Saúde

Doar sangue ajuda a salvar vidas

Duas em cada dez pessoas tentam doar sangue, mas não conseguem por causa de problemas de saúde, como hepatite, viroses, ou até mesmo por estarem tomando algum tipo de medicamento

Com o período de férias de julho se aproximando, as doações de sangue também aumentam, pois as pessoas têm mais tempo disponível, porém, cerca de 24% dos pacientes que chegam até a Fundação Hemocentro não conseguem finalizar o processo. O principal problema de saúde que impediu as pessoas de doarem sangue em 2017 foi a anemia, que é a falta de ferro no organismo. Mas problemas de saúde como hepatite, viroses ou uso de determinados medicamentos também podem comprometer a doação.

Ainda assim, mesmo depois do sangue coletado, não é certeza de que ele irá para a doação. O Hemocentro submete o sangue a um rígido exame definido pelo Ministério da Saúde, além do doador passar por um questionário que contém 43 perguntas, como quantas relações sexuais com pessoas diferentes teve no período de 6 meses, se usa drogas, se fuma, se usa algum medicamento ou se ingere bebidas alcoólicas.

Uma doação de sangue pode ajudar até quatro pessoas, que na maioria dos casos são pessoas que sofreram acidentes de trânsito, câncer ou alguém que passou por uma cirurgia de grande porte. O Hemocentro de Brasília realiza, em média, 192 transfusões por dia. Como conta a enfermeira Solange Araújo, a doação de sangue é de suma importância para a vida dos enfermos. “A população tem que se conscientizar mais da importância que tem em um ato desses e o quanto isso pode decidir a vida de um paciente que está entre a vida e a morte. Faltam campanhas de doações de sangue feitas pelo governo, muitas pessoas vem doar apenas quando tem um familiar ou um conhecido seu em situação de risco”, observa.

 

Sala da Fundação Hemocentro em Brasília

Sala da Fundação Hemocentro em Brasília

Porém, vale enfatizar que o governo dá alguns incentivos a quem doa sangue regularmente, como isenção na taxa de inscrição de concursos públicos, desde que, no período de um ano, a pessoa tenha ido doar sangue quatro vezes e também um dia de folga no trabalho.

 Para o doador Vitor Carvalho, 23, é um ato muito gratificante. “Pensar que meu sangue está ajudando a fazer uma família sorrir neste momento não tem preço. Aqui, eu perco 30 minutos do meu dia, no entanto, ganho uma paz de espírito para sempre. Vale a pena vir aqui no Hemocentro, além de não doer nada na hora de tirar o sangue”, conclui aos risos.

O Hemocentro divulgou no dia 2 de maio de 2019 uma campanha para mostrar para a população quais tipos sanguíneos mais se precisam. Os tipos sanguíneos mais necessitados de doação são: AB-, O-, A-.

Campanha do Hemocentro para alertar sobre a falta de sangue

Campanha do Hemocentro para alertar sobre a falta de sangue

 

QUEM PODE DOAR:

 Ter idade entre 16 e 69 anos (que tem menos de 18 anos deve apresentar o formulário de autorização e cópia do documento de identidade com foto do pai, mãe ou tutor/guardião);

  • Pesar mais de 50 quilos e ter IMC maior ou igual a 18,5 (descontar o vestuário);

  • Não estar em uso de medicamentos;

  • Dormir ao menos seis horas, com qualidade, na noite anterior à doação;

  • Não praticar exercícios físicos nas 12 horas anteriores à doação;

  • Não ingerir bebida alcoólica nas 12 horas anteriores à doação;

  • Não fumar duas horas antes da doação.

ONDE E QUANDO?

 O Hemocentro fica no Setor Médico Hospitalar Norte, Quadra 3, Conjunto A, Bloco 3, na Asa Norte e funciona de segunda-feira a sábado, das 7h às 18h. O Hemocentro oferece serviço gratuito de transporte para grupos de no mínimo 10 pessoas e que esteja em qualquer localidade do Distrito Federal.

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