Educação

Instituto Federal promove alto índice de aprovação e contratação

Escolas federais possuem grandes diferenciais na educação básica e profissional, mas essa excelência pode ser comprometida por cortes no orçamento

Criados há cerca de 10 anos, os Institutos Federais são instituições de educação básica, superior e profissional que têm por objetivo central ofertar educação profissional e tecnológica. Distribuídos por todos os estados do país, a rede federal promove um alto índice de aprovação no ensino superior e contratações profissionais, mas essa excelência está sendo comprometida pelo corte de verbas sofrido, que chega a 30% do total de gastos anuais.

Reinaldo Reis, professor de história e diretor-geral do Instituto Federal de Goiás, campus Luziânia

Reinaldo Reis, professor de história e diretor-geral do Instituto Federal de Goiás, campus Luziânia

Vários são os pontos que diferem o ensino federal do ensino básico de escolas públicas e particulares. Por outro lado, alguns acabam tendo mais destaque, como a capacitação profissional aliada à instrução técnica e a qualidade do ensino, que a cada ano fazem crescer o número de alunos aprovados no ensino superior (tanto em faculdade públicas quanto em particulares – com bolsas) é o que afirma Reinaldo Reis, professor de história e diretor-geral do Instituto Federal de Goiás, campus Luziânia. “Nós não temos um indicador métrico, mas temos dados que são levantados todos os anos da quantidade de alunos aprovados, sobretudo em universidades públicas. Se juntarmos os alunos que estão em faculdades públicas e privadas, podemos considerar que é acima de 70/80%”, afirma o diretor-geral.

Marcelo Suehara, que se formou no Instituto Federal há pouco mais de dois anos, faz parte dessa porcentagem. O aluno de apenas 20 anos é acadêmico de Medicina na Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e conta que o Instituto Federal teve grande peso na sua aprovação. “O Instituto Federal me proporcionou um exercício de criticidade que me fez adquirir muita autonomia e maturidade. Além disso, por ter optado pelo curso técnico em Química, acabei adquirindo uma base muito adequada para o vestibular”, conta o estudante de medicina.

Lista de egressos aprovados em universidades no ano de 2019

Lista de egressos aprovados em universidades no ano de 2019

 

Dupla certificação
A dupla certificação (ensino médio + curso técnico) é um ponto diferenciador para o Instituto Federal. A capacitação técnica, além de agregar conhecimento prático ao aluno, também é um grande diferencial no momento da contratação. Hemily Cristina Silva, de 20 anos, também egressa do Instituto Federal, hoje atua como analista de laboratório de uma grande empresa e conta que a certificação técnica teve grande contribuição na sua contratação. “Hoje, eles estão procurando pessoas com capacitação técnica para ocupar as vagas de emprego. O curso técnico nos ensina a ter mais independência e autonomia no local de trabalho, e é isso que as empresas procuram”, conta Hemily Silva.

Além de oferecer ensino básico e superior, os IFs desenvolveram uma importante missão de levar conhecimento e inovação para a comunidade por meio de programas socioeducativos, compostos por alunos e docentes da instituição. “Nós temos o Cine Debate que faz uso do cinema para propor debates entre os alunos e a comunidade, os alunos estão organizando um grupo de teatro, temos também projetos voltados para a agricultura solidária”, afirma Reinaldo Reis. Além desses, o Instituto Federal promove outros diversos projetos comunitários, desenvolvidos através de editais da pró-reitoria, as chamadas ações de extensão.

Corte de gastos
Parte dos recursos destinados ao funcionamento dos Institutos Federais foram bloqueados pelo Governo Federal. O corte chega a 30% dos gastos totais da instituição. Segundo o diretor-geral do IFG de Luziânia, Reinaldo Reis, o campus só possui verba para se manter até setembro. “Com o corte de 30% dos recursos, nós não fechamos o ano, não conseguimos manter nem os contratos. Nós vamos chegar em setembro e não vamos conseguir pagar nem a conta de luz”, afirma Reinaldo. Além das contas básicas, contratos internos – como de vigilantes, motoristas e equipe de limpeza – também correm o risco de serem afetados pela falta de pagamento.

Para tentar reverter a situação, alunos, ex-alunos e docentes do Instituto Federal estão se mobilizando na internet e na rua. O abaixo-assinado intitulado ‘Em defesa de IFs e UFs’ já conta com mais de 300 mil assinaturas. Para assinar, acesse http://chng.it/kFTVKrx4.

Notice: Tema sem comments.php está obsoleto desde a versão 3.0 sem nenhuma alternativa disponível. Inclua um modelo comments.php em seu tema. in /var/www/publicacao/jornalismo/site-root/wp-includes/functions.php on line 2957

Deixe uma resposta

Turismo e Lazer
capa Nova edição da revista Redemoinho discute temas polêmicos
Economia
Movimento Empresa Júnior: empreendedorismo começa cedo
Cultura
IMG_2603 Arte fora do eixo

Mais lidas