Educação

Anúncio de cortes em cursos de filosofia e sociologia geram preocupação

Governo alega que a demanda vem da sociedade, porém, medida trará consequências sociais

Cursos universitários da área de humanas, como filosofia e sociologia, são alvos de possíveis cortes de verbas pelo governo federal. O presidente Jair Bolsonaro anunciou em maio que o Ministério da Educação irá descentralizar essas verbas para graduações  como engenharia, medicina e veterinária, porque o retorno para a sociedade é mais imediato.

Como disciplinas, essas duas áreas de humanas deixaram de ser obrigatórias no ensino médio, ainda no governo de Michel Temer. Agora, a medida contra essas áreas se estende para a educação superior, que tem também ambas as disciplinas na grade da maioria dos cursos.

O professor de filosofia Leonardo Abecassis explica que a sociologia é o estudo da sociedade e a filosofia é uma linha de pensamento crítico. Ele fala sobre as consequências dos cortes de verbas: “As pesquisas nas áreas sociais serão afetadas, prejudicando principalmente as classes mais baixas”.

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Áreas de humanas estão presentes em diversos cursos, mas são constantemente rebaixadas

Áreas de humanas estão presentes em diversos cursos, mas são constantemente rebaixadas

Segundo o governo, esses cortes não irão afetar os alunos que já estão nos cursos. Porém, Lara Radis, graduanda de filosofia da Universidade de Brasília, já se preocupa com a redução de receita. “Esses possíveis cortes me preocupam muito, pois atingem tantas pessoas que já estão no curso ou já se formaram, no caso de empregabilidade e pesquisa, quanto à sociedade em geral”, enfatiza Lara.

Os planos do novo governo buscam priorizar a linguagem de exatas e esses cortes são um reflexo desse pensamento, aponta o professor Leonardo: “O atual governo não prioriza o pensamento crítico, nem as questões sociais”. Lara Radis também comenta esse aspecto: “É de suma importância que as pessoas tenham esse senso crítico para que não caiam em falácias, fake news e tenham opinião própria”

Em nota, o Ministério da Educação esclareceu que essa medida visa atender uma demanda da população brasileira: “O Ministério da Educação esclarece que os recursos destinados a quaisquer áreas do conhecimento serão estudados de forma a priorizar aquelas que, no momento, melhor atendem às demandas da população. Nesse sentido, não há que se falar em perdas ou ganhos, trata-se, apenas, de readequação a realidade do país. ”

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