Comportamento

Crises afetam comportamentos das pessoas

Brigas por produtos, discussões ou furtos coletivos são extremos em que os indivíduos podem chegar

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A recente greve dos caminhoneiros paralisou a entrega de gasolina e deflagrou diversas outras crises. A maioria delas marcadas por estresse,  reclamações e brigas por produtos. Os especialistas observam que os momentos de crise levam a mudanças no comportamento das pessoas. São momentos de pressão e de necessidade de garantir a sobrevivência, como explica o sociólogo Gilberto Luís Barral. “As pessoas tendem a entrar em pânico e garantir a sua individualidade, por isso elas correm para o supermercado para comprar toda a comida do mundo para ela, porque ela não pensa no coletivo nesse momento”, relata o especialista.

Os momentos de crise faz com que novas regras  sociais sejam criadas, afirma sociólogo

Barral explica que a crise faz com que novas regras sociais sejam criadas

Esse comportamento de desespero pode ser perigoso, levando a agressões em filas de espera e tumultos, especialmente quando envolve uma multidão. Na internet, é comum o compartilhamento desses momentos, como conta o estudante Fadi Amado Bittar. “Eu vi um vídeo de agressão por causa de gasolina, acho que as pessoas se sentem ameaçadas pelas outras, enfrentar filas estressa e isso pode acarretar brigas”.

 A psicóloga Suelen Ruas explica como a influência do meio pode afetar as pessoas. “Nessas situações, comportamentos mais primitivos podem acontecer, de garantir para a minha família  a sobrevivência, assim como furtos. As pessoas podem ser encorajadas ou coagidas por outras para praticar”, afirma a psicóloga.

Psicóloga explica que o comportamento coletivo pode afetar o psicológico e fazer seguir o indivíduo seguir o comportamento do grupo

Suelen: comportamentos mais primitivos podem acontecer durante crises

Muitos indivíduos se utilizam das crises para agir com comportamentos negativos, como o oportunismo,  aproveitar para vender mais caro ou lucrar ilegalmente. Mas há um equívoco em afirmar que nas crises as regras sociais coletivas são deixadas de lado, e o caos governa. “No calor das coisas, as regras existem de certo modo para ser seguida, a ética também”, explica o sociólogo.

Porém, não são somente crises por alimentos ou produtos que podem revelar comportamentos irracionais nas pessoas. Eventos como a chegada das eleições e a Copa do Mundo podem afetar as emoções dos indivíduos e, nesse caso, entram em disputa questões de patriotismo, ideologia política e diferenças culturais.

Muitas pessoas se sentem ameaçadas pelo ponto de vista do próximo, não raro isso termina em discussões acaloradas, especialmente na internet, o que nem sempre reflete o  compromisso como eleitor.  “Alguns que comentam agressivamente, não comparecem no debate ao vivo, fala, esperneia e muitas vezes, sem conhecimento de causa, reproduz o que o senso comum está dizendo”, comenta Gilberto Barral.

Para a estudante de jogos Ana Cláudia dos Santos essa necessidade de comentar é parte da busca por parecer bem informada. “Às vezes, a pessoa só não quer ficar por baixo, então ela vai defender o político dela, o time dela, mas só o ponto de vista dela importa”, conclui a estudante.

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