Esporte

Brasilienses no topo do jiu-jitsu

Dedicação aos treinos faz equipe da capital estar entre as melhores

Tags:
#jiu-jitsu #esporte

O jiu-jitsu é um esporte de origens japonesas, mas se consolidou no Brasil através da família Gracie. A arte marcial ganhou, ao longo de quase 80 anos, muito adeptos e discípulos, principalmente no Rio de Janeiro, onde os irmãos Carlos e Hélio Gracie consolidaram o esporte. Desde 1996, quando os campeonatos  de jiu-jitsu começaram a ser realizados pela Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu (CBJJ), os principais nomes do esporte eram do eixo Rio-São Paulo, cariocas e paulistas sempre estiveram “nas cabeças” dos campeonatos.

Com o crescimento do esporte em todo o mundo, também não ia ser diferente no país do jiu-jitsu. Milhares de escolas de jiu-jitsu estão espalhadas em todo território brasileiro. Em Brasília, a “arte suave” – que  é o significado do jiu-jitsu -  vem  desde os anos 2000 com um bom número de atletas, e os frutos e resultados estão sendo colhidos. Hoje Brasília está nos maiores e mais importantes campeonatos do esporte.

Destaque para academia Gracie Barra Cruzeiro, onde os atletas,  liderados pelo mestre e também lutador Rodrigo Gomes, 34 anos, conhecido como “Rodé”, vem subindo no pódio e medalhando. Desde 2015, a equipe ganha espaço e chega nas finais de categorias diferentes. Para o faixa-preta Rodé, o trabalho duro de treinos e o emocional  do grupo fazem a diferença. “Nós desenvolvemos um treino de alto rendimento, para os alunos que gostam de competir. Os treinos acontecem duas vezes na semana, onde trabalhamos a parte física, técnica e mental dos atletas”, conta o professor.

rode

O professor Rodrigo Rodé divide o tempo de professor e empresário da escola de Gracie Barra Cruzeiro

Segundo o mestre, o trabalho de apoio e motivação é extremamente importante, e faz o diferencial. Rodé sempre frisa que todos os alunos são capazes de conquistar seus alvos, basta ter comprometimento e disposição.

Um dos destaques da equipe é o faixa-preta Cauê Oliveira, 26 anos. Em seu currículo se destacam os títulos,  na categoria pesado até 86 quilos, de bicampeão do Salvador Open, ouro no Belo- Horizonte Open. Sagrou-se campeão Sul-americano em Florianópolis, foi vice-campeão da seletiva para o Dubay-Pró, terceiro lugar no Brasileiro, seis vezes ouro no Centro-Oeste de jiu-jitsu  e pentacampeão Brasiliense.

_DSC0111

Cauê Rodrigues é um dos destaques do cenário nacional de Jiu-Jitsu

Segundo Cauê, a qualidade dos treinos, juntamente com preparação física específica, suplementação, dieta e a liderança do mestre Rodé , são responsáveis pelos seus resultados. “Os treinos são sempre intensos e fortes. O professor Rodé nunca deixa a gente relaxar, não nos deixa na zona de conforto, cobrando todo tempo empenho e o nosso melhor”, finalizou Cauê

O faixa Marrom e preparador físico da Gracie Barra Cruzeiro, Pedro Mesquita, teve um excelente ano de 2017 no cenário das competições. O aluno do mestre Rodé destaca que o empenho, disciplina, muita disposição e o método do treino de competição são os responsáveis pelos resultados. “O nosso treinamento é muito duro e dedicado, damos o nosso melhor sem desculpa, nosso lema é treino duro, luta fácil”, contou Pedro.

Dentre os títulos mais importantes do atleta, na categoria superpesado até 90 kilos, estão o ouro no Curitiba Open, Campeão sem kimono em Salavador, bronze no Brasileiro no Rio de Janeiro, Bicampeão Goiano e Tetra campeão candango.

Força Feminina

A faixa-azul Lorena de Oliveira treina há quase três anos. Em pouco tempo, os resultados de expressão vieram. A jovem de 24 anos é um dos destaques na academia, onde 90% do time é masculino. Os títulos da estudante de fonoaudiologia são: ouro na categoria e prata no absoluto (sem peso) no Salvador Open, terceiro lugar no Brasília Open, vice campeã no brasiliense e ouro no Centro-Oeste de Jiu-jitsu.

Para ela, não tem nada de sexo frágil nos treinos de competição. Lorena tem o mesmo tratamento que os demais e o professor Rodé não alivia. “A atenção de todo mundo é o principal, todos se ajudam. Como sempre treino duro, praticamente só com  homens, eu sinto a diferença nos campeonatos, principalmente na força e condicionamento físico”, concluiu Lorena.

Rodrigo Rodé é um multicampeão do esporte. São quase duas décadas de dedicação ao jiu-jitsu. Das principais conquistas nessa longa caminhada, estão o ouro no brasileiro de equipes, campeão do Curitiba Open, ouro do Miami Open (Flórida), 15 vezes campeão brasiliense, hexa campeão Centro-Oeste, terceiro lugar no mundial (Califórnia), entre outros.

Jiu-Jitsu para todos

A visão da academia não é apenas nas competições: a escola abre as portas para todos tipos de pessoas, crianças, mulheres, idosos e quem faz a prática do jiu-jitsu como qualidade de vida. Antes o esporte que era considerado de “bad-boys”, hoje é bem visto na sociedade.

Pedro Mesquita

O faixa- marrom e preparador físico  Pedro Mesquita cuida da preparação da equipe

 

O esporte além de trazer benefícios para a saúde, corpo e mente, pois desenvolve a coordenação motora, é um grande aliado para educação infantil. O jiu-jitsu, como toda arte marcial, trabalha com a disciplina, respeito e hierarquia. Esse fator atrai muitos pais a colocarem seus filhos em escolas de jiu-jtsu.

Segundo o faixa-preta Rodé, a turma kids é sempre cheia. Crianças a partir dos 5 anos de idade já podem treinar. O advogado Ricardo Guedes disse que  depois que matriculou seu filho Matheus, 7 anos, nas aulas de jiu-jitsu, viu uma excelente melhora no comportamento dele, tanto em casa como na escola.

“Meu filho é hiperativo, ele não para quieto. Já tinha colocado ele no futebol, natação e basquete, mas ele nuca se interessava. Quando um colega meu me disse sobre o jiu-jitsu, resolvi colocar o Matheus e a melhora foi muito grande, hoje ele está mais calmo e obediente”, concluiu Ricardo.

Deixe uma resposta

Entrevistas
Entrevista Inovar é saber como os outros se comportam
Cidadania
Foto: Ingrid Pires Projeto leva esporte e música a adolescentes em Sobradinho
Cidades
Placas que sinalizam as saídas do parque, quando existem, estão degradadas. Parque da Cidade precisa de sinalização

Mais lidas