Saúde

Crudivorismo depende de cada indivíduo para ser saudável

Alimentação viva tem ganhado adeptos, mas prática requer cuidados redobrados com higienização

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Alimentação crudívora é aquela que permite a ingestão dos alimentos crus e de origem agrícola. Os adeptos dessa doutrina alimentar evitam o cozimento e frituras para não alterar a forma natural. Mas apesar de estar ganhando adeptos, especialistas alertam que esta prática requer cuidados redobrados.

Para o instrutor de yoga, Leonardo Luz, de 39 anos, o crudivorismo do qual é adepto há 2 anos foi um desenvolvimento do seu veganismo praticado há 14 anos. Ele diz que tem percebido benefícios para a sua saúde. “Você fica muito mais leve, a digestão funciona muito mais rápido e o ganho de energia é fora do comum”, conta Leonardo.

Segundo ele, a iniciativa de adotar a alimentação permitiu a ele avançar na corrida de longa distância na qual é atleta. Sua alimentação e a de quem mais pratica essa dieta não inclui alimentos processados e nem aquecidos, cozidos ou fritos acima de 43º pois defendem que, com isso, o alimento perde grande parte dos seus nutrientes.

A nutricionista Gabrielle Gonçalves explica que a alimentação crudívora possui um alto teor de fibras, o que influencia na saúde como um todo. “É uma dieta sem alimentos industrializados, fonte de fibras, que são consideradas pró-inflamatórios, e que melhora o sistema digestório”, conta a nutricionista. Os carboidratos seriam tubérculos, grãos integrais, legumes e frutas. As proteínas seriam peixes, carnes e ovos.

A rotina alimentar de Leonardo é iniciar o dia com jejum até as onze horas da manhã e em seguida quebrar o jejum com caldo de cana, fruta ou água de coco. Na hora do almoço, a principal refeição, varia os pratos de acordo com o que quer comer. Por exemplo: moqueca de banana da terra, macarronada de abobrinha com molho de tomate vivo, guaca molhe (abacate e pedaços de repolho para ser usado como o ‘nachos’).

Nutricionista, Gabrielle Gonçalves ressalta que um dos riscos principais está relacionado a fontes alimentares de origem animal

Nutricionista, Gabrielle Gonçalves ressalta que um dos riscos de comer alimentos sem cozimento está nas fontes alimentares de origem animal

Gabrielle ressalta que um dos riscos principais está relacionado às fontes alimentares de origem animal. “Se tiver alguma bactéria no alimento ela é eliminada com o calor, o que não seria possível na alimentação crudívora. Outro ponto importante é que se os alimentos não forem higienizados de forma correta existe um risco maior de contaminação”.

Além disso, a nutricionista afirma que a dieta pode não ser ideal para todos. Isso porque cada pessoa tem uma demanda específica e necessidades de macro e micronutrientes, o que deve ser avaliado por um profissional. “Atualmente, a alimentação brasileira está sendo baseada em grandes quantidades de alimentos industrializados e em um consumo excessivo de açúcar e gordura saturada. Esse perfil alimentar reflete diretamente em maiores índices de obesidade, diabetes e hipertensão. Uma conscientização sobre alimentação saudável é imprescindível para melhorar a qualidade de vida da população brasileira e garantir um envelhecimento saudável”.

Variedade

A filosofia da alimentação crudívera também tem sido aplicada em restaurantes. É o caso do Bhumi Cozinha Orgânica e Saudável. Gilberto Manso, 63, proprietário do estabelecimento, oferece alimentação a partir de ingredientes orgânicos, cultivados sem uso de agrotóxico para garantir as propriedades originais do alimento.

“A alimentação crudívora ou alimentação viva participa do cardápio desde o lançamento da casa. Eu acho que nós somos os pioneiros ou um dos pioneiros que participa na divulgação dessa linha de culinária”, conta o empresário.

O restaurante conta com um menu variado. Espaguete de abobrinha com molho de tomate orgânico e brownie vivo feito com tâmaras, castanhas hidratadas e cacau são alguns dos principais pratos.

Gilberto Manso, 63, proprietário do estabelecimento Bhumi oferece alimentação viva.

Gilberto Manso, 63, proprietário do estabelecimento Bhumi que oferece alimentação viva

 

Progresso

Uma pesquisa realizada pela Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), de 2017, do Ministério da Saúde apontou que o consumo regular de frutas e hortaliças cresceu 4,8% (de 2008 a 2017).

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