Saúde

Número de fumantes cai, mas alerta sobre riscos do vício continua

Campanhas da Secretaria de Saúde buscam conscientizar fumantes; Unidades de Saúde no DF oferecemo tratamento para o tabagismo

Um cigarro entre os dedos, fumaça para o alto. Essa é a vida de quem pausa as suas atividades para alimentar o vício do tabaco. Segundo Pesquisa Nacional de Saúde do Ministério da Saúde, as taxas de prevalência de tabagismo no país tiveram uma impressionante queda de 34,8 por cento em 1989 para 14,7 por cento em 2018.

As pesquisas anuais de fatores de risco, Vigitel, também expressaram uma significativa redução, variando de 15,6% (2006) para 10,1% (2018). Apesar da redução no Brasil, ainda há cerca de 17 milhões de fumantes que requerem abordagem terapêutica breve e intensiva para acabar com o vício.

Algumas marcas de carteira de cigarros vendidas em padaria

Algumas marcas de carteira de cigarros vendidas em padaria

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal tem desenvolvido campanhas para conscientizar e prevenir a iniciação ao tabagismo, além de fazer com que os fumantes interrompam o vício e se alertem para os riscos do tabagismo passivo. As datas em que são desenvolvidas as ações são 31 de maio, em que é celebrado Dia Mundial sem Tabaco, 29 de agosto, Dia Nacional de Combate ao Fumo e no dia 27 de novembro com o Dia Nacional de Combate ao Câncer.

O médico pneumologista Alberto Araújo, do Núcleo de Estudos e Tratamento do Tabagismo (NETT) e Instituto de Doenças do Tórax (UFRJ), relata que não há um uso de tabaco seguro mesmo que a pessoa não fume sempre. “Não há forma segura de consumo de tabaco. Todas elas fazem mal à saúde, a curto, médio e a longo prazo. Os modismos de uso atual de cigarros enrolados à mão (palha), do cachimbo d’água (narguilé) entre os jovens, com diversos sabores, com o mito de que sejam inofensivos, não é fato. Estas formas liberam muito mais alcatrão, monóxido de carbono e disponibilizam mais nicotina, sendo, portanto mais viciantes.”

A bancária Thalia dos Santos, de 33 anos, iniciou no tabagismo aos 14 anos, experimentando com os amigos, e durante os anos tentou, algumas vezes, parar de fumar. “Eu parei por dois anos e o mais difícil foi me adaptar à nova rotina e aos hábitos de fumante, como acordar e fumar e também fumar depois do almoço. Tive que parar por uma questão de saúde. Cheguei em uma fase em que fumava uma carteira de cigarro por dia. Durante três meses fiz o uso de cigarro eletrônico, e hoje só fumo cigarro de palha”.

Thalia dos Santos durante seu intervalo de almoço

Thalia dos Santos fuma durante seu intervalo de almoço

“Grande parte dos tabagistas que nos pedem ajuda para parar de fumar já têm mais de duas décadas fumando, em geral, após descobrirem alguma doença relacionada ao consumo do tabaco, como aquelas mais prevalentes: infarto do miocárdio, doença pulmonar obstrutiva crônica, insuficiência vascular periférica, isquemia ou acidente vascular cerebral, câncer de pulmão”, alerta o médico Alberto Araújo.

É possível tratar para interromper o tabagismo e o indivíduo obter ganhos significativos no tratamento de sua doença de base e para evitar o surgimento de novas doenças. Fumar pode levar a mais de 50 doenças, incluindo hipertensão arterial, diabetes e tuberculose. Para isso, o Governo do Distrito Federal oferece tratamento contra o tabagismo à população com grupos de tabagismo, distribuídos nas unidades de saúde do DF atendidas pelo SUS.

O tratamento é coletivo, com encontros semanais, acompanhado por médico e equipe de saúde. Para mais informações ligue (61) 3346-5770 ou por email: controletabagismo.df@gmail.com. Os atendimentos são realizados no horário de 8h às 12h e de 13h às 18h.

Notice: Tema sem comments.php está obsoleto desde a versão 3.0 sem nenhuma alternativa disponível. Inclua um modelo comments.php em seu tema. in /var/www/publicacao/jornalismo/site-root/wp-includes/functions.php on line 2957

Deixe uma resposta

Comportamento
FOTO 3 Criação de animais exóticos ganha espaço no DF
Cultura
Processed with VSCO with j4 preset Palácio Itamaraty: A sala de estar do Brasil
Turismo e Lazer
Centro do Rio de Janeiro agrega histórias e cultura

Mais lidas