Política

Fake news estão na mira do TSE nas eleições 2018

Depois de escândalo envolvendo Cambridge Analytica e presidente dos EUA, Donald Trump, justiça eleitoral se prepara contra fake news em eleições 2018

Notícias falsas, as chamadas “fake news”, se espalham pelas redes sociais de forma mais rápida, fácil e muitas vezes mais ampla que as notícias reais. Nessa máquina de se fazer notícias falsas surge a união de computadores inteligentes, com a expertise de pessoas que são contratas justamente para disseminar a informação mentirosa. Em ano de eleição, o Tribunal Superior Eleitoral pretende combater as fake news com apoio da imprensa e da população.

FOTO: Pedro Augusto

Luiz Gustavo Rabelo, chefe de redação do TSE (Foto: Pedro Augusto)

Em 2016, Donald Trump derrubou todas as previsões ao ser eleito presidente dos Estados Unidos, a maior potência mundial. A disputa eleitoral virou um verdadeiro jogo contra a então candidata democrata Hillary Clinton, nos últimos dias de campanha. Donald Trump teve ajuda da Cambridge Analytica, que utilizou informações dos usuários de internet para impulsionar comportamentos e atitudes – o voto – a favor de determinado candidato. A empresa foi acusada de acessar informações de 87 milhões de usuários da rede social na disseminação de fake news que beneficiaram a campanha eleitoral de Donald Trump, no Estados Unidos, em 2016.

O chefe de redação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luiz Gustavo Rabelo, destaca a importância da Justiça Eleitoral com esse tema que está diariamente nos noticiários nacionais e internacionais. “Existe uma investigação em curso, hoje, nos Estados Unidos, que investiga a influência da Rússia no resultado das eleições que levaram o Trump ao poder. Essas investigações passam inevitavelmente pela discussão sobre as fake news”, lembra o Luiz Gustavo, que em maio falou para alunos do curso de Jornalismo do Iesb.

População de olho

Para o chefe de redação do TSE, a participação da população e da imprensa no combate da disseminação das notícias falsas é importante para o resultado justo na disputa eleitoral.  “Se nós ajudarmos na fiscalização destas fake news e de todos esses ruídos de comunicação, nós vamos estar ajudando o país a ter uma melhor representação democrática. Vamos ajudar o país a ter melhores representantes. Com isso, melhorar o nível da política. Nossa preocupação é essa”, afirma o chefe de redação.

Para as eleições 2018, o Tribunal Superior Eleitoral está preocupado com as fake news e lançará campanha educativa aos eleitores contra esse fenômeno que invadiu a internet, principalmente nas redes sociais. Luizinho, como é conhecido no meio jornalístico, explica o objetivo central dessa preocupação da Justiça Eleitoral. “A iniciativa tem o objetivo de proteger a sociedade contra os efeitos das fake news e de combater as campanhas que lancem mão desse recurso”, enfatiza o jornalista.

Além da campanha citada pelo jornalista Luiz Gustavo Rabelo, um grupo de trabalho foi criado para desenvolver formas de combate às fake news. O grupo é formado por dez integrantes, sendo representantes da Justiça Eleitoral, Governo Federal, Exército Brasileiro e da sociedade civil. O foco do trabalho é a discussão de medidas que possam ser adotadas nas eleições deste ano.

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