Cidadania

O resgate sociocultural por meio da dança cigana

Projetos como Namastê muda realidade para jovens em situação de fragilidade social

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Apaixonada pela educação, a professora e mestra Luciana Vítor, que ministra aula na rede pública há 24 anos, é a idealizadora da Associação Cultural Namastê, projeto sociocultural que inclui pessoas por meio da arte. As aulas acontecem duas vezes por semana na Casa de Cultura do Núcleo Bandeirante. Hoje, a professora possui aproximadamente 45 alunos de todas as idades.

O programa não beneficia apenas na dança, mas também pelo convívio com outras pessoas e a experiência de aprender cada aula ministrada. Através da dança, viajam pelo Brasil e mundo. O que antes era apenas uma realidade distante, se torna cada dia mais um sonho realizado.

Tendo a inclusão como foco principal do projeto, nas aulas não há distinção dos alunos por idade ou limitações. “Eu não faço divisão por horário, por idade. Nós temos duas duas turmas e as pessoas participam de acordo com aquilo que fica melhor para ela”, explica Luciana. Os projetos da associação não são apenas vinculados à dança. Luciana conta que o sonho é poder expandi-lo para outras formas de arte.

Atualmente, a Namastê tem parceria com a revista Traços e com o Ministério Público do Núcleo Bandeirante, ambas com o intuito de incluir socialmente pessoas que vivem em situação de vulnerabilidade, deficiência física, mental, abandono ou qualquer tipo de necessidade especial.

Para a doutora e mestra em artes e especialista em dança Larissa Ferreira, é importante que existam projetos desse segmento, pois ele oferece a oportunidade dos alunos se conhecerem e aprenderem mais sobre a cultura da arte. “Seguramente a dança é extremamente potente para uma compreensão desde sujeito singular, sensível e cognitivo às múltiplas inteligências que são construídas com a dança”, explica.

Ainda segundo ela, as atividades que envolvem dança possibilitam que os praticantes conectem tanto o corpo, quanto a mente. “Ao fazer uma aula de frevo, por exemplo, o aluno já está desenvolvendo o aspecto cultural da dança e gerando até mesmo um pertencimento identitário, que o faz não somente executar um passo, mas, sobretudo, incorporar aquela dança”.

 

ATRAVESSANDO O ATLÂNTICO

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Ensaios que acontecem no Espaço Comunitário do Núcleo Bandeirante, todo sábado a partir das 10 horas da manhã

 

Com o intuito de apresentar aos alunos a diversidade cultural de outras cidades e países, Luciana Vítor, por meio de doações arrecadas pelo site Vakinha.com e com a ajuda da Secretaria de Cultura, que deu as passagens, conseguiu levar 34 alunos para participar do Festival Norte Dança em 2016 que aconteceu em Porto, Portugal.

A professora conta que, como a Associação Namastê atende pessoas de classe baixa, a viagem foi um marco na vida delas. Segundo a educadora, alguns alunos andaram de avião pela primeira vez. “Saímos de lá bem emocionados, ainda mais que lá, eles nunca tinham recebido um grupo de pessoas com deficiência, então foi um trabalho muito bonito” orgulha-se a professora.

Para Myllena Rodrigues aluna do projeto, a dança sempre lhe proporcionou experiências únicas e uma delas foi a viagem para Portugal. “Atravessar o atlântico foi sensacional. Lá fizemos uma mostra. A dança na minha vida é tudo”, emocionou-se.

De acordo com a aluna, que também auxilia a professora, a viagem não foi especial só pra ela, mas para todos os colegas que puderam vivenciar a cultura de outro país. “Foi um ganho pessoal de cada um aqui para tentar se apresentar lá fora. Foi incrível, uma farra! Porque muitas crianças aqui não tinham ido nem para outro estado”, ressaltou Myllena.

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