Cidadania

Trabalho de voluntários ajuda no desenvolvimento de pessoas com deficiência

Cerca de 30 pessoas se revezam nas atividades da Associação Pestalozzi, voltada para os que têm entre 25 e 59 anos

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Há mais de 50 anos, a Associação Pestalozzi trabalha na prestação de serviço a pessoas com deficiência intelectual. Atletismo, natação, trabalhos na horta, desenho e karatê são algumas das atividades oferecidas àqueles que já não recebem apoio da rede pública de forma especializada. Segundo a  psicóloga e coordenadora da instituição, Luciana Siqueira, atualmente 29 voluntários, com as mais diversas formações, se revezam no atendimento a 135 assistidos com idade entre 25 e 59 anos.

Os voluntários atuam na entidade em diferentes atividades. Professores de desenho e de karatê, acupunturista, pedóloga, pedagoga e até mesmo atividades administrativas. “Na sala de alfabetização funcional, às vezes, não aprendem a ler, mas vão saber identificar o ônibus que tem que pegar, o banheiro que tem que usar. Trabalhar com essa autonomia”, relata Luciana Siqueira.

O trabalho da entidade é em período integral, de forma gratuita e individualizado para cada assistido e a família dele. Tapeçaria, mandalas, mosaicos e culinária também estão entre as atividades. “Quem quer ajudar, é tudo que precisamos. Por exemplo, tem a mãe de um aluno que se colocou à disposição para a área de costura, então vamos vendo de que forma eles podem ajudar e orientamos”, explica Luciana.

Trabalho no canteiro da associação

Trabalho no canteiro da associação reúne alunos e voluntários

Existe um núcleo de voluntariados, que faz o controle dos interessados a voluntários, que não necessariamente precisa ter  curso superior. Passam por entrevistas contando de que forma podem colaborar. Fernando de Oliveira, dentista aposentado, conta que sempre teve vontade em ajudar. “Faço esse tipo de trabalho há bastante tempo, para ajudar, para fortalecer minha espiritualidade. Gosto de trabalhar com pessoas  que precisam”.

Já o arquiteto e professor de desenho Frederico de Carvalho afirma que a maior motivação para o trabalho voluntário com deficientes é o filho com autismo. “Já dei aulas em abrigos também. Há cinco anos estou fazendo esse trabalho com deficientes, muito incentivado pelo meu filho. Acredito que posso contribuir”, relata o professor.

Ele ainda comenta que a maior dificuldade é em encontrar literatura específica sobre aulas de desenho para pessoas com deficiência. Não há um método considerado certo. Na avaliação dele, seria mais produtivo se houvesse, embora seja sempre muito divertido. “Dependendo do grau de deficiência, eles têm muita dificuldade. Só de eles estarem ali se divertindo e se integrando, exercitando a coordenação motora, já é bom”, conclui.

Apesar de não atuar diretamente com os assistidos, o publicitário Pedro Peralta trabalha como voluntário na assessoria de comunicação. “A minha motivação parte do princípio do bem-estar. Ajudar pessoas, causas as quais me identifico e me sensibilizo me faz bem”, diz ele.”

Paulo César Cruz, assistido da associação onde também luta pelos direitos dos deficientes

Paulo César Cruz, assistido da associação, luta pelos direitos dos deficientes

Paulo César Cruz relata que aprendeu a ler e a escrever no local, além de participar de diversas atividades como tapeçaria e dança. Luta pelos diretos dos deficientes em projeto da entidade. “Usamos o lema, nada sobre nós sem nós”, conclui.

A instituição funciona das 8h às 17h em período integral.

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