Ciência e Tecnologia

Aplicativo oferece serviço de transporte exclusivo para mulheres

Femitaxi é uma iniciativa que auxilia no combate do assédio contra a mulher

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Desenvolvido pelo administrador franco-brasileiro Charles-Henry Calfat e lançado oficialmente em dezembro de 2016 no estado de São Paulo, o Femitaxi ganhou visibilidade em Brasília, este ano, no Dia da Internacional da Mulher. O aplicativo está disponível nas lojas digitais Android e iOS. Para as motoristas interessadas em oferecer serviços de transporte pelo aplicativo basta preencher o cadastro e aguardar a ativação. Em Brasília, são 2.422 motoristas cadastradas e 591 exercendo a atividade.

A diretora do projeto, Helena Rodrigues conta que a plataforma surgiu após Charles receber algumas amigas em casa reclamando do mau comportamento de motoristas de aplicativos. “Ele cogitou a ideia de um aplicativo de motoristas mulheres exigindo passageiras mulheres e as amigas dele acharam a ideia fantástica”, conta a diretora. Charles guardou a ideia por dois anos até o desenvolvimento da plataforma.

Helena conta que o aplicativo já tem mais de cinco mil motoristas cadastradas em algumas regiões do Brasil e cinquenta mil downloads. O serviço é disponibilizado em Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia e Belo Horizonte.

Precursora do serviço licenciado na capital, Adriana Falcomer afirma que além das corridas de momento, o aplicativo permite agendamento de corridas com antecedência, “crianças desacompanhadas” – serviço que permite aos responsáveis acompanhar o trajeto ao vivo, via link privado de transmissão, por meio de câmera instalada no veículo da taxista – , além de fornecer em tempo real a posição exata do táxi no mapa do aplicativo. O pagamento é realizado por dinheiro ou cartão de crédito.

Outra novidade que o aplicativo vai oferecer é o “amigas da 3ª idade” – transporte de idosos dependentes, plano que ainda está em desenvolvimento. Sobre os processos de mudança na plataforma, o estudante de Engenharia de Software e Desenvolvedor Mobile, Jonathan Rufino, de 27 anos, acredita que a frequência de atualização é alta no início do lançamento. “Existem muitos fatores a serem levados em consideração que são difíceis de identificar no início do projeto, então normalmente você vai melhorando na medida em que o aplicativo é utilizado”, conta o estudante.

Um dos pontos de destaque da tecnologia é que, após a cliente confirmar o destino, as motoristas ligam para buscar exatamente no ponto de referência em que a cliente se encontra. Pelo aplicativo, motoristas e usuárias sabem com quem estão viajando, pois o aplicativo mostra nome e o telefone de contato. O caminho realizado pela motorista fica salvo no Femitaxi e após finalizar a viagem é enviado para o e-mail cadastrado da usuária. Qualquer divergência, a cliente pode registrar ocorrência enviando um e-mail para a plataforma.

Tamara Pontes conta que começou a utilizar o aplicativo após ser vítima de assédio, há uns dois anos, juntamente com sua amiga em outro app de transporte. “Estava eu e uma amiga saindo de uma festa e o motorista tentou passar a mão nas nossas pernas e na hora que ele freou nós descemos do carro e entramos no primeiro estabelecimento que a gente achou. Depois não tivemos mais vontade de sair de casa. Quando surgiu a Femitaxi vimos no aplicativo uma oportunidade de continuarmos tranquilas e nos sentindo mais seguras”, conta a usuária.

A motorista Geise Kelly da Silva, que trabalhou em outro aplicativo de transporte, sofreu assédio de passageiros homens e mudou de plataforma por causa da segurança. “Em certas situações com passageiros homens a gente se sente vulnerável. No caso das meninas não, a gente se sente mais segura. Acho que de ambas as partes”, afirma, ao volante, a motorista que trabalha no aplicativo há um ano, depois de perder o emprego.

Geise Kelly da Silva,  trabalha na Femitaxi após sofrer assédio em outro aplicativo

A motorista Geise da Silva migrou para a Femitaxi após ter sofrido assédio de passageiros em outro aplicativo de transporte

 

Regularização

A Secretaria de Transporte e Mobilidade informou que para fins de operação no Serviço de Transporte Individual Privado de Passageiros por Aplicativo (STIP) é necessário que sejam cadastradas tanto as empresas operadoras, quanto seus prestadores, afim de que recebam o Certificado Anual de Autorização para prestarem o serviço.

É importante ressaltar que a empresa Femitaxi ainda não solicitou autorização para operar na cidade. As empresas operadoras são responsáveis por ambos os cadastros. O STIP é aliado à tecnologia que proporciona um serviço rápido, seguro e com preços competitivos. Atualmente, cerca de 27 mil prestadores com Certificado de Autorização Anual estão ativos junto à Secretaria de Estado de Mobilidade.

Secretaria de Transporte e Mobilidade

Secretaria de Transporte e Mobilidade concede o Certificação de Autorização Anual, necessário para os veículos por aplicativo circularem na cidade

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