Comportamento

A ascensão da cultura gamer

Jogos eletrônicos movimentam a economia e mudam cultura jovem no mundo

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Os jogos eletrônicos têm tomado cada vez mais espaço em nossa cultura. Um exemplo é que, neste ano, o jogo Grand Theft Auto V (GTA V) se tornou o produto cultural mais rentável da história. O levantamento feito pelo MarketWatch mostrou que o game ultrapassou filmes campões de bilheteria como Star Wars e Avatar, lucrando nada mais, nada menos que 6 bilhões de dólares. Esse entretenimento tem um público fiel, carinhosamente chamado de gamers.

Gabriel Luz impõe limites nos horários de seu hobby favorito para conciliar com o trabalho.

Gabriel Luz impõe limites nos horários de seu hobby favorito para conciliar com o trabalho.

Gabriel Luz é um desses gamers. Com 22 anos, o cozinheiro, que divide o tempo entre o trabalho e seu hobby favorito, revela sua história com os jogos eletrônicos. “Jogo desde que me entendo por gente. Basicamente a história dos jogos caminha com a minha história de vida.”

Gabriel, aficionado em jogos de vários estilos, justifica seu amor pelos games eletrônicos. “Há pessoas que se ocupam com livros, filmes e eu com jogos. Alguns deles têm ótimas histórias e quebra-cabeças. Também a possibilidade de jogar com amigos e socializar por meio do jogo são motivos que me atraem.” O gamer também coloca limites em sua rotina. “Minha mãe sempre diz que se não passar tempo demais jogando, não tem problema. Tem que saber separar e não ficar o dia inteiro jogando”, explica.

Victor Jardim, 23 anos, outro apaixonado pelos games, principalmente o jogo Counter-Strike, no qual tem mais de 1.700 horas jogadas, revela o amor pelo hobby. “Com o Counter-Strike, acabo vivendo o mundo dos jogos eletrônicos. Assisto a partidas profissionais de CSGO todos os dias. Estudo o jogo. Não que eu queira ser um jogador profissional, mas quero viver o game, assim como torcedores de futebol vivem o jogo.”

Victor, que é estagiário atualmente, conta com a ajuda dos pais para financiar seus equipamentos e jogos eletrônicos. Também concilia sua rotina com os games. “Costumo jogar bastante, quando posso. No último mês tenho priorizado a faculdade e o estágio. Mas sempre que tenho tempo livre, jogo.”

Adriano Souza, psicólogo comportamental, explica que os jogos são muito atrativos por conta da interação: “Livros e filmes são passivos, você senta e assiste ou lê. Já nos jogos eletrônicos, você pode controlar o personagem, a vida dele, é como se fosse você dentro do jogo, por isso a maior atração”. Adriano comenta que os jogos são uma forma de distração e de descarregar o stress muito boas, contanto que haja equilíbrio entre as atividades diárias.

Adriano Souza alerta para manter o equilíbrio entre as distrações e as obrigações.

O psicólogo Adriano Souza alerta para manter o equilíbrio entre as distrações e as obrigações.

O psicólogo também explica sobre o vício em games, que pode provocar efeitos de socialização graves, principalmente em adolescentes. “No caso dos adolescentes, quando jogam um jogo off-line por muito tempo, eles podem se retrair em casa. Ele vai perder contato social, habilidades sociais como conversar com outras pessoas ou interagir em uma festa.” Ele também explica que jogos também são usados em algumas atividades da psicologia, porque estimulam o cérebro, mas sempre usados de forma moderada.

 

Pesquisa Gamer

A Dell realizou uma pesquisa online em 2018 e mostrou que diversos estereótipos sobre quem joga vídeo game estão errados. O levantamento foi feito em 11 países, incluindo o Brasil, com 5.763 jogadores de PC que investem pelo menos uma hora por semana em games. Se você acha que gamers são jovens que ficam 13 horas por dia trancados no quarto na frente do monitor, então é melhor pensar de novo.

Além de gostarem de jogar, os participantes da pesquisa também curtem passar o tempo ouvindo música (63%), com a família (59%), amigos (55%) ou lendo e escrevendo (46%). Além disso, os jogadores também costumam dar uma pausa nos jogos para “se manter em forma”, segundo a pesquisa. No Brasil, 46% dos entrevistados disseram que praticam atividade física além de jogar. Mais da metade dos entrevistados (57%) eram casados ou estavam em um relacionamento sério e 48% estão na faixa entre 20 e 30 anos, apenas 12% eram adolescentes.

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