Economia

Espaços de coworking incentivam inovação e empreendedorismo

Segundo o Censo do Coworking Brasil, existem 20 espaços desse tipo em Brasília

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Mais do que apenas oferecer mesas e cadeiras para profissionais autônomos e pequenas empresas, os espaços de coworking em Brasília têm assumido um papel fundamental no fortalecimento do ecossistema local de inovação e empreendedorismo, ao mesmo tempo em que amadurecem e se fortalecem como negócio. Todos trabalham em uma mesma área – ou várias áreas conjugadas –, dividindo custos de um local que traz não só facilidades e serviços, mas também a chance de conhecer pessoas similares e fazer negócios internamente.

Com direito a recepcionista para atender o telefone com o nome da sua empresa, os espaços de cowork (que, em bom português, significa cotrabalho) oferecem endereço fiscal e postal, internet rápida, serviço de copa, sala de reunião para receber clientes e uma bancada de trabalho sem divisórias. Segundo o site Coworking Brasil, o número de espaços compartilhados em 2017 cresceu 114% em relação a 2016.

Segundo o Censo do Coworking Brasil, existem 20 espaços desse tipo em Brasília. Todos reúnem profissionais que estão interessados em exercer um trabalho multidisciplinar e conviver com pessoas criativas.

Na maioria dos coworkings é possível alugar uma sala de reuniões por um dia ou contratar planos semestrais para o uso dos espaços, que têm a estrutura de um escritório tradicional, mas oferecem a possibilidade de um adicional para uma partida de video game no meio do expediente, por exemplo.

Espaço365  

O Espaço365 é o primeiro coworking do Brasil a reunir, além do lugar para trabalho, um fablab (local com equipamentos caros e de ponta), uma loja colaborativa e espaço gourmet. Há também um Experience Room com direito a piso de grama sintética e XBox 360, auditório e lockers.

Paulo Sérgio, funcionário do Espaço365

Paulo Sérgio, funcionário do Espaço365

Segundo o técnico de TI e funcionário do local, Paulo Sérgio, o espaço, mesmo que recente, com apenas um ano aberto, tem obtido um número expressivo na procura. Atualmente, são 30 empresas/pessoas físicas trabalhando no local, fora a rotatividade diária de aluguel de bancadas e salas de reuniões. “As pessoas têm procurado muito  pela comodidade que é ofertada, atendimento de excelência e, claro, a preferência por não ter um gasto tão excessivo em relação ao aluguel mensal”, conta. O coworking fica aberto 24h e as trancas das portas são controladas pelo celular.

Para Paulo, as empresas têm se comunicado, e as trocas de serviços são bastante comuns. “Há essa integração, nós nos vemos como uma ponte para essas empresas se comunicarem e haver de fato essa essência que o coworking traz”, aponta.

Manifesto Coworking

O espaço Manifesto Coworking tem um ano e foi idealizado quando os próprios sócios precisavam de um local físico para trabalhar em outros empregos e não encontravam local com uma boa  infraestrutura, networking real e bom preço, portanto decidiram abrir algo que atendesse a esses requisitos. O espaço tomou forma e hoje tem em torno de 50 contratados e em média 100 pessoas passam pelo local.

Espaço disponível para palestras e cursos do Manifesto Coworking

Espaço disponível para palestras e cursos do Manifesto Coworking

Segundo a funcionária do espaço Iza Barros o coworking não é apenas um espaço físico. “Ele precisa gerar conexão entre as empresas também, e hoje a maioria dos coworkings acham que é só ter um espaço de trabalho para seu cliente, sem auxiliá-lo em seu crescimento e parcerias”, diz e alerta: “O coworking é uma tendência, mas é necessário cuidado, pois tem se disseminado sem focar na razão do espaço”.

Victor Eduardo utiliza o Espaço Criativo 360° para estudar

Victor Eduardo utiliza o Espaço Criativo 360° para estudar

Aberto e gratuito 

O Espaço Criativo 360º Coworking foi criado pelo Alameda Shopping há pouco mais de três meses, com um diferencial: é de graça. O estudante engenharia eletrônica, Victor Eduardo Camargo, 18 anos, conheceu o local quando estava frequentando o shopping a passeio. Desde então, virou um frequentador assíduo. “Estou curtindo muito. Uso o lugar para estudar, pois faço o uso da internet e tem toda a comodidade próximo a minha casa”, conta.

Coworking Zen

Percebendo um alto número de terapeutas sem local para atendimentos, a proprietária do Coworking Zen, Benaia Lopes, decidiu convidar esses profissionais para que atendessem no Espaço Zen. Logo em seguida ela criou o evento Trocas de Terapias (entre terapeutas) e o Encontros de Terapias, voltados para a comunidade. “Ali eu percebi que eu poderia explorar o que de fato é o coworking, que ao meu ver é a chance de trabalhar com baixo custo. Não ter burocracia de locação, não ter a preocupação com despesas mensais com o local e também o networking que se faz”, conta e acrescenta: “O espaço valoriza muito essa ideia com a possibilidade de um cliente vir ao espaço e fazer uma terapia e saber que no mesmo lugar existem outras, todas focadas em um todo”.

Para Benaia a ideia de coworking não é a de somente disponibilizar o espaço. “É fazer divulgações do trabalho de parceiros, é o de ofertar eventos que nos façam crescer como profissionais. Mas a base desse movimento está sendo o boca-a-boca. Muitas pessoas indicam e isso vai criando uma rede”, finaliza.

 

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