Economia

Financiamento coletivo é alternativa para artistas independentes

No mundo, o crowdfunding levantou 34,4 bilhões de dólares em 2015; no Brasil os números ainda são modestos, mas crescem

Ser artista independente no Brasil nem sempre é fácil, principalmente quando se trata de questões financeiras para tirar projetos da gaveta. Com o intuito de viabilizar projetos e tornar mais fácil publicações independentes, o financiamento coletivo (ou crowdfunding) tem crescido cada vez mais no Brasil e ajuda os artistas independentes no custeio dos seus projetos. De acordo com dados da Forbes, o crowdfunding levantou 34,4 bilhões de dólares em 2015.

A primeira plataforma a trazer o modelo de financiamento coletivo para o Brasil foi a Catarse. Criada em 2011, já ajudou a financiar mais de 9.870 projetos com mais de 101 milhões de reais. Hoje, a plataforma é utilizada por quadrinistas, ilustradores, escritores, desenvolvedores de jogos, jornalistas, e até empreendedores. Na plataforma, os criadores explicam que o site nasceu da dor de “ver gente brilhante com projetos engavetados”.

A ilustradora Monique Alencar, ou Nickyzilla, como assina, é uma das ilustradoras que utilizou o Catarse para publicar seu quadrinho Oil and Water em 2018. A campanha foi realizada no modo “Flex”. Nesse tipo de campanha, o artista recebe o dinheiro arrecadado mesmo que a meta não seja alcançada. “Mesmo se eu não batesse a meta, arrecadar um pouco já iria me ajudar com o custo”, conta Monique. Mas em 50 dias de campanha o quadrinho independente foi custeado com sucesso e finalizado com 174% da meta de financiamento.

O projeto de Oil and Water foi bem-sucedido e foi financiado em novembro pelo Catarse.

O projeto de Oil and Water foi bem sucedido e foi financiado em novembro pelo Catarse

O crowdfunding permitiu que Monique publicasse seu primeiro quadrinho, que foi lançado na Comic Con Experience de 2018, em São Paulo. Para a ilustradora, além dos custos, a plataforma ajuda a se conectar com o público que gosta de apoiar artistas. “O Catarse ajuda muito, porque às vezes os projetos de alguém que não tem tanto público dão certo. A própria plataforma já tem um público voltado para apoiar artistas. Ele ajuda muito você a tirar um projeto do papel. Querendo ou não é um custo muito grande para tirar de você sozinho”, explica Monique.

Nickyzilla é ilustradora e Concept Artist.

Nickyzilla é ilustradora e Concept Artist

 

Do outro lado, os apoiadores são os principais responsáveis por financiar os projetos e sonhos dos artistas. Ao menos 597.757 pessoas já apoiaram pelo menos 1 projeto no Catarse, segundo dados da plataforma. O estudante Kairo Hamã, 21, já apoiou vários projetos, dentro e fora de plataformas de financiamento coletivo. Para ele, o melhor é se sentir parte do projeto e apoiar trabalhos nacionais. “É a vontade de querer ajudar e participar, eu acho que é esse sentimento. Você vê o projeto se formando, você torce para as metas serem atingidas”, conta o estudante.

Além da possibilidade de subsidiar seu projeto, esse modelo de financiamento possibilita que o artista interaja mais com o público e com os apoiadores, que também estão presentes em outras redes sociais como o Instagram. “Um dos personagens, eu fiz com ajuda do pessoal do Instagram. Eles me ajudaram a escolher o nome e design. É bem legal criar esse tipo de interação também”, explica a ilustradora, que tem mais de 10 mil seguidores na rede social.

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