Cultura

Contadores de histórias compartilham cultura com público infantil

Os profissionais permitem que as crianças interajam e estimulam a criatividade

Os contadores de histórias atuam com as crianças em escolas, eventos, festas, ações voluntárias e financiamentos por projetos. O objetivo é compartilhar conhecimentos por meio das emoções e da troca de afetividade com as crianças. Os profissionais fazem sucesso com o público infanto-juvenil porque trabalham incentivando a cultura, e a imaginação. Histórias engraçadas, fábulas e contos com animais são algumas das temáticas trabalhadas.

A coordenadora da Associação Amigos das Histórias, Maristela Papa da Silva, afirma que o público não perde o encanto quando a história possui dinâmica. Para ela, a preocupação é fazer com que as crianças interajam de uma forma mais dinâmica. “Eu não gosto da história como veículo de estudo, porque quando a gente transforma a história em algo didático, ela deixa de ser literatura e deixa de ter esse encantamento”, justifica.

A associação já participou de um evento de contação de histórias dentro de ônibus, na qual as contavam sobre a  história da cidade

A associação de Contadores de Histórias também atende públicos de toda faixa etária

Jorge Marinho, ator e contador de histórias da Coletiva Teatro, da Universidade de Brasília, tem a preocupação de propor uma contação de histórias que permite a interação com as crianças. “Eu não acredito muito na contação para crianças em que as crianças têm que ficar o tempo todo sentadinhas, quietinhas, caladinhas, só ouvindo, porque a criança gosta de interagir e participar”.

Na Coletiva Teatro, o projeto Baú de Histórias leva os contadores a escolas, bibliotecas e brinquedotecas. “Esse projeto é essencialmente de incentivo à leitura, criatividade e imaginação. O Baú de Histórias carrega um contador de histórias e um palhaço”, explica Jorge Marinho.

Outro fator importante é a contribuição da educação desses profissionais para o público porque estimula a criatividade e a criança consegue ter conhecimentos. “Temos uma contadora de histórias que trabalhava no ensino médio, e ela contava histórias no EJA, e ela tem experiências exitosas porque aquela criança que foi adormecida na infância, que não ouviu histórias, quando ela está diante de uma professora no Ensino Médio contando histórias, ela também está resgatando sentimentos de pertencimentos do mundo”, comenta Maristela.

A atriz Sandra Baron também é contadora e reforça a importância do processo para a criatividade. “As vezes o ouvinte recebe um conteúdo que vai direto ao inconsciente, e isso é muito importante”, constata. Ela acrescenta que é importante incluir a arte no cotidiano: “Meu objetivo quando conto uma história é fazer com que as pessoas parem e escutem. O dia a dia é tão corrido que hoje as pessoas quase não se escutam mais”.

O público se interessa pelo trabalho dos profissionais esperando aprender com as histórias. Ana Katarine, 13 anos, enfatiza: “Gosto das histórias porque me fazem viajar para outros lugares”. Ela conclui que gosta do jeito que as histórias são contadas “porque são muito animadas e divertidas”.

Há também o público que se interessa pela leitura e que reconhece que os contadores de histórias conseguem aproximá-los dessa realidade. É o caso de Wendel Silva, 13 anos: “eu espero aprender a ter mais interesse em ler”.  Ele ainda explica que há interação quando as histórias são contadas. “É muito divertido, eles fazem perguntas e interagem com a gente. Eu me imagino dentro da história, como se fosse um personagem”.

Para Ítalo Rian, também de 13 anos, são aprendidas lições de vidas durante a contação. “Tem muita ação e sentimentos”, conclui.

Hospitais

Há também os contadores de histórias que atuam em hospitais. A associação Viva e Deixe Viver leva os contadores para o convívio com crianças internadas. Esses profissionais passam por um treinamento pedagógico e curso de fundamentação das práticas hospitalares para saber como funciona o ambiente hospitalar. Então, a partir desse caminho, eles começam a atuar nos espaços de saúde.

Para o membro da Comissão Coordenadora do projeto Gilberto Alves, o papel do contador de histórias no ambiente hospitalar é importante: “ estamos aqui com o papel de humanizar o atendimento das crianças que estão aguardando aqui (na fila de espera), e também proporcionar o desenvolvimento da leitura, e que eles passam a ter o gosto maior pela leitura”.

No hospital o conhecimento que os profissionais passam é a importância da leitura e a importância do prazer mesmo nas situações de dificuldades. “Os conhecimentos que passamos também são que as dores são passageiras”, explica Gilberto.

Os contadores de Histórias que atuam no ambiente hospitalar têm a preocupação de respeitar as crianças, e percebem que como contadores de histórias ao geral, muitas crianças são sempre bem-vindas, mas nos hospitais poucas crianças pode ser melhor porque demonstra que existem poucas precisando de tratamento.

Contadores de Histórias sentem que o público esquece momentaneamente suas dores quando escutam as histórias contadas por eles

Contadores de Histórias sentem que o público esquece momentaneamente suas dores quando escutam as histórias contadas por eles

Serviços

Associação Amigos das Histórias

Eventos: Sarau de histórias mensalmente no Taguaparque, Mostra nacional de contadores de histórias de dois em dois anos, Carnaval de Histórias pelo ministério da Cultura. Em março há 8 anos é comemorado o dia internacional do contador de histórias na embaixada de Portugal e na câmera federal dos deputados.

Contato: 61 98568-0634 ou 61 99811-9498

E-mail: mundodoscontadores@gmail.com

Endereço: QNA 37 CASA 25 Taguatinga Norte

Associação Viva e Deixe Viver contadores de histórias:

Atuação: Escolas e no Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB).

E-mail: brasilia@vivaedeixeviver.org.br  ou coord-brasilia@vivaedeixeviver.org.br

Telefone Sede em São Paulo: (11) 3081-6343

Coletiva Teatro

Atuação: Espetáculos, Oficinas, Projeto de Pesquisa, Residências Artísticas.

Eventos: Luar de Contos com apoio do Centro Cultural Banco do Brasil dia 4 de maio a 9 de junho de 2019. Baú de Histórias, Palestra “Freeze: Fight, Flight or Fidget” na Universidade de Brasília. Sarau Literário na Biblioteca Infantil.

Contato: coletivateatro@googlegroups.com

Endereço: Laboratório Criação em Coletivo a Cena: Universidade de Brasília – UnB

BSAN sala AT – 60/9 Campus Universitário Darcy Ribeiro, Brasilia-DF

 

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