Educação

Estímulos sensoriais contribuem para inteligência de crianças

Pintura, apresentação de filmes, discussão de obras artísticas e visitas a exposições estão entre os recursos utilizados por educação estética

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A educação estética é um novo ideal educativo, que tem por base a própria arte enquanto atividade livre e criadora. A ideia é criar um espaço propício para estimular os sentidos e desenvolver a percepção sensorial e cultural. A metodologia baseia-se na alfabetização por meio da linguagem não verbal, ou seja, compreender o sentimento e a emoção.

Segundo a pedagoga Silvana Bergmann, essa metodologia pretende formar indivíduos livres, sensíveis, éticos, disciplinados, capazes de viver e de atuar de forma ética e moral na sociedade. “Isso possibilita a expressão de nossas vivências de acordo com a realidade que nos cerca. Abre espaço para que sejamos capazes de entender os valores de nossa sociedade e a partir de nossas percepções do mundo possamos construir nossas ideias e dar vazão aos nossos sentimentos”, observa.

Os sentidos devem ser estimulados e desenvolvidos nas crianças, com atividades simples, como a confecção de um caderninho de desenhos, para que os alunos guardem memórias e lembranças de viagens e excursões, exercitando assim a habilidade de observar, além do próprio ato de desenhar. O ouvido seria estimulado com a entonação de hinos e canções.

Não é difícil, mas é raro encontrar atividades que estimulem os sentidos no atual modelo de educação. Para a especialista em Educação Infantil Helena Narciso, em seu artigo: O uso das linguagens audiovisuais nos anos iniciais do ensino fundamental, este fato pode ser justificado historicamente pelas teorias tradicionais de ensino. “Impõe-se que o professor estará na posição de eterno orador e, o aluno, de eterno ouvinte”.

Professor, aluno, criança, no contato com a arte, mediados pela educação estética, têm a chance de discutir e de se apropriar de códigos visuais (seja por meio de imagens da mídia, cartazes ou outdoors) para ampliação das percepções de seu mundo e contexto. Tudo o que nos rodeia traz um conteúdo e devemos estar conscientes dos valores transmitidos por eles.

De acordo com a pedagoga Silvana, o desenvolvimento artístico e estético da criança está atrelado ao ato simbólico e se relaciona com o brincar e com os avanços de suas capacidades imaginativas. “Os símbolos representam o mundo; e a criança, ao se apropriar destes símbolos e criar novos, produzindo suas próprias leituras estéticas, estabelece relações com o mundo, consigo mesma, com o outro”, explica.

São experiências como essas que irão produzir nas crianças efeitos estéticos, plásticos e sinestésicos, ao mesmo tempo que oferecem vivências, sociais, criativas, motoras e afetivas.

Experiências visam permitir conhecimento de efeitos estéticos, plásticos e sinestésicos e oferecer vivências criativas e afetivas

A doutoranda e pesquisadora de educação Jacyara Batista realizou um programa teste com um um grupo de crianças de um Centro Municipal de Educação Infantil  implementando métodos de percepção estética. Diálogos, questionamentos e  leituras de imagens fizeram parte das atividades que buscaram ampliar as narrativas visuais e contribuir com a educação estética. Na opinião de Jacyara, a importância da disseminação desse tipo de ensino está em abrir caminhos. “Promover a educação estética é uma forma de abrir caminhos para afetar ou acordar os sentidos, de construir um conhecimento sensível, de discutir e se apropriar de códigos para ampliação das percepções de mundo e de contexto”, opina.

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