Meio Ambiente

PERMACULTURA

UMA FILOSOFIA QUE RESGATA A RELAÇÃO COM O MEIO AMBIENTE

Um diálogo respeitoso com a terra. Ao associar conhecimentos antigos a conceitos modernos e não destrutivos de interação com o espaço, a permacultura poderia se resumir nessa frase. O trabalho prolongado e impensado no plantio, que prioriza rapidez e lucratividade, bem como nas construções com alto impacto ambiental, dão lugar a técnicas que propõem intervenções humanas sustentáveis. Mais do que apenas um conjunto de técnicas, trata-se de repensar a relação com a natureza e entender em que momento essa interação passou a ser uma complicada equação a ser resolvida diante dos desequilíbrios gerados.

Um conceito que vai muito além da agricultura orgânica

A permacultura é um sistema que propõe mudanças de processos agrícolas de forma tão abrangente que envolve também a reavaliação de comportamentos sociais. O termo foi criado em 1978 pelo ecologista David Holmgren, quando ainda era um estudante de pós-graduação, em parceria com seu co-orientador, o professor Bill Mollison. Inicialmente a palavra se referia a “agricultura permanente”, mas diante do caráter de sistema sustentável passou a significar “cultura permanente”. O diagrama abaixo foi inspirado nos conceitos de Holmgren em seu livro “Permacultura: Princípios e Caminhos Além de Sustentabilidade”. principios-da-permacultura-diagrama-holmgren-800px

Segundo os autores, a prática abrange várias camadas de estudos que se interligam, como a engenharia ecológica, a bioconstrução e a arquitetura climática. Já o designado “design de ecossistemas naturais” trata do habitat e agricultura regenerativos e auto-mantidos e resultam no gerenciamento integrado de recursos hídricos.

“Plantador de água”

O agricultor Valdir Manuel de Oliveira, 55 anos, é filho, neto e bisneto de produtores, nascido e criado na roça. Hoje ele é referência em Brasília como produtor no Sistema Agroflorestal, uma das técnicas da permacultura, mas nem sempre foi assim. O “seu Valdir”, como é conhecido, teve o primeiro contato com a agricultura ecológica por meio de cursos, no começo dos anos 2000, mas não se motivou a abandonar o sistema de cultivo convencional.

Em 2007 o engenheiro agrônomo Roberto Carneiro, atual presidente da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF), promoveu um curso de transição agroecológica e Valdir sentiu a necessidade de mudança. “Minha mulher disse que eu dormi ‘veneneiro’ e acordei agroecológico”, conta. Com assessoria da instituição, tanto nas técnicas quanto na gestão do negócio, o agricultor passou a fazer parte de algumas associações e hoje realiza vendas na cooperativa orgânica das Centrais de Abastecimento do Distrito Federal (Ceasa-DF), além de ter um ponto venda na feira orgânica agroecológica da Ceilândia.

“Seu Valdir” mostra uma plantação por consórcios, característica do sistema agroflorestal: “plantas amigas umas das outras”. À direita, a presença de plantas leguminosas, fundamentais no sistema

O agricultor Valdir de Oliveira mostra uma plantação por consórcios, característica do sistema agroflorestal: “plantas amigas umas das outras”. À direita, a presença de plantas leguminosas, fundamentais no sistema

“É mito dizer que é impossível se plantar sem veneno. A produção orgânica hoje é tão alta quanto a convencional (…). Não existe praga se a cadeia alimentar estiver equilibrada. A praga surge quando se perde esse equilíbrio”, ensina. Trata-se de um sistema que permite “plantação consorciada”, desde a hortaliça até a árvore. Cada um tem um ciclo de vida e auxilia a outra espécie vegetal. Até as ervas daninhas são essenciais para o sistema. Elas são controladas, mas não eliminadas, porque servem de alimentos para insetos.

Valdir explica que um sistema agroflorestal parece uma chácara abandonada, para quem não entende como funciona. “A cobertura morta protege o solo, segura a umidade e aduba. Nas plantações convencionais, o solo limpo sofre com o excesso de sol e isso impede que os microrganismos se desenvolvam, o que não é bom”. A retenção de água no solo é consequência desse ciclo, por isso esse sistema é muito utilizado para recuperação e proteção de nascentes. “Costumo dizer que somos plantadores de água (…). Pra mim o conceito de agroecologia é a ciência da vida. No meu conceito é o homem voltando às origens que Deus criou, aplicando no presente, e chamando de tecnologia de futuro”, filosofa o agricultor.

Sustentabilidade não é mais uma opção

A expansão agrícola brasileira reflete uma visão não sistêmica da produção de alimentos em âmbito mundial. O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) alerta que cerca de 849 milhões de hectares de terra – uma área equivalente ao Brasil – pode ser degradada até 2050, caso o uso nocivo da terra persista. Em 2015 a agricultura já ocupava 30% das terras, gerando perdas de biodiversidade em 23% dos solos no mundo.

As informações são parte do relatório “Avaliação Global do Uso da Terra: Equilíbrio do Consumo com o Fornecimento Sustentável”, que sugere alternativas muito semelhantes aos critérios estabelecidos pela permacultura: “melhorias na gestão do solo, incentivo a práticas ecológicas e sociais de produção, monitoramento e investimentos na recuperação de terras degradadas e a integração de conhecimentos locais e científicos”. O relatório também propõe a “redução nos subsídios de culturas destinadas à fabricação de combustíveis” como medida de reversão do quadro atual.

Estudo acusa legislação brasileira de conivência com os agrotóxicos.  

A pesquisadora Larissa Mies Bombardi, do Laboratório de geografia Agrária da Universidade de São Paulo realizou estudo intitulado “Geografia do Uso de Agrotóxicos no Brasil e Conexões com a União Europeia”. De acordo com o levantamento, o nível de tolerância da legislação brasileira quanto ao limite aceitável de resíduos na água e nos alimentos indica uma discrepância alarmante em relação à União Europeia.

Os dados catalogados pela geógrafa revelam que desde 2008 o Brasil é o país campeão mundial em uso de agrotóxicos, com aumento de 194% entre 2000 e 2014. A pesquisadora também verificou que os responsáveis pelo consumo de 20% do que é comercializado mundialmente são os cultivos de feijão e da soja, com quantidades 400 e 200 vezes superior ao tolerado na Europa, respectivamente. A permissividade em relação à presença de elementos tóxicos na água também é alarmante: a lei brasileira aceita um limite 5 mil vezes superior ao máximo que é permitido na água potável da Europa.

Larissa explica que ainda não é possível banir os agrotóxicos, mas é preciso questionar por que o governo brasileiro não usa parâmetros observados no exterior e é muito mais flexível nos critérios de proibição. O estudo catalogou 504 agrotóxicos de uso permitido no Brasil, dos quais 30% são proibidos na União Europeia – alguns há mais de uma década. Esses mesmos itens vetados estão no ranking dos mais vendidos para os plantios brasileiros.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) afirma em seu portal que tem em sua competência apenas o dossiê toxicológico, que determina o quão tóxico é o produto para a população e em quais condições o seu uso é seguro. Para obter o registro no Brasil, o agrotóxico deve passar pela avaliação de mais dois órgãos do governo federal: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), responsável por fornecer o registro de agrotóxicos após avaliar a eficiência e o potencial de uso na agricultura, por meio de um dossiê agronômico; e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que realiza um dossiê ambiental, no qual é avaliado o potencial poluidor do produto.

A Anvisa acrescenta que há uma série de restrições para registros de agrotóxicos, como aqueles “para os quais no Brasil não se disponha de métodos para desativação de seus componentes, de modo a impedir que os seus resíduos remanescentes provoquem riscos ao meio ambiente e à saúde pública”. Também é avaliado se as substâncias podem provocar o mau desenvolvimento fetal, a ocorrência de câncer, induzir mutações gênicas ou provocar distúrbios hormonais, entre outros fatores.

No que se refere à quantidade de resíduos presentes, a agência busca respaldo no relatório do Programa de Análises de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos, o PARA, divulgado em 2016. Segundo o relatório, quase 99% das amostras de alimentos analisadas, entre o período de 2013 e 2015, “estão livres de resíduos de agrotóxicos que representam risco agudo para a saúde”.

Em audiência pública sobre o tema, ocorrido em 2017 na Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados, o Mapa garantiu que o uso desses produtos está dentro dos padrões verificados em outros países. Rosana de Vasconcellos, Auditora Fiscal Federal que representou o ministério na audiência, reconheceu apenas uma utilização equivocada que pode levar à contaminação. Segundo o Portal de Notícias da Câmara dos Deputados, Rosana afirmou que ocorre o rastreamento do uso de agrotóxicos em produtos agrícolas e que os problemas encontrados não diferem muito dos de outros países.

Os Sistemas Agroflorestais como saída para recuperação da terra

O ex-administrador de empresas Otávio Torrão trocou o mundo financeiro há dez anos, ao sentir um chamado para questões ambientais. Foi quando se apaixonou pela permacultura. Hoje ele realiza projetos e ministra cursos voltados para a área, dentre elas os Sistemas Agroflorestais.

O permacultor diz que em uma aglofloresta é possível reproduzir uma “fitofisionomia” no plantio: “Quando plantamos um Sistema Agroflorestal a gente busca reproduzir esses padrões de estratificação e de ciclo de vida – então num mesmo metro quadrado vão ter plantas que vão viver um mês, como a rúcula e o rabanete, e plantas que vão viver cem anos, como uma jaqueira, um café”. Torrão confirma que esse manejo vai fazer com que mais água seja armazenada no solo.

Um sistema de poda seletiva orienta a retirada de algumas árvores em algum momento do processo para que aquela árvore apodreça e seja reaproveitada como composto de nutrientes: “Se a gente for numa mata vamos observar que tem muita árvore caída, muita folha seca pelo chão. Na agroflorestal a gente busca reproduzir isso, porque isso é que vai trazer saúde para uma planta. A folha de uma árvore que cai no chão serve de homeopatia pra uma outra que está viva ali. As plantas se cuidam dentro de um ecossistema”.

Bioconstrução

As bioconstruções são um elemento importante da permacultura, já que buscam a integração das unidades construídas com o seu ambiente, segundo o design permacultural estabelecido na área. André Luis Jaeger Soares, fundador e diretor do Instituto de Permacultura e Ecovilas do Cerrado (IPEC), explica em sua cartilha de 1998 que a bioconstrução engloba diversas técnicas da arquitetura mundial, algumas delas com centenas de anos de história e experiência. Uma de suas características é a preferência por materiais do local, “diminuindo gastos com fabricação e transporte e construindo habitações com custo reduzido e que oferecem excelente conforto térmico”.

Otávio Torrão também ministra cursos de bioconstrução e explica que a construção civil atual tem um alto teor insustentável: “Boa parte das grandes plantações de eucalipto que a gente vê são transformadas em carvão, principalmente na caatinga e no cerrado, pelos interiores do Brasil”. Para assar um milheiro de tijolos Torrão calcula que é necessário usar como carvão cerca de cinco eucaliptos adultos, que consumiram aproximadamente 2,5 milhões de litros de água durante a vida. Além disso, quase todos os materiais que a construção civil trabalha, como o cimento, tem um custo ambiental muito grande: “Todo entulho que não é reciclado, geralmente é jogado na natureza, causando danos em diferentes níveis”.

Otávio Torrão em um de seus cursos de bioconstrução: sabedoria antiga associada à tecnologia

Otávio Torrão em um de seus cursos de bioconstrução: sabedoria antiga associada à tecnologia

A proposta da bioconstrução é ser pensada como uma casa viva, porque há maior interação com o meio ambiente. Torrão exemplifica que uma casa feita de barro tem a propriedade da conversão térmica: o calor do dia só vai atravessar as paredes depois de dez a doze horas, o que permite um conforto térmico muitas vezes superior às construções convencionais.

Falando em barro, é inevitável se pensar na presença de barbeiros, mas o permacultor explica que isso é outro mito: qualquer casa que for malfeita pode abrir fendas nas quais animais vão se abrigar, mas uma bioconstrução está menos sujeita a isso. “A minha casa foi feita com terra. Polvilhando um pouco de cal no barro nos livramos da grande maioria dos insetos. Nunca surgiu um ninho de qualquer inseto dentro das paredes por causa dessa precaução muito simples, mas que gera um resultado muito positivo”, argumenta.

BOX

Teia de conscientização

O Sítio Nós na Teia é uma propriedade permacultural, localizada na região do Jardim Botânico, desenvolvida desde 1998 pelo arquiteto Sérgio Pamplona. A partir de 2011, com o apoio de sua companheira Mônica Carapeços, o espaço voltou-se para o ideal de se tornar uma Aldeia Permacultural e tem a missão de ser uma comunidade-escola.

Comunidade Nós na Teia: autonomia hídrica com os sete reservatórios que armazenam água da chuva captada pelas calhas do teto. Sem fornecimento da Caesb ou poço artesiano o abastecimento é garantido durante o ano por meio do uso racional da água.  Motor da bomba de água é acionado por meio de energia solar

Comunidade Nós na Teia: autonomia hídrica com os sete reservatórios que armazenam água da chuva captada pelas calhas do teto. Sem fornecimento da Caesb ou poço artesiano o abastecimento é garantido durante o ano por meio do uso racional da água. Motor da bomba de água é acionado por meio de energia solar

O publicitário Bruno Lemos, 30 anos, é um dos integrantes do grupo. Ele explica que desde a conclusão do seu curso, em 2013, passou por um processo de reavaliação das necessidades e prioridades impostas pela sociedade. Foi quando conheceu a permacultura por meio da Gaya Findhorn Foundation – Ecovillage Design Education, uma organização escocesa que oferece cursos em Brasília e trabalha em quatro dimensões de ensino: ecológica, social, financeira e visão de mundo.

Há quatro anos fazendo parte do grupo, Lemos vive na comunidade e pode experimentar dia a dia a filosofia da permacultura. Ao falar sobre bioconstrução, ele explica que com barro, palha e água, associado ao estudo de forças e cálculos de peso, é possível se levantar paredes e teto. Não se trata de desconsiderar o trabalho dos engenheiros e arquitetos, mas de agregar a esses conhecimentos técnicos a preocupação de dialogar com as características do local. Os cursos que o grupo dá ensinam a lógica do sistema, e não um pacote fechado, já que a bioconstrução se adapta ao local onde será desenvolvida e faz uso dos materiais renováveis mais acessíveis da região.

Bruno Lemos e sua futura casa de bambu, erguida sob espelho d’água: autonomia, estética e conscientização por meio da bioconstrução

Bruno Lemos e sua futura casa de bambu, erguida sob espelho d’água: autonomia, estética e conscientização por meio da bioconstrução

Lemos mora na mesma casa que outros integrantes do sítio e, aos poucos, está construindo sua própria habitação no terreno, com predominância do bambu. De acordo com o publicitário, o material é exemplo de tecnologia na bioconstrução: trata-se de uma gramínea que em três anos se torna uma vara boa para se utilizar em construções, é leve, resistente e renovável – não é preciso “matar” o bambu para utilizá-lo. Além disso, enquanto a planta se desenvolve para ser utilizada, ainda contribui como matéria orgânica e para aerar o solo, evitando erosão e promovendo retenção de água.

Por outro lado, ao optar-se por cimento e concreto, Lemos concorda que se adquire também um rastro de prejuízo ambiental que não é visto por quem utiliza os materiais: altos custos de energia para produção e transporte, sem falar no processo complexo de reciclagem. Lemos explica que não são materiais proibitivos na bioconstrução, mas opta-se por utilizá-los com inteligência, em pontos estratégicos.

Um sistema inevitável

É urgente entender que as relações – sejam elas sociais, ambientais ou econômicas – são sistêmicas. O colapso surge ao desconsiderar-se que essa lei é irrevogável, e optar por ignorá-la não exime o ser humano de ser apenas uma parte da engrenagem, e não o controlador dela. A depender das estimativas de estudos ambientais, percebe-se que, cedo ou tarde, o retorno ao equilíbrio terá que preponderar – com ou sem a presença do causador da desarmonia. Otávio Torrão resume o aumento de percepção que a permacultura promove: “A gente começa a entender as redes de relação. Quando alguém na nossa rede adoece ou passa por algum problema, todos sentem, todos são afetados, então entendemos um pouquinho melhor como o ecossistema funciona”, conclui.

Entenda algumas técnicas da permacultura

Minhocário no Sítio Nós na Teia: na permacultura, lixo é um recurso fora do lugar. Minhocas comem o resto de lixo orgânico, e defecam o húmus, considerado até hoje o melhor adubo que existe. Para acontecer a compostagem, é preciso existir o carbono e o nitrogênio. O nitrogênio vem das coisas vivas (restos orgânicos). Isolado, apodrece e solta mau cheiro. Com a presença de uma pequena camada de proteção de elementos ricos em carbono (matéria seca como folhas, capim, papel) há o equilíbrio do sistema e ausência de odores fortes

Minhocário no Sítio Nós na Teia: na permacultura, lixo é um “recurso fora do lugar”. Minhocas comem os restos orgânicos e defecam o húmus, considerado até hoje o melhor adubo que existe. Para acontecer a compostagem, é preciso existir o carbono e o nitrogênio. O nitrogênio vem das coisas vivas. Isolado, apodrece e solta mau cheiro. Com a presença de uma pequena camada de proteção de elementos ricos em carbono (matéria seca como folhas, capim e papel) há o equilíbrio do sistema e ausência de odores fortes

 

O COB é um material de construção composto de argila, areia e palha. Sua mistura é a prova de fogo e altamente resistente a abalos sísmicos. As paredes são grossas e servem como massa térmica, fazendo com que a edificação se mantenha quente no inverno e fresca no verão. Trata-se de uma parede autoportante, ou seja, é um elemento monolítico, que se sustenta

O COB é um material de construção composto de argila, areia e palha. Sua mistura é a prova de fogo e altamente resistente a abalos sísmicos. As paredes são grossas e servem como massa térmica, fazendo com que a edificação se mantenha quente no inverno e fresca no verão. Trata-se de uma parede autoportante, ou seja, é um elemento monolítico, que se sustenta

Taipa de mão ou pau a pique: consiste no entrelaçamento de madeiras verticais fixadas no solo, com vigas horizontais, geralmente de bambu, amarradas entre si por cipós, dando origem a um painel perfurado que é preenchido com barro. Muito utilizada desde o período colonial é uma das técnicas em arquitetura de terra mais utilizada nas zonas rurais, principalmente por dispensar materiais importados

Taipa de mão ou pau a pique: consiste no entrelaçamento de madeiras verticais fixadas no solo, com vigas horizontais, geralmente de bambu, amarradas entre si por cipós, dando origem a um painel perfurado que é preenchido com barro. Muito utilizada desde o período colonial é uma das técnicas em arquitetura de terra mais utilizada nas zonas rurais, principalmente por dispensar materiais importados

 

Banheiro alternando presença de COB, madeira e ferro-cimento, a depender do contato maior com umidade. Claraboia e presença de garrafas de vidro ajudam no aproveitamento da luz natural

Banheiro alternando presença de COB, madeira e ferro-cimento, a depender do contato maior com umidade. Claraboia e presença de garrafas de vidro ajudam no aproveitamento da luz natural

Banheiro seco: dejetos são armazenados em dois compartimentos, misturados com serragem de madeira não tratada quimicamente. Quando o reservatório está cheio, é desativado e fechado. Após seis a oito meses se transforma em adubo próprio para frutíferas

Banheiro seco: dejetos são armazenados em dois compartimentos, misturados com serragem de madeira não tratada quimicamente. Quando um dos reservatórios está cheio, é desativado e fechado. Após seis a oito meses se transforma em adubo próprio para frutíferas

 

 

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