Cultura

Dança de salão é procurada por público de todas as idades

Forró universitário, samba de gafieira, zouk, soltinho, salsa, bolero são algumas das mais praticadas nas academias

A dança de salão veio para o Brasil em 1914, no começo com a valsa e a mazurca. Logo depois vieram a salsa, o samba de gafieira, o bolero, o tango, o soltinho e o forró, que são as danças mais presentes nas academias de danças, sendo procuradas tanto por adultos quanto por jovens de todas as idades.

Antigamente se aprendia dança de salão nas festas, não existindo academia de dança para a prática. Hoje as danças mais praticadas no Brasil são: forró universitário, samba de gafieira, zouk, soltinho, salsa, bolero, tango, bachata e quizomba, podendo ser encontradas também diversas variações dessas danças.

Há também ritmos pouco conhecidos como a mazurca, a bachata e a kizomba. Mazurca é uma dança tradicional da Polônia feita por pares que formam desenhos diferentes em um compasso de ¾ e tempo vivo. A bachata é um ritmo musical originário da República Dominicana na década de 1960 é considerado um mesclado do bolero com influências musicais do tango e cha-cha-cha. A kizomba é um gênero originário da Angola que também é confundida com o zouk devido ao ritmo ser bastante semelhante.

Alunos da academia Lá na Dança

Alunos da academia Lá na Dança

Julia Gunesch é professora de dança na escola Lá na Dança e fala que a dança de salão é muito importante para a interação social entre as pessoas. “A dança de salão tem uma diferenciação das outras danças individuais, que é exatamente dançar junto, e muitas pessoas procuram a dança de salão exatamente para trabalhar essa dificuldade que tem de ser conduzida, de conduzir ou de dançar só, próximo a outra pessoa. ”

O público de dança de salão são pessoas que gostam de música, de dança e do convívio social. O professor Paulo Pivetta conta que em Brasília as academias de dança de salão resgataram alguns ritmos que estavam fora de moda. “A dança de salão tem uma importância histórica de preservar a cultura do povo e fora do país de origem também.”

Felippe Souza pratica dança de salão há 16 anos. Conheceu através de uma ONG que oferecia danças folclóricas e algumas modalidades de dança de salão e foi dentro dessa ONG que criou um carinho pelas danças, tornando-se professor. “Comecei a estudar tango, samba de gafieira, bolero e forró.  Depois de um tempo a ONG me ofereceu o cargo de professor, que consistia em montar coreografias para os alunos (adolescentes). Foi lá que criei o carinho pela dança, mas meu forte sempre foi estudar as danças e ensinar.”

Ele conta também que se profissionalizou na dança em 2008, quando foi convidado para fazer parte da franquia norte-americana Ballroom Dance. “Para dar aula lá é necessário fazer uma graduação. O treino básico durou 1 ano e em 2009 comecei a dar aula nessa empresa. ”

Em Brasília não há competições de dança de salão, mas algumas escolas de dança fazem eventos na própria escola em que promovem essas danças com o intuito de atrair mais público.

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