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Professor de taekwondo prega luta como arte

Atividade gratuita é voltada para 20 alunos entre 5 e 25 anos em Taguatinga Norte

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Luta
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O ex-atleta Claudio Abreu é professor de arte marcial. Praticante na luta profissional há 18 anos, montou uma academia em Taguatinga Norte para ensinar jovens que sonham seguir carreira nessa modalidade. Pelas mãos dele já passaram diversos alunos, dois deles hoje atuam profissionalmente.

Mestre Abreu, como é conhecido, tem atualmente 20 alunos  entre 5 e 25 anos.  Na visão dele, as pessoas veem na arte marcial um incentivo à violência, e não o lado artístico. Mas, ele defende que a luta pode representar uma prática para aprimorar a saúde e a liberdade corporal.

- Portal de Jornalismo do Iesb: Quando o sr. começou a carreira?

- Mestre Abreu Comecei praticando na escola onde eu estudava, lá em São Paulo. Praticava em horários contrários em uma academia onde tinha a modalidade. Me destaquei entre todos, e ingressei na Federação de Taekwondo do Estado de São Paulo (Fetesp).

- Quais as competições que participou?

- Eu lutei no Campeonato Brasileiro das Categorias juniores, que é o sub 15, 17, 21 e 23. Não cheguei à categoria adulta, mas fui campeão brasileiro no sub 17, em 1984. Já participei de competições internacionais, mas não ganhei nenhuma.

- Por quanto tempo o sr. permaneceu no mundo da luta?

- Fiquei durante dez anos filiado à Federação Paulista, de 1981 a 1991. Eu sai porque eu esbarrei em algumas dificuldades. A Federação pouco ajudou os atletas. Alguns saíram de lá pelo mesmo motivo. Tinha época que faltava material para treinar e até mesmo participar das competições, e então tinha que arcar sozinho, sem subsídio. Fiquei muito tempo assim, meus colegas e familiares mais próximos disseram que eu aguentei muito tempo.

- Qual o legado que o mundo da arte marcial deixou para o sr?

- A luta não é um ato de violência, mas sim uma arte, até mesmo uma profissão. Se passar disso, deixa de ser luta e se torna qualquer outra coisa. Como eu aprendi muitos movimentos nessa arte marcial, eu uso como um exercício corporal para que eu possa por em prática a minha saúde e cuidados com meu corpo.

- Em que ano abriu sua academia?

- Metade do ano 2000. Na verdade, eu comecei dando aula em São Paulo, em uma academia que tem o nome que é usado até hoje. Estou em Brasília desde 2006, porque meu pai tinha se mudado para cá e eu queria ficar próximo dele. Com isso, estou até hoje.

- Daqui da sua academia já saiu alguém para se profissionalizar na luta?

- Sim. Pois trabalho com esse intuito. Mas também quem quiser vir só para praticar como um hobby, eu também me disponho a ensinar. Nesses últimos seis anos, dois já se filiaram à Federação, e hoje são profissionais e participam de competições nacionais e internacionais.

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