Comportamento

Meu corpo, nossas regras

Pais começam a mudar e autorizam mais tatuagens em filhos menores de idade

Com o passar do tempo, a sociedade vem deixando para trás alguns preconceitos que antes eram comuns. Um exemplo disso são as tatuagens. Associadas antigamente com pessoas “baderneiras” ou “marginais”, hoje são encaradas de uma maneira mais neutra ou, até mesmo, positiva. Isso fez com que a procura por esse tipo de arte aumentasse, inclusive por pessoas menores de idade.

No Brasil não existe uma lei unificada nacionalmente a respeito da realização de tatuagens por pessoas abaixo de 18 anos. Cada estado tem uma lei própria sobre o assunto. No Paraná, por exemplo, foi aprovado um projeto de lei que vigora desde 2013 que proíbe tatuagens definitivas em menores, mesmo se houver autorização dos pais ou responsáveis. No Distrito Federal a lei é outra. Na capital vigora a lei n° 1581, de 22 de julho de 1997, que permite a pessoas menores de idade fazer tatuagens com autorização por escrito dos pais ou responsáveis e contanto que a mesma fique arquivada em poder do tatuador até que o menor complete a maioridade.

Como a procura desse público aumentou, é recomendado por psicólogos que haja sempre um diálogo entre pais e filhos para decidirem se o jovem está realmente preparado para fazer uma tatuagem, já que é uma marca definitiva e, em caso de arrependimento, o processo de remoção é doloroso e caro.

A primeira tatuagem de várias pessoas é para simbolizar algo específico ou um momento. É o caso de Mariana Portas, 17 anos, que após conversar com os pais, conseguiu até mesmo convencer a sua mãe de fazer uma também. “Minha mãe já tinha uma tatuagem, quando fiz 15 anos fiz a minha primeira e ela fez comigo”.

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Para o tatuador Rodolfo Barral, é inegável que há mais pessoas menores de idade querendo fazer alguma tatuagem. Ele explica como é normalmente o procedimento: “Com certeza houve um aumento na procura. Geralmente os responsáveis legais acompanham o menor durante a sessão”. Porém, como realiza trabalhos em vários estados, Barral opta por não trabalhar com esse público. “Eu, particularmente, não tatuo menores de idade, a autorização para menores varia em alguns estados e em outros vigora uma lei que menor de 18 anos não pode tatuar nem com autorização”, justifica.

O também estudante Leonardo Sales, 22 anos, sempre teve vontade de fazer alguma tatuagem, mas não contava com o apoio dos pais quando era menor de idade. Isso fez com que ele esperasse por mais três anos, após completar a maioridade devido ao medo transmitido pelos genitores. “A vontade sempre existiu, porém o medo da reação dos meus pais e a sensação de que algo pode dar errado sempre vinha a tona”.

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