Entrevistas

Publicitário conquista redes sociais com histórias sobre Brasília

Os posts trazem imagens antigas dos primeiros tempos da cidade e revelam curiosidades sobre a capital do país

Tags:
#escritores Brasília histórias

O publicitário e escritor brasiliense João Carlos Amador iniciou em 2014 o Histórias de Brasília, que nasceu no Facebook e hoje está também no Instagram e YouTube. A página original tem mais de 50 mil curtidas. As publicações lembram as histórias de Brasília, detalhes da sua construção e curiosidades sobre a capital.

O Histórias de Brasília conta agora com duas novidades: um quadro na rádio CBN toda quinta-feira, às 10 horas da manhã, e uma coluna semanal no Jornal de Brasília. Aos 40 anos, João tem três livros publicados sobre a cidade. O exemplar mais recente trata de casos policiais e mistérios marcantes do Distrito Federal. Confira trechos do bate-papo com o escritor

Portal de Jornalismo IESB: Como surgiu a ideia de criar uma página sobre a cidade?

João Carlos: Sempre fui apaixonado por Brasília, desde criança tudo que é relacionado à capital me fascina. Um dia eu vi que tinha material necessário para criar  uma página contando as histórias e curiosidades do Distrito Federal.

O que te expirou? 

Uma página que me inspirei foi a “São Paulo Antiga”.  Eu acredito que ela foi a pioneira no Facebook a fazer esse tipo de movimento, ela já tem uns sete anos. Lá, eles relatam histórias antigas de São Paulo. A diferença é que eles são especialistas nisso, têm historiadores. Já eu, faço de um jeito mais amador.

O escritor conta que tem muita conexão com Brasília e suas histórias

O escritor conta que tem muita conexão com Brasília e suas histórias

Como você consegue as fotos?

Algumas fotos são do Arquivo Público de Brasília, outras são registros pessoais dos seguidores. Eles enviam muitas fotos.

Quando a página foi criada você já esperava esse sucesso?

Não, eu comecei fazendo os post nas horas vagas, as pessoas foram curtindo e compartilhando. O crescimento foi rápido, muitas pessoas mandam mensagem agradecendo por eu está resgatando suas memórias de infância.

E o canal do YouTube?

Ano passado eu comecei o canal no YouTube, lá eu conto as histórias da cidade em formato de vídeo, faço adaptações e sempre gravo em algum ponto da cidade. Com isso, eu posso ir mostrando os locais importantes e históricos de Brasília em um formato distinto, porque o Facebook, Instagram e Youtube são mídias diferentes.

De onde vêm tantas histórias sobre a cidade?

Tudo que eu vejo sobre Brasília, eu compro. Tenho uma biblioteca com grandes informações sobre o assunto, que é uma fonte de inspiração. Além das fotos, muitas histórias eu consigo compilar dos livros que eu tenho. São livros escritos nos anos 60, onde as pessoas falam sobre a cidade, candangos que acompanharam o nascimento e o crescimento da capital. Biografias clássicas como de JK, Oscar Niemeyer, Lúcio Costa e de muitas outras pessoas que construíram Brasília. Disponho de bastante material e sempre estou descobrindo coisas novas.

Quais são os planos para o Histórias de Brasília?

Bom, o primeiro livro foi lançado em 2016, o terceiro em 2018, então, eu estou conseguindo lançar um livro por ano.  Ano que vem eu quero fazer o quarto Histórias de Brasília (também é o nome da série de livros), já tenho o material para ele. O último foi temático sobre crimes e mistérios. Eu acho que para o futuro os livros podem ser temáticos, eu tenho muita coisa para falar. Uma ideia que eu tenho para o futuro  é fazer um livro sobre pessoas que construíram Brasília como Antônio Venâncio da Silva – tem Venâncio em todo lugar, mas quem foi esse homem? Quem é Nilson Nelson? Mostrar quem foram essas personalidades. As pessoas ouvem falar mas não sabem exatamente quem são e o que elas fizeram. O plano futuramente é criar uma edição falando sobre essas pessoas.

 

 

 

 

 

 

 

 

Deixe uma resposta

Saúde
_DSC0012 Narguilé: Mitos e verdades
Cidadania
Ônibus do banho do bem Projeto social resgata dignidade de quem mora na rua
Economia
É possível encontrar peças dos valores mais variáveis possíveis. Novas formas de consumo sugerem adaptações no mercado da moda

Mais lidas