Saúde

Parar de tomar ansiolíticos e antidepressivos por conta própria é um perigo

O chamado desmame tem de ser orientado por médicos, para evitar problemas como surtos e síndrome de abstinência, entre outros males

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Sem pensar nos riscos que correrão ao abandonar medicamentos sem orientação médica, pacientes que tomam remédios controlados interrompem o tratamento com a justificativa de que o problema a ser tratado não existe mais. Quando se trata de depressão e transtorno de ansiedade, o abandono dos remédios pode trazer consequências, como: problemas gastrointestinais, náuseas, enjoos, diarreias, dor no estômago, tontura, vertigem, dor de cabeça e também sensações psíquicas. O alerta é do psiquiatra Lucas Brito.

A estudante Victoria Ribeiro, 22 anos, que toma os medicamentos há cerca de seis anos, já chegou a interromper o tratamento por conta própria por seis meses. “Foi mais por eu achar que estava boa, que eu não precisava mais dos remédios e eu abandonava por mim mesma, sem ir ao psiquiatra para consultar se eu podia parar ou diminuir as dosagens”, conta.

Decisões como as da estudante são um perigo. “Cada medicação tem uma forma de interrupção distinta e o mais importante é que tenha acompanhamento de quem prescreveu”, alerta o médico Lucas Brito, que também é professor de psiquiatria da Universidade de Brasília (UnB). “Esses medicamentos podem causar efeitos colaterais. Alguns pacientes sofrem com aumento de peso, sonolência, dor no estômago, disfunção erétil e até diminuição do prazer. Grande parte dos pacientes também interrompem por conta desses efeitos”, complementa.

Segundo a neurologista Priscilla Proveti, do Hospital Universitário de Brasília (HUB), interromper qualquer medicamento sem orientação médica é perigoso. “No caso dos antidepressivos você mexe com muitos neurotransmissores e quando você interrompe o antidepressivo, você pode ter um efeito rebote muito grave, inclusive surtos com possibilidade de suicídio”, ressalta.

A maioria desses medicamentos antidepressivos inibe a receptação de um neurotransmissor chamado serotonina, que funciona como um neurotransmissor da felicidade e o paciente tem um quadro melhor. Quando interrompido esse tratamento, acontece a diminuição de serotonina no organismo e o paciente volta a apresentar o problema.

Medicamentos usados no tratamento de ansiedade e depressão

Medicamentos são importantes para o tratamento  de ansiedade e depressão

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