Economia

De funcionário a microempreendedor

Como o cadastro de microempreendedor individual ajuda novos autônomos e empresários

O número de microempreendedores individuais no Brasil tem aumentado em 2018. De acordo com a empresa de consultoria Serasa Experian, das 215.027 empresas criadas em março deste ano, 83% são da categoria Microempreendedor Individual (MEI).

Esse número mostrou um crescimento de 9,7% em relação a março de 2017, quando o segmento teve a abertura de 162.694 empresas, entre as 210.724 criadas no período.

No Distrito Federal, o número também é grande: são cerca de 150 mil microempreendedores individuais, segundo o governo de Brasília. Entre esses empreendedores está a empresária Carla Burin, 41 anos. Ela começou a se dedicar ao próprio negócio há três anos, quando largou o emprego de comissionada na administração pública. Trabalhou contratada por 15 anos e resolveu largar tudo e abrir uma empresa de comida saudável. Hoje, a Burin Alimentos está progredindo e o que ajudou Carla nesse processo foi se profissionalizar.

Logo no início abriu um CNPJ com o cadastro de microempreendedor individual (MEI). “Ajuda muito quem está começando”, comentou a empresária. Segundo ela, a primeira etapa para quem quer ser empresário é abrir um MEI. “Dá um ar mais profissional porque as lojas revendedoras pedem nota fiscal. É a ferramenta inicial para deixar de ser informal.”

Além de possibilitar emitir notas fiscais, o MEI também possibilitou a Burin Alimentos a receber consultoria no Sebrae. Carla conseguiu mudar a logomarca e trocar as embalagens dos produtos com a parceria . Ela tem fechado muitos contratos depois das mudanças.

 

O ator Félix Saab deixou o emprego fixo para ser autônomo

O ator Félix Saab deixou o emprego fixo para ser autônomo

O ator Félix Saab, 39 anos, trabalhou em uma empresa de telefonia por quase 10 anos como analista de logística. Deixou o emprego fixo para ser autônomo. Atualmente, trabalha como artista de forma independente, mesmo sendo membro de uma companhia de teatro não é um funcionário contratado. Percebeu que tinha uma necessidade de emitir notas fiscais e então abriu um MEI. “Eu precisava emitir nota fiscal e isso facilitou muito para fechar mais trabalhos”, diz Félix.

Ter esse cadastro facilita também diversos artistas de Brasília a participarem de editais do governo como o Fundo de Apoio à Cultura (FAC) da Secretaria de Cultura do Distrito Federal. O ator conta que cerca de 60% de sua renda vem de trabalhos artísticos por meio do FAC.

Ele acredita que esse tipo de cadastro profissionaliza o ofício artístico. “Assim nós passamos a ser vistos como trabalhadores e não como um número nas estatísticas do desemprego.”

As facilidades de ser um MEI

Segundo o contador Marcos Moura, quando o trabalhador se formaliza, abre portas e demonstra para o mercado que está se profissionalizando, assim ganha credibilidade junto aos fornecedores, clientes, prestadoras de serviço e instituições financeiras. “Abrir um MEI é se estruturar para estar no mercado, isso gera mais empregos e ajuda a movimentar a economia.”

Outro ponto muito importante e facilitador na visão do contador é que o MEI tem os tributos menores do que qualquer outro tipo de empresa. O valor mensal a ser pago por um microempreendedor é de R$ 52,70.

“A formalização ajuda quem não tem noção de gestão financeira e empresarial para depois poder ter uma empresa maior”, completa o contador.

 

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