Meio Ambiente

Projeto Educação Ambiental no Parque Sucupira conscientiza crianças

Alunos da UnB realizam oficinas em escola de Planaltina

O Projeto Educação Ambiental no Parque Sucupira foi criado em 2010, pela doutora em educação e professora da Universidade de Brasília, Olgamir Amancia. Inicialmente foi pensado para atender os alunos de licenciatura em ciências naturais, para que tivessem uma formação além da sala de aula. Após uma pesquisa realizada com moradores próximo ao Parque, em Planaltina, o foco foi ampliado.

“Essa foi a primeira ação do projeto. E para nosso espanto, ainda que o Parque tenha sido o primeiro urbano da cidade, a área não era reconhecida como tal. A população se referia ao local como mato e não tinha um trabalho de formação que levasse as pessoas a compreender aquilo como uma área de preservação ambiental”, conta Olgamir. Antes o local era usado como depósito de lixo e restos de construção.

Essa pesquisa foi o ponta pé inicial para o projeto trabalhar a educação ambiental com a comunidade, por meio de oficinas e trilhas interpretativas.  “Também acionamos o poder público no sentido de garantir que o parque fosse preservado. Isso fez com que a população se conscientizasse e alavancou o poder de pressão”, acrescenta a professora.

Em 2014, foram inauguradas pistas de skate e de caminhada no parque. Além de duas quadras de areia, uma quadra poliesportiva, guarita e sede administrativa. Uma das parceiras do projeto é a rádio comunitária Utopia FM 98.1. É realizado um programa mensal, com duração de 15 minutos, com músicas de educação ambiental e também um espaço para comunidade dizer o pode ser melhorado no parque.

Outra parceria é com o Centro de Ensino Nossa Senhora de Fátima, que atende crianças de 8 a 12 anos e fica a 500 metros da área de preservação. “A professora passa a demanda pedagógica para gente e nós ensinamos educação ambiental de uma forma dinâmica e lúdica”, explica Pedro Luis de Souza, 23 anos, estudante de Gestão Ambiental e membro do Projeto. Na última oficina realizada as crianças confeccionaram vasos com garrafa pet e depois plantaram sementes variadas. “Teve a interação deles verem a minhoca e outros bichinhos na terra. Eles viram a importância desses bichinhos e perguntam se eles fazem parte do adubo. É muito prazeroso aguçar essa curiosidade e levar esse conhecimento.”

Além disso, o projeto também promove trilhas interpretativas, que ocorrem no período da manhã e duram cerca de uma hora e meia. Cada integrante fica responsável por uma área de estudo de dentro do parque para explicar às crianças. “Falamos também sobre o bioma cerrado. Elas adoram, perguntam bastante. E para finalizar, sempre deixamos uma reflexão sobre como é importante cuidar meio ambiente para vivermos em harmonia”, explica Joaquim Ferreira Lopes, estudante de ciências naturais.

“O objetivo do projeto é aproximar essa relação entre homem e natureza”, frisa o estudante de ciências naturais. “Como a faculdade e a comunidade estão muito próximas ao parque, é uma mão cheia pra gente aproveitar bastante todos os momentos pra planejar e aplicar as atividades.”

“Graças ao projeto, o monitoramento do Parque Sucupira vai ficar por conta da Universidade”, conta Pedro. Os outros oito parques de Planaltina ficam sobre responsabilidade do Instituto Brasília Ambiental (Ibram). “Isso é ótimo. Vai dar mais autonomia pra gente elaborar projetos, executas oficinas e buscar melhorias.”

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Pedro e Joaquim, no Parque Ecológico Sucupira.

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