Saúde

Cresce o número de pessoas com crises de ansiedade

Estudos apontam que mais de 18 milhões de brasileiros têm algum transtorno de ansiedade

Quem nunca teve alguma ansiedade por conta de alguma situação difícil da vida, ficou frustrado por alguma coisa que não deu certo ou sofreu antes de uma apresentação de trabalho ou prova? Alguns comportamentos são normais, mas com o estresse do dia a dia pode se tornar um transtorno de ansiedade. Se não é tratada, a questão pode evoluir para algo mais grave.

Parar, sair, fazer meditação, respirar fundo e afastar os pensamentos ruins. Estes são passos que podem aliviar o estresse. Controlar o nervosismo tem sido muito difícil na vida dos 18 milhões de brasileiros, segundo a Organização Mundial de Saúde. De acordo com a OMS, este é o número de pessoas no país com algum transtorno de ansiedade. O número é três vezes maior do que a média mundial, o que deixa o país na lista de nações com o mais pessoas com ansiedade no mundo. No Planeta, a OMS contabiliza 264 milhões de pessoas com algum tipo de transtorno de ansiedade.

A ansiedade nem sempre é prejudicial. O problema acontece quanto a questão afeta a saúde mental do individuo. É o que explica o psicólogo Gustavo Fernandes: “É importante destacar que nem toda ansiedade é patológica. A ansiedade pode servir como um sinal de alerta que nos prepara para situações de emergência ou risco. O problema é quando ela está presente na ausência de perigo. Nestes casos, a ansiedade pode produzir sintomas físicos e psicológicos”.

Entre os sintomas que podem ser gerados, Gustavo enumera taquicardia, tremores, palpitações, desorientação, agitação, falta de concentração e, em casos mais graves, pânico e medo de morrer. Segundo ele, a ansiedade pode ser controlada com acompanhamento psicoterápico e, para casos mais graves, uso de medicação psiquiátrica.

Outra psicóloga, Danielle Vilas Boas, constata que a ansiedade é um tema recorrente na clínica. “Estudos apontam que aproximadamente 30% da população mundial já sofreu ou sofrerá de algum transtorno de ansiedade em algum momento de sua vida.A ansiedade hoje é o transtorno que mais traz pessoas para a terapia”. Danielle diz que o ideal é, sim, buscar ajuda de um profissional, porque sem cuidados, a questão pode evoluir para algum outro transtorno mais grave.

Nos últimos tempos, a ansiedade tem sido uma das doenças mais comuns no Brasil e no mundo, como também outros transtornos emocionais, como Síndrome do Pânico (medo intenso associado com sentimento de morte aparente) e Fobia Social (medo irracional de situações de interação social).

Crises

Nas crises de ansiedade, geralmente há presença de falta de ar, tonturas, dor de cabeça e mal-estar. O estudante de jornalismo Alessandro Costa, de 29 anos, é uma das pessoas que sofre com o problema. “Já têm mais de seis anos que convivo com o transtorno de ansiedade e o social. Em 2012 tive uma crise de pânico no ônibus lotado, passei muito mal. Foi uma sensação horrível. Faço de tudo para evitar as crises de ansiedade, evito ao máximo pegar ônibus cheios e frequentar os shoppings”. Alessandro também busca atividades alternativas, como zumba, crossfit e  acupuntura, para buscar relaxamento e evitar novas crise.

Já a coordenadora pedagógica Luísa Luniere, 24 anos, reconhece que sempre foi uma pessoa ansiosa. Ela relata quando teve uma crise mais grave: “estava assistindo aula e me veio um aperto no peito, falta de ar, sensação de que vai morrer. Eu tenho Transtorno e Ansiedade Generalizada (TAG) e Síndrome do Pânico. No início eu tomava remédio ansiolítico quando começava a ter uma crise para passar. O principal foi me conhecer, saber meus gatilhos, o que me faz mal e meus limites”.

Por sua vez, a dona de casa Van Salmona, 38, explica que teve a primeira crise aos 12 anos de idade.  “Eu vi que estava roendo muito as unhas, e não cresciam de jeito algum, parecia unhas bem curtinhas, é horrível”, recorda. Hoje, Van passa por tratamento com psicólogo e se sente mais tranquila: “posso dizer que consigo manter mais a calma, não atacar as pessoas de casa”.

O psiquiatra João Armando dos Santos, especialista em ansiedade, explica quando a questão vira uma patologia: “ Para que a ansiedade passe de algo natural para um transtorno psiquiátrico é preciso levar em conta dois aspectos. O primeiro é a frequência da crise de ansiedade e o tempo que dura”.

O médico acrescenta que o tratamento ideal exige uma combinação de fatores. “A ansiedade é uma das doenças psiquiátricas que mais necessita da combinação remédio e terapia para ter sucesso no tratamento. Isso porque a terapia tem papel fundamental na descoberta da origem ansiedade, além de contribuir para o desenvolvimento de estratégias para evitar as crises”.

Sobre o uso de medicamentos, doutor João Armando alerta que é preciso seguir as prescrições corretamente. “Os protocolos de tratamento indicam o uso de remédios por, no mínimo, seis meses após o controle dos sintomas. Porém, como o tratamento é individualizado, esse período é decidido em conjunto com o paciente”, explica.

fernanda

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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