Educação

Alunos de escola pública têm contato com o teatro pela primeira vez

Numa escola da Ceilândia, os adolescentes puderam aprender técnicas da arte de atuar, e prometem apresentar uma peça de sucesso

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Alunos do CEF 11 de Ceilândia durante um ensaio da peça

Alunos do CEF 11 de Ceilândia durante um ensaio da peça

O teatro é uma arte que forma atores, e também é uma maneira de se expressar e de perder a timidez perante uma plateia. Pensando nisso, a professora de teatro Larissa Sarmento idealizou e implementou a oficina “Fala Jovem” numa escola pública de Ceilândia, onde cerca de 30 estudantes do ensino fundamental tiveram contato com aulas de teatro pela primeira vez.

O projeto pretende despertar o gosto pelo teatro, além de apoiar, fomentar e democratizar essa linguagem para jovens que não teriam oportunidade de acesso a essa cultura. Com aulas semanais, a oficina movimentou o Centro de Ensino Fundamental 11 de Ceilândia, e sensibilizou a criançada para a arte. O curso durou quatro meses, e os alunos aprenderam técnicas básicas de atuação, cenografia, roteiro, sonoplastia e iluminação. Além das técnicas teatrais, a professora ensinou formas de expressão corporal, musicalidade e improviso.

Para Larissa Sarmento, é essencial dar voz aos alunos por meio da representação teatral. “Esse projeto com os adolescentes de escola pública é importante para trazer sensibilização para as artes, não só para torná-los atores ou artistas, mas principalmente para despertar o lado criativo deles. E também é um trabalho importantíssimo na formação de plateia, como a gente chama. Esses alunos, amanhã, poderão ser frequentadores de teatro, levando a família e amigos. Antes, muito deles nunca tinham ido ao teatro”.

O que faz referência ao título do espetáculo: “Estudar e Resistir”. Um nome forte que vem exatamente dessa vontade de dar voz aos adolescentes. A peça retrata os desafios que são encontrados no ambiente escolar. Aborda temas como bullying e drogas, com cenas lúdicas, irreverência e muita dança.

Alunos num momento descontraído do ensaio para a peça

Alunos num momento descontraído do ensaio para a peça

Para Beatriz dos Santos, de 13 anos, a oficina foi muito boa, pois nela, foram descobertos muitos talentos. “A oficina foi muito boa para a gente perder a vergonha. E eu já vejo muitos alunos falando que quando chegarem na faculdade querem fazer artes cênicas. Então eu acho que ajudou bastante nessa descoberta”.

“Eu sempre quis fazer teatro na escola, e fiquei muito feliz quando surgiu aqui. E ajudou muito a gente a perder a timidez, a falar na frente de outras pessoas, a desenvolver um aprendizado maior tanto na sala de aula quanto em outros ambientes”, comemora a aluna Jennefer Santos.

A direção da escola defende e acredita muito no projeto como forma de integração entre os alunos, que puderam se conhecer melhor e também conhecer essa arte que antes era tão distante da realidade deles. “Muitas vezes, quando promovemos um passeio fora da escola, é para o cinema, é sempre algo ligado a televisão, nunca os levamos ao teatro. Então, tudo isso é muito maravilhoso, e torna a arte acessível”, destaca a diretora da escola, Alzira Formiga.

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