modo a verificar se está em um nível aceitável. 

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