Economia

Na onda dos hambúrgueres artesanais, lanchonetes “bomba” se reinventam

As lanchonetes acrescentaram hambúrgueres artesanais próprios aos seus cardápios

Baixar notícia

Os lanches fast food se tornaram queridinhos dos brasilienses. No Distrito Federal, existem multimarcas como Giraffas, Mc Donalds e Burguer King. Mas os pequenos negócios, denominados de “bombas burguer”, não perdem para essas grandes empresas. Mesmo com a chegada dos food trucks e dos lanches gourmet, essas lanchonetes aproveitaram para se reinventar e permanecem com a clientela firme.

Somente no Distrito Federal, existem mais de 100 food trucks, de acordo com Gabriel Mazzaro, responsável pela parte administrativa e parcerias junto à Associação Brasiliense de Food Trucks. Mas ocorreu uma queda de consumo nos últimos anos. “Houve uma pequena diminuição de clientes devido à concorrência. Quem iniciou há cinco anos teve bom faturamento pela novidade na época”, pontua Gabriel.

O Alô Bomba, no Guará, é um negócio de família. Thayna Almeida é filha do dono da lanchonete e também faz parte da empresa. Ela comenta que não colocaram lanches artesanais em seu bomba, mas que mesmo assim o número de clientes não diminuiu. Os finais de semana são sempre cheios, e o público varia de famílias a jovens amigos que lancham, no mínimo, duas vezes por mês.

Carlos de Oliveira Neto é dono do Seletos Burguer, no Riacho Fundo II. A lanchonete funciona desde 1° de fevereiro de 2018. O dono conta sobre os planos para o negócio e diz que a demanda aumenta a cada mês. “Desde quando começamos sempre tivemos a ideia de que isso fosse uma hamburgueria e não uma lanchonete. Mas isso é um processo transitório. Nós estamos em processo de imigração pra algo mais consolidado. Como teve uma alta dos nossos sanduíches artesanais, nós estamos investindo numa linha completamente artesanal”, pontua Carlos.

Luzeni de Costa Serafins é dona do Gulas Burguer, na Ceilândia Norte, e conta que cada vez mais as pessoas estão consumindo seus produtos, por ser um lanche rápido e barato. Luzeni acrescenta que a chegada dos hambúrgueres gourmet não atrapalhou. “Na verdade, o gourmet foi mais uma novidade que adquirimos como complemento do nosso cardápio. O Gulas trabalha com seu próprio artesanal”. Os preços dos artesanais variam de 11,98 a 19,99 com refrigerante e batata frita.

Gulas Bomba no bairro Setor O, na Ceilândia Norte

Gulas Bomba no bairro Setor O, na Ceilândia Norte

As lanchonetes bombas costumam funcionar do meio da tarde até o fim da noite, de segunda à segunda. Os dias mais requisitados são os finais de semana e feriados. Todas as idades e estilos de pessoas frequentam essas lanchonetes, principalmente a população que mora ali perto.

A estudante de Estatística na UnB, Khézia Moura, tem 19 anos e frequenta uma vez ao mês um “bomba burguer” e leva em conta o sabor da comida, não se importando se a estrutura do local for um quiosque, afinal acha os preços justos. Sobre os hambúrgueres gourmet, ela comenta: “Acho que é uma moda pra poucos. Porque hambúrguer tem receita na internet, então tem que saber fazer bem e a maioria não sabe. Mas tem uns que são sensacionais, porém o preço é seletivo”.

Rafael Costa, de 17 anos, cursa Gestão Financeira, e costuma ir quatro vezes ao mês em um bomba por conta dos preços muito baratos, comenta. Assim como Ernane Samuel de Souza, que consome mais de cinco vezes por mês e leva em conta a localização, preço e ambiente. “O custo benefício é excelente”, afirma.

Waita Cavalcante, de 23 anos, é estudante de Psicologia e ressalta que os preços desses lugares são muito favoráveis. “São sempre acessíveis, vide os preços cobrados por redes de fast food que oferecem um produto menor por um preço bem maior”. E aponta algo negativo dos lanches gourmet. “Um problema enfrentado no comércio de Brasília de 2018 pra cá foi essa onda gourmet em que muita coisa passou a ter esse rótulo para atrair o público. Acontece que a maioria destes produtos não atendem aos requisitos de qualidade e exclusividade e vende-se mais caro apenas por ter um título”.

Como Gabriel Porto, empresário e trader, de 21 anos, existem consumidores que têm a preferência pelos artesanais. “Acredito valer muito mais à pena. Tem um sabor muito superior por muito pouco dinheiro a mais, dependendo do local”.

Notice: Tema sem comments.php está obsoleto desde a versão 3.0 sem nenhuma alternativa disponível. Inclua um modelo comments.php em seu tema. in /var/www/publicacao/jornalismo/site-root/wp-includes/functions.php on line 2957

Deixe uma resposta

Saúde
Entrada da Fundação Hemocentro de Brasília Doar sangue ajuda a salvar vidas
Turismo e Lazer
Jogos de tabuleiro no roteiro de diversão do DF
Turismo e Lazer
IMG  (7) Céu das Artes é opção de lazer e cultura para jovens do Recanto das Emas

Mais lidas