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Misticismo e boa música envolvem a banda O Tarot

Conheça o grupo que une arte e estilo musical peculiar

Bossa, tango, samba, rock… A banda O Tarot não se limita a um único gênero. Como eles mesmo se definem, o estilo nômade é o que representa a banda. Nos show, cartas, roupas ciganas e performance teatral marcam a lembrança de quem vai assistir às apresentações.

Criada em 2014, nos últimos quatro anos a banda tem se descoberto e construído o início de uma carreira que promete ser de muito sucesso. Atualmente, lançaram o seu segundo EP, A Ilha de Vidro, e possuem cerca de 5 mil seguidores nas plataformas digitais.

O grupo é formado pelos amigos: Caio Chaim (voz, teclado e letras); Vinicius Pires (guitarra); Tavares (bateria e percussões); Lucas Gemelli (acordeon, guitarra, bandolim e letras) e, Victor Neves (baixo).

Raiane Sena: Como vocês formaram a banda?

Banda O Tarot: A banda surgiu a partir de uma conversa entre eu (Lucas) e Caio. A gente pensou em juntar as nossas composições inicialmente e fazer uma banda para dar vazão às músicas que já existiam. E aí a gente conversou com o Victor e foi quando surgiu uma proposta de tocar no TEDx [comunidade aberta de eventos que inspiram inovação], na UnB, e a partir de então a gente começou a montar a equipe.

Raiane Sena: Quais são as referências musicais da banda e de onde veio a referência teatral?

Banda O Tarot: Eu acho que, na verdade, a gente não costuma delimitar muito para onde a gente vai e até onde a gente pode chegar. É como se fosse um rio, que a água vai seguindo o caminho próprio. É até difícil falar quais são as referências, porque a gente escuta tanta coisa. E o objetivo é que fique mais difícil responder isso, em cada álbum é uma coisa diferente. O teatro é uma consequência direta do fato que a gente coloca teatro nos nossos arranjos musicais. Então, é natural que a gente se expresse corporalmente por meio do teatro.

Raiane Sena: o primeiro EP da banda “Zero” trouxe o sucesso Certezas Supostas. Como foi esse processo de criação?

Banda O Tarot: Foi uma gestação de 11 meses, e foi muito longo porque durante esse processo a gente foi se descobrindo também. Na época que a gente estava compondo o Zero foi muito inquietante, porque a gente via que uma música era muito diferente da outra, e surgia a dúvida “será que a gente precisa fazer músicas iguais ou músicas diferentes?”. Então, durante esse período, gente foi descobrindo, testando uma música, testando outra. Sobre essa inquietude, o momento mais agudo foi quando a gente terminou a primeira música – Certezas supostas – que tinha uma pegada mais cigana, circense e a gente se deparou com esse questionamento [sobre] para onde seguir.

Uma dificuldade foi quando a gente terminou o álbum e a gente precisava colocar no Spotfy e eles perguntam “Qual o gênero musical?”. E foi aí que a gente teve que inventar um termo, que a gente chama de música nômade, que é justamente essa questão de transitar entre vários lugares. O mais legal é ir lá no fundo mesmo da referência do que é o cigano.

Raiane Sena: Esse espírito cigano leva também ao lado místico das cartas. Qual o significado delas?

As cartas estão presentes na história da banda e dos fãs.

As cartas estão presentes na história da banda e dos fãs

Banda O Tarot: As cartas desencadearam o nome da banda, por conta de uma dinâmica que a gente fazia. E essa dinâmica vai trocando de tempos em tempos, por exemplo: no Ano Novo tiramos as cartas, colocamos nomes [sentimentos] nelas  e cada um guardou ela consigo. É como uma pulseirinha que você coloca para lembrar de alguma coisa.

E a gente estendeu essa dinâmica para o show de lançamento que fizemos em novembro de 2016. A gente carimbou os ingressos com a nosso logo, e no show a gente pediu para as pessoas pegarem ele e pedimos para que elas  colocassem um sentimento que elas estivessem na cabeça naquele momento e colocassem na carta. E, até hoje, aparece de vez em quando uma pessoa que fala que a carta significa muito para ela.

Quer acompanhar mais da banda? É só seguir O Tarot pelo facebook e instagram @otarotoficial.

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