Cidadania

Projeto Pés mistura dança e teatro para pessoas portadoras de deficiência na UnB

Dança inclusiva fortalece estilo baseado na acessibilidade artística

Funciona desde 2011 na Universidade de Brasília (UnB) o Projeto Pés. O trabalho é aberto à comunidade e usa a dança e o teatro com a finalidade de desenvolver o ser humano, levando em conta a potencialidade emocional e motora de cada pessoa. As aulas são desenvolvidas a partir de dinâmicas corporais e da experimentação de objetos ludopedagógicos (como balão, massa de modelar ou corda), cadeiras de rodas, bengalas e muletas também são usadas como elementos de cena.

Criado pelo professor Rafael Tursi, formado em Interpretação Teatral pela UnB, o projeto funciona às terças e quintas das 17h às 21h. Participam dos encontros pessoas de todas as idades e com as mais variadas limitações físicas. Durante as aulas, o professor e sua equipe desenvolvem vários tipos de avaliações, que visam ajustar e integrar cada participante consigo e com o grupo. A ideia é proporcionar a todos os participantes igualdade e condições para desenvolverem suas potencialidades por meio da criatividade, flexibilidade e autoconhecimento, criando formas para que a pessoa se sinta integrado.

Tursi relata que o início do projeto deu-se em 2009, quando uma amiga muito próxima sofreu um acidente de trânsito que a deixou parcialmente sem os movimentos do corpo. “Enquanto acompanhava o tratamento da minha amiga, comecei a me questionar sobre a possibilidade do exercício do teatro e da dança como reeducador corporal para pessoas com deficiência.” Relata ainda que passou a estudar e a conversar com especialistas sobre todo tipo de assunto ligado à reabilitação corporal.

Projeto Pés usa dança inclusiva para produzir arte e autoestima

Projeto Pés usa dança inclusiva para produzir arte e autoestima

Yuri Costa, formado em Artes Cênicas pela UnB e no grupo há dois anos, diz que chegou até ali pelo acaso, e hoje “não consigo me ver fora daqui, tenho aprendido muito com todos, e ganho muito em bagagem profissional, amo tudo aqui”.

Thaís Cordeiro conhece o projeto desde 2013. Segundo ela, no Pés não existe essa ideia de aluno e professor, todos são iguais, todos são dançantes. “O legal daqui é a capacidade que o projeto possui em fazer com que as pessoas vejam além das limitações físicas, a capacidade em expressar a arte é o que precisa ser visto”, afirma.

Para Tize Paiva, que conheceu o projeto após um acidente vascular, o legal dos encontros é o reencontro consigo mesma. “Aqui parei de lamentar pelo meu braço que não se move, entendi que posso fazer muito com o outro não afetado, passei a me aceitar e melhorar como pessoa, a vida está ai, por que viver lamentando e sofrendo é hora de criar, inventar e fazer vida na forma de arte”, conclui.

Trajetória

Depois de alguns anos de sua criação, o projeto Pés tem, hoje, em seu repertório, mais de cem atividades realizadas, entre apresentações de cenas e espetáculos, aulas, palestras, trabalhos de conclusão de cursos e participações em eventos nacionais e internacionais. É, ainda, ganhador do prêmio Cultura e Cidadania (Arte Inclusiva) emitido pela Secretaria de Cultura do Distrito Federal (2018), por sua relevante contribuição ao desenvolvimento artístico ou cultural do DF. E dos prêmios de Melhor Trabalho Nacional de Educação Inclusiva e Melhor Trabalho Nacional de Cultura e Lazer para Pessoas com Deficiência, oferecidos pelo último Congresso Nacional de Diversidade e Inclusã, em 2012, no estado de São Paulo.

Serviço

Oficinas gratuitas: terças e quintas-feiras

Das: 19hs às 21hs

Local: SGAN 606 Universidade de Brasília – Complexo das Ates – Departamento de Artes

Cênicas

Telefone: (61) 98119-9443

Email: contatoprojetopes@gmail.com

Quer ajudar? Para o Projeto Pés, o apoio financeiro é muito bem vindo, entre em contato.

 

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