Ciência e Tecnologia

Laser de CO2 é alternativa indolor para mulheres que sofrem de problemas vaginais

A tecnologia é indicada especialmente para pacientes com histórico oncológico, que sofrem com a perda da lubrificação e secura vaginal. Os resultados podem ser percebidos nas primeiras sessões.

O laser de dióxido de carbono (CO2), batizado como Monalisa Touch, tem se tornado uma tecnologia aliada das mulheres com histórico que tiveram câncer. Devido os efeitos colaterais da radioterapia e/ou quimioterapia, essas mulheres têm grande queda na libido e na lubrificação vaginal natural. O tratamento também é indicado àquelas que estão na menopausa para aliviar estes mesmos sintomas. “O laser traz uma alternativa para tratar alguns quadros patológicos associados à vida íntima das mulheres que não querem ou não podem se submeter aos recursos tradicionais, como o uso de progesterona e estrogênio.”, diz o ginecologista Wildsson Passos.

Inicialmente, o recurso foi divulgado para fins estéticos com a proposta de promover o ‘rejuvenescimento vaginal’. “Embora essa tenha sido a propaganda do laser, é preciso entender que, aqui, tratamos de um rejuvenescimento funcional, devolvendo à vagina características que se se perderam e exigem tratamento”, explica o médico. O laser pode ser usado em mulheres de diversas faixas etárias. Também é benéfico a mulheres que sofrem de incontinência urinária e pode evitar cirurgias por motivos de flacidez vaginal, o que é normal acontecer depois de dar à luz por parto natural.

De acordo com o importador do produto Alberto Mendonça, estudos científicos comprovaram que o laser recupera a funcionalidade da mucosa. “O Laser de CO2 provoca micro-ablações na mucosa vaginal, causando em cada ponto uma micro zona térmica. Ou seja, ele perfura e aquece. Essa ablação é controlada para não ser muito profunda e não atingir os canais próximos. Poucos equipamentos têm essa capacidade. As zonas aquecidas iniciam aí um processo de rejuvenescimento do tecido da mucosa vaginal. O procedimento dispensa anestesia, incisões ou suturas e pode ser realizado em menos que uma hora”, afirma.

Segundo o médico, Wildsson, ainda que seja um tratamento com contraindicação apenas nos casos de mulheres com infecções presentes e doenças autoimunes, como o lúpus, “nos casos de incontinência, flacidez e secura vaginal, só deve ser proposto após a recomendação de um ginecologista”, diz.  A quantidade de sessões necessárias para a paciente poder notar alguma diferença pelo tratamento varia de pessoa para pessoa e em algumas mulheres o laser provoca, ainda, estímulo sexual.

Para Neila Amaral, o alívio veio depois da segunda sessão. “A partir daí eu já não sentia mais o que me incomodava, que era a secura na vagina devido à menopausa. Eu também passei a ter mais prazer durante a relação”, conta. O tratamento é indolor e deve feito por um especialista em ginecologia, que vai manipular a tecnologia que emite os disparos do laser de CO2 na parte interna da vagina. O custo médio de uma sessão varia de R$1.500,00 a R$2.000,00, a depender da clínica.

Aparelho que controla o laser de dióxido de carbono (CO2).

Aparelho que controla o laser de dióxido de carbono (CO2).

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