Comportamento

Airsoft em Brasília reúne grupos de interessados pelas táticas militares

Já são mais de 2 mil praticantes da modalidade de treinamento e simulação militar

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airsoft Esporte hobby militar mislim

São diversos os detalhes que compõem as simulações de operações militares, também chamadas de Milsim (Military Simulation). O fardamento camuflado. A bala-clava amarrada no rosto. O capacete e as luvas. As armas de Airsoft são a ferramenta: idênticas ao armamento de fogo; tão precisas quanto, inclusive. O ambiente também propicia tanta adrenalina quanto a prática de esportes radicais. Apesar da sensação de agressividade que envolve a prática desta nova modalidade, o Airsoft vem tomando cada vez mais espaço nos centros urbanos, e se mostrando uma excelente opção de socialização aliada à estratégia em equipe.

“Antes de mais nada, é uma brincadeira. Estamos aqui para nos divertir e nos livrar do ambiente estressante da rotina”, conta Dante Leão, diretor da Federação de Airsoft de Brasília e do Entorno (Fabe). Ele explica que, atualmente, a prática ainda é considerada um desporte, mesmo que já existam competições ao redor do mundo. “Sempre tem aqueles que vivenciam mais essa modalidade, mas acima de tudo, essa é uma prática de lazer.”

Os grupos se reúnem todos os fins de semana, exigindo que a brincadeira fique apenas no "campo de batalha"

Os grupos se reúnem todos os fins de semana, exigindo que a brincadeira fique apenas no “campo de batalha”

No Distrito Federal, são mais de 2 mil “operadores” – termo que caracteriza quem participa dos eventos –, segundo a Fabe. “Além disso, também estamos abertos a todos que se interessem em conhecer o esporte, sem preconceito algum. Aqui tem mulher, homem, aposentados e jovens adultos. É um ambiente muito diferenciado”, detalha Leão, enquanto apresenta os operadores que participaram de uma simulação de desarmamento de bomba nas ruínas de um prédio à equipe do Portal IESB.

O evento reuniu cerca de 35 pessoas para o treinamento, mas não chega nem perto da maior iniciativa dos grupos que organizam algumas dessas atividades. Em março de 2018, algumas quadras da Área de Desenvolvimento Econômico (ADE) da Ceilândia foram fechadas para o circuito “Ruas em Guerra”, realizado em colaboração com a federação. A ocasião juntou cerca de 250 praticantes. Nem o Estádio Nacional de Brasília, Mané Garrincha, escapou da brincadeira: no início do ano, foi palco de outro evento ligado ao Airsoft.

O empresário Lucas de Oliveira, presidente do time Manada Airsoft, descobriu a modalidade enquanto navegava no Youtube. Experimentou, e não largou mais o hobby. Atualmente, o rapaz de 25 anos também é dono de um dos maiores canais da plataforma de vídeos do Brasil. “Quando eu comecei no Airsoft, todo mundo me perguntava o que era, como participava. Foi então que eu comecei a divulgar os eventos, contar a minha vida dentro dessa prática”, detalha Oliveira. “Hoje, eu acabo respirando airsoft todo dia da semana, por conta do canal”, revela.

Os eventos acontecem durante os finais de semana, e, para participar, basta entrar em contato com os organizadores e com as equipes (tem pelo menos uma em cada Região Administrativa do DF). “Há locais específicos para aluguel de equipamento, ou se a pessoa gostar e quiser ter seu próprio, não é um investimento tão custoso, pensando em longo prazo [estima-se que com R$ 1,5 mil é suficiente para iniciar na modalidade], e estamos sempre solícitos a quem quiser conhecer mais sobre esse esporte”, ressalta Dante Oliveira.

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