Esporte

Mulheres conquistam espaço no skate

O empedramento feminino esta cada vez mais presente em todos os lugares, o esporte que estará na próxima olimpíada mostra bem isso

A expressão “isso é coisa de homem” é bastante familiar, principalmente em esportes considerados culturalmente masculinos. O skate, nascido na Califórnia em 1950, é um deles. Surfistas da região colocaram rodas de patins em pranchas de madeira para se divertir quando o mar não tinha ondas.

Dez anos após a criação do esporte, ainda nos Estados Unidos, o skate teve como primeira atleta profissional Patti McGee. Criada em uma década onde o machismo reinava, ela mostrou que as mulheres, sim, poderiam andar de skate e participar de eventos.

Hoje o cenário é diferente, mas ainda existe resistência de alguns atletas homens à participação feminina.  No Brasil, o tatuador e skatista Alan Jhonny pensa de outra forma e defende a presenças das garotas sobre as rodas: “Sempre incentivei amigas a praticar o esporte, e as meninas que se dispõem a enfrentar os obstáculos de um modo geral do skate merecem ter o reconhecimento e espaço dentro do movimento”.

Atleta Alice Brandão 14 anos, a adolescente começo a andar de skate ainda criança.

Alice Brandão 14 anos, começou a andar de skate ainda criança

As atletas Suelen Mayna e Sarah Oliveira, ambas de 21 anos, treinam em Ceilândia e admitem que já sofreram preconceito. Ainda assim, acreditam que hoje o cenário é melhor do que alguns anos atrás. “Eu ando de skate há cinco anos, no início existia certa resistência pelo fato de ser mulher e querer o meu espaço no movimento, já cheguei a competir com homens por falta de mulheres na categoria, mas hoje o cenário é bem diferente”, conta Suelen.

Suelen Mayna e Alice Brandão atletas da Região Administrativa Ceilândia.

Suelen Mayna e Alice Brandão busca espaço entre skatistas em Ceilândia

Atualmente, uma das maiores referências do Brasil no esporte é Karén Jonz, da modalidade skate vertical. Ela foi a primeira a conquistar o ouro feminino na categoria no campeonato mundial XGames. Outra campeã é Letícia Bufoni, do street, representante do país na próxima Olimpíada, de Tóquio no Japão em 2020.

Com a “desmasculinização” do esporte, já existem lojas e marcas que patrocinam mulheres como atletas. Um exemplo é a De La Crew, em Ceilândia Norte. O skatista e proprietário da loja, Rafael Alves, viu uma forma de dar a oportunidade para atletas, sejam homem ou mulher, crescerem no esporte. “O skate tem espaço para todos, quando vejo o potencial seja homem ou mulher, dou a oportunidade de crescer, ajudando em campeonatos, dando peças e tênis para eles”, comenta.

Ainda não existem atletas mulheres credenciadas pela Federação Nacional de Skate no Distrito Federal. As meninas entrevistadas ainda têm esperanças de estar nesta lista ou ver alguma representante da cidade na Federação. Até a postagem dessa matéria, a Federação Nacional de Skate não se pronunciou sobre o assunto.

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