Política

Uma cartela ampla de candidatos ao GDF

Disputa ao Palácio do Buriti este ano conta com pelo menos nove nomes

O motorista Alan quer que o futuro governador veja com cuidado as ruas e estradas da cidade

O motorista Alan quer que o futuro governador veja com cuidado as ruas e estradas da cidade

Pelo menos oito pré-candidatos já entraram na disputa eleitoral para assumir em 2019 o cargo do governador Rodrigo Rollemberg (PSB). O próprio, inclusive, tenta se manter à frente do Palácio do Buriti numa uma disputa acirrada e com um eleitorado bem exigente. O cenário em Brasília deve refletir o campo nacional, quando diversos partidos atuarão com nomes próprios para a Presidência da República. E, pelo visto, o número de concorrentes deve aumentar ainda.

Ila vai  analisar os candidatos que pensem na mobilidade

Ila vai analisar os candidatos que pensem na mobilidade

O candidato do PSB tem a máquina do Governo na mão e tenta a reeleição, apostando na continuidade de obras do Plano Piloto e o entorno.  Mesmo assim, Rollemberg anda afastado dos tempos de boa popularidade com os moradores da cidade. Segundo pesquisa do Instituto Dados, publicada no fim de 2017, mais de 70% desaprovam sua gestão.

Concorrendo pelo PR, o ex-deputado federal Jofran Frejat aposta no recall de votos de 2014 (428 mil), que lhe deram o segundo lugar. O pré-candidato afirma que é preciso investir na indústria e fomentar o mercado de trabalho interno. “Com impostos altos, as empresas saem de Brasília e se instalam em outros estados”, aponta.

Os tucanos devem lançar o deputado federal Izalci Lucas (PSDB), numa chapa que promete reunir 12 siglas (PSL, PSD, PSDB, PRB, PTB, PPS, PMB, PSDC, PSC, Patriota, PPL e PHS). Para ele, a gestão do DF deve ser descentralizada: cada região administrativa terá autonomia, do aspecto econômico (emprego) à possibilidade de lazer (cultura).

Pela esquerda, o PT, PCdoB e PDT ainda não lançaram oficialmente um nome. As siglas devem buscar compor alianças a nível nacional e, em troca, apoiar outros candidatos no DF. Pela Rede, o procurador da Justiça e deputado distrital Chico Leite (ex-PT) pode ser o nome a integrar a disputa. No final de semana o partido abriu caminho para sua pré-candidatura. Do lado do PSOL, entra no ringue a professora e ex-diretora da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Brasília, Fátima de Souza. “Trazer o direito do morador à cidade é fundamental. Faremos rodas de diálogo nessas cidades para ouvir quais são os reais problemas de cada um.”

A extrema direita deve ser representada pelo general Paulo Chagas, do PRP. Apoiador do pré-candidato presidencial Jair Bolsonaro, o militar recusa o título de “político tradicional”. “Me preocupa a alta do desemprego entre os jovens aqui. Deve haver incentivo das empresas e Estado menor.” Na ala dos “outsiders” – aqueles candidatos que não possuem carreira política ou são marinheiros de primeira viagem – o empresário e herdeiro da rede de fastfood Giraffas, Alexandre Novo segue pelo Partido NOVO.

Também estarão na disputa os nomes de Alírio Neto (PTB) e Eliana Pedrosa (Pros). No total, os nove postulantes à cadeira de governador no próximo quadriênio ainda terão de registrar as candidaturas na Justiça Eleitoral. Mas, como costumam dizer nos bastidores do poder, “política é como nuvem, você olha uma hora e vê uma coisa. Olha logo em seguida e vê outra”. Ou seja, mais candidaturas podem surgir para rechear o pleito de outubro.

População quer melhorias na mobilidade e segurança

A aposentada Magali está preocupada com a segurança de Brasília

A aposentada Magali está preocupada com a segurança de Brasília

O motorista Alan Fernandes, de 33 anos, é morador do DF e acredita que a mobilidade e segurança devem ser pautas prioritárias. “A gente dirige muito pela cidade e nota buracos em tudo que é rua, além da escuridão em alguns pontos. Até mesmo no Plano Piloto! A próxima gestão deve ter cuidado com as vias, olhar pelo motorista.”

Já a empregada doméstica Cristina Socorro, de 30 anos, quer uma educação melhor. “Tenho dois filhos pequenos e dependo da educação pública para educa-los.”

A estudante de Direito Ila Rocha, de 33 anos, também aponta problemas para se locomover na cidade. Para ela, o governador que assumir em janeiro deve priorizar o transporte público. “A gente não tem como voltar para casa de noite, depois de uma festa ou um teatro. Sem poder dirigir ou ônibus, tem que apelar ao UBER. O DF precisa ter uma maior circulação de ônibus, mesmo em horários noturnos.”

Moradora da Asa Sul, a economista Áurea Souza, de 50 anos, diz que o desejo de sua família é por uma saúde exemplar. “Minha mãe é dependente das unidades de saúde do DF para tratar um problema de saúde pulmonar e volta e meia a gente vê déficit de insumos nos hospitais.”

Já a residente da Asa Norte, a aposentada Magali Cortez, de 74 anos, aponta que a segurança é um problema a ser enfrentado. “Você tem casos de roubo e assassinato na porta da sua casa, mesmo nas entrequadras. Antigamente isso era raro. Entendo que Brasília mudou muito, cresceu, houve uma expansão, mas é preciso que o GDF também evite o aumento da criminalidade.”

Notice: Tema sem comments.php está obsoleto desde a versão 3.0 sem nenhuma alternativa disponível. Inclua um modelo comments.php em seu tema. in /var/www/publicacao/jornalismo/site-root/wp-includes/functions.php on line 2957

Deixe uma resposta

Entrevistas
Entrevista Inovar é saber como os outros se comportam
Cidadania
Foto: Ingrid Pires Projeto leva esporte e música a adolescentes em Sobradinho
Cidades
Placas que sinalizam as saídas do parque, quando existem, estão degradadas. Parque da Cidade precisa de sinalização

Mais lidas