Esporte

Time brasiliense de gays visa a inclusão no esporte

No DF, equipe de futebol defende fim da homofobia e garante destaque em competição nacional

Tags:
#Amador #representatividade Bravus Team futebol

O Bravus é um clube de futebol de Brasília inteiramente formado por jogadores homossexuais e que participa de competições nacionais. A ideia de montar a equipe surgiu a partir de uma reportagem sobre o campeonato Taça Lord, em São Paulo. “Começamos a selecionar algumas pessoas que tinham uma certa familiaridade com o futebol ou que gostassem de jogar ou que torciam”, explica Jonathan Mendonça, co-fundador e um dos atletas do time.

Jonathan Mendonça é o goleiro do Bravus.

Jonathan Mendonça é o goleiro do Bravus.

Parte da mobilização ocorreu via rede sociais e, em agosto de 2017, a equipe realizou o primeiro treino. Hoje, o time  se prepara nas noites de quinta-feira, no Real Park Society, no Setor Hípico de Brasília, e aos sábados em  um colégio do Riacho Fundo I. “Criamos dois tipos de treinos: o  aberto, que é para todo mundo, onde não tem essa obrigatoriedade de saber jogar, e outro que é a parte que você tem mais responsabilidade, é mais teórico. Ou seja, a parte de inclusão e a parte de competição”, explica o co-fundador.

A  Liga Gay Nacional de Futebol (LGNF) ou LiGay Nacional de Futebol, reúne equipes amadoras de futebol, formadas inteiramente por homossexuais e organiza a Champions LiGay, uma competição que conta com equipes de todo o Brasil.

O time Bravus já participou de duas competições. A primeira foi em novembro de 2017 , no Rio de Janeiro, conquistando o 5º lugar no geral. Em abril deste ano, o time da capital ficou em 4º lugar  em Porto Alegre. Jonathan chama atenção para a relevância dessas competições. “É importante a profissionalização para que, mais à frente, o nível técnico entre gays e heteros não exista. Para que não haja segregação por questão da sexualidade”.

Entre abril e maio de 2019, a edição da Champions LiGay será sediada em Brasília. Bravus treina para garantir o título inédito na competição. “Nossa intenção é fazer que nem o Brasil quando recebeu a Copa de 2014 aqui , mas no nosso caso a taça fica aqui”, afirma o atleta.

Apesar das competições, Jonathan explica que o objetivo da equipe continua sendo a inclusão. “O objetivo é o mesmo que é a inclusão do gay no esporte, e nós tentamos de forma paralela usar a parte da competitividade para chamar atenção e aumentar o nível técnico da equipe”. O time não tem patrocínio, todas as despesas são divididas pelos mensalistas.

O resultado do amistoso foi  4x0 para a capital.

O resultado do amistoso foi 4×0 para a capital

Em maio deste ano, aconteceu o amistoso entre a equipe de Brasília (Bravus) e a equipe de Goiânia (BarbiesFc) no Real Park Society, na capital. O amistoso serviu de preparação. “A gente aproveitou para espalhar ainda mais a ideia de inclusão e já que todo mundo se conhecia. Por ser o time mais próximo de nós, surgiu a ideia”, conta Jonathan.  Hoje, tem mais dois times gays na capital, em desenvolvimento. Ainda não há elenco montado, mas os projetos já saíram do papel.

Rafael é o meio campista do Bravus.

Rafael é o meio campista do Bravus.

O atleta do Bravus Rafael Miranda explica que conheceu o time por acaso, mas que se encantou pela iniciativa. “ Vi uma publicação em uma rede social e acabei tendo curiosidade em ir jogar sem compromisso para ver como era”, conta o atleta.

Rafael sempre participou de campeonatos heteros. “Eu sempre joguei, mas sempre tive vontade de largar o campeonato hétero amador. Eu fiquei meio receoso de jogar pelo time gay, não sabia como seria em relação a preconceito, vir de um campeonato hétero e passar a jogar por um time gay”, relata. Ele ainda conta a emoção de disputar a LiGay pela primeira vez. “Foi um marco na minha vida!”, lembra.

Rafael conta a expectativa para o futuro do projeto “A expectativa é as melhores possíveis, nosso time está muito focado para conquistar o título. Além da parte competidora, a gente quer divulgar o nosso projeto , quer abrir portas para novos jogadores e expandir, não só em Brasília, mas no Brasil todo. E que os gays possam cada vez mais ter seu espaço”.

 Participe do BRAVUS

Atualmente, o time tem 30 pessoas fixas, mas contando com os visitantes chega a 50. Para quem tiver interesse em assistir os jogos do Bravus, tem que ir às quintas-feiras, no treino aberto. As que quiserem jogar mas sem nenhum tipo de compromisso, paga uma taxa de visitante de 20 reais, que acaba sendo uma ajuda de custos ao time. E quem quiser só assistir, a atividade é gratuita.

Para acompanhar o trabalho da equipe, visite a página do Instagram: @bravusbsb

Treinos abertos acontecem ás 21:30

Treinos abertos acontecem ás 21:30

Deixe uma resposta

Turismo e Lazer
As cartas estão presentes na história da banda e dos fãs. Misticismo e boa música envolvem a banda O Tarot
Economia
Carla De funcionário a microempreendedor
Saúde
Foto_1 Endometriose e a dificuldade de diagnóstico

Mais lidas