Meio Ambiente

Tratado pelo SLU como lixo comum, o vidro é versátil e reutilizável

Sem coleta seletiva no DF, frascos e garrafas podem ser reaproveitados ou entregues em Pontos de Entrega Voluntária

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artesanato com vidros green ambiental Reciclagem SLU vidro

Você separa o lixo de sua casa? E sabia que, na coleta feita pelo Serviço de Limpeza Urbana (SLU) do DF, o vidro não deve ser colocado junto com os materiais recicláveis? Isto é um grande problema ambiental, pois, segundo o site do Ministério do Meio Ambiente , o lixo demora mais de mil anos para se decompor. Uma alternativa é reutilizar garrafas e frascos para guardar bebidas e alimentos e para fazer artesanato. Outra é, já que a coleta não vai até a sua casa, ir até pontos específicos para este fim e entregar o material.

Antônia Quaresma reutiliza potes para doces, compotas e geleias que ela mesma faz

Antônia Quaresma reutiliza potes para doces, compotas e geleias que ela mesma faz

Antônia Quaresma é aposentada e tem uma chácara onde produz alguns produtos agrícolas. Ela e sua família consomem os alimentos e, com o que sobra, faz doces, compotas e conservas. Para armazenar, usa potes de vidro. No começo utilizava os que tinha em casa ou comprava em lojas especializadas. Depois passou a pedir para vizinhos e amigos. Há todo um cuidado para garantir a higiene. “Eu lavo, esterilizo no mínimo sete minutos fervendo na água. E depois pode ser usado sem nenhum problema. Só não reuso a tampa quando ela começa a enferrujar”, explica Antônia. Ela obteve estas orientações com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater). Antônia faz doce de abóbora com calda, geleia de jabuticaba, de manga e conserva de pequi. Depois de prontos, entrega para amigos que a visitam e também para pessoas que doam os frascos.

Quem fabrica cerveja artesanal também pode reaproveitar os cascos. É o que faz Cláudia

A cerveja artesanal feita em casa por Cláudia Scatolon é envasada em cascos reaproveitados

A cerveja artesanal feita em casa por Cláudia Scatolon é envasada em cascos reaproveitados

Scatolon. Ela é artesã e este ano começou a fazer cerveja em casa junto com o marido, por enquanto para consumo próprio. Começaram a produção este ano. Mas já vêm juntando as garrafas há algum tempo, quando começaram a estudar o processo de produção. “Nesse período a gente foi bebendo, foi juntando. A gente vai em casas de amigos e vai juntando”. Cláudia usa garrafas também para fazer artesanato e usa potes para armazenar outras coisas, como geleia e temperos. Acha um absurdo não ter a coleta seletiva. “Eu fiquei muito indignada quando fiquei sabendo. Quando nós mudamos de volta para o DF há um ano e meio eu entrei no site da SLU e vi que a coleta orgânica era todos os dias, só domingo que não, e o reciclável era terça e sábado. E tinha as recomendações de como proceder e uma notinha lá que não tinha usina de processamento de vidro, então que eles não recolhiam. Como é que pode né? E a gente produz tanto, tanto vidro… É uma pena. Porque o vidro é extremamente reaproveitável”.

No ateliê de Lília Oliveira muitos objetos são feitos com materiais reciclados

No ateliê de Lília Oliveira muitos objetos são feitos com materiais reciclados

É justamente esta a ideia de Lília Oliveira. Ela é artesã e gosta muito de trabalhar com reciclados: caixas de leite, latinhas, coadores de café, pó de café, vidro… No seu ateliê, no Guará, ela tem várias garrafas, potes e pratos decorados. Para realizar seu trabalho, faz uso de diversas técnicas, como pintura, marmorização, craquelê, decoração com barbante e aplicação de coador de café. Garrafas são transformadas em objetos de decoração, abajures e castiçais. Mas esta arte, assim como outras, é pouco valorizada. “É difícil vender um pote desses. É muito difícil. As pessoas acham que é lixo. ‘Ah! Você catou no lixo. Não, não vou te pagar isso. Isso não ia pro lixo? Por que você tá cobrando assim?’ Gente, olha a trabalheira que dá!”, conta Lília. Ela dá aulas particulares em seu ateliê e também como voluntária aos sábados na Casa do Caminho e no Templo da Universal.

Entrega Voluntária

Fonte:  Green Ambiental, empresa de carga e frete

Fonte: Green Ambiental, empresa de carga e frete

No site do SLU estão as orientações de como o lixo deve ser separado. Lá é indicado que, no saco usado para material orgânico e rejeitos, deve ser colocado também “o vidro que, por enquanto, não é reciclado no DF devido ao custo do frete”. Mas há uma alternativa: potes e garrafas podem ser entregues em Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) da Green Ambiental. Esta empresa fez uma parceria com o SLU e faz o envio do material para São Paulo, onde há uma usina de reciclagem. Ela também faz a coleta para alguns bares e restaurantes, de forma gratuita.

Serviço

Ateliê Flor da Arte
Telefone: (61) 99956-5671/ 3972-0686
Facebook: facebook.com/liliaflordaarte

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