Cidadania

Profissionais realizam ações sociais em comunidades carentes

Dentistas, engenheiros e arquitetos são exemplos de profissionais que prestam o serviço

As ações sociais, muitas vezes desenvolvidas por grandes empresas, não são a única forma de ajudar pessoas sem condições financeiras. Alguns profissionais vêm disponibilizando de forma individual serviços gratuitos para a comunidade carente.

O dentista Adriano Farias, que hoje participa de uma equipe prestadora de serviços odontológicos para comunidades carentes de Brasília e entorno, conta que tudo começou com projetos da faculdade, e que desde então não quis mais parar de oferecer ajuda a quem necessitava. “Em 2017 nós começamos com o nosso projeto. A equipe é composta por mim e alguns outros colegas de faculdade. O custeio é feito por mim e minha mãe, mas vez ou outra recebemos alguma doação de quem nos vê mobilizando e fazendo o possível para atender essas comunidades”, afirma o dentista.

Adriano e sua equipe de voluntários já atenderam cerca de 400 pessoas em suas mobilizações

Adriano e sua equipe de voluntários já atenderam cerca de 400 pessoas em suas mobilizações

Além dos atendimentos, a equipe também realiza palestras de conscientização e higiene bucal. Adriano conta que a escolha do lugar depende da aceitação e auxílio dos donos, mas que a equipe preza por fazer em locais de grande alcance. “A última mobilização que fizemos foi em uma igreja. Depois da palestra, realizamos os atendimentos possíveis, dentro da limitação do local”, conta o dentista. Aplicação de flúor, restauração provisória e extração simples são alguns dos exemplos de serviços que a equipe consegue realizar nesses locais. Adriano estima que o grupo já atendeu cerca de 400 pessoas nos últimos 2 anos.

Da saúde à moradia

E as ações sociais não ficam só na saúde. A projetista Nayanne Auta, de 24 anos, também presta serviços gratuitos para pessoas de baixa renda. Inspirada por seu pai, que sempre promoveu ações sociais, Nayanne desenvolve projetos desde 2013. “Sempre que aparecia alguém precisando organizar alguma coisa ou de um projeto, eu fazia. Já ajudei a arrumar documentação, já fiz projetos, até quem precisava de impressão eu fazia questão de ajudar”, conta a projetista.

Essa prestação de serviços é feita de forma pessoal, ou seja, não há divulgação do ato. Nayanne afirma que todos os projetos que já desenvolveu para pessoas carentes partiram de uma simples conversa, que resultaram numa espécie de favor. “As pessoas me perguntam se eu posso ajudá-las, e sim, tudo que está ao meu alcance eu faço questão de fazer”, aponta Nayanne.

Projeto desenvolvido gratuitamente por Nayanne e sua sócia

Projeto de residência desenvolvido gratuitamente por Nayanne e sua sócia

A ação de Nayanne acabou influenciando as pessoas ao seu redor. O arquiteto Danillo Araújo, de 22 anos, conta que sempre teve vontade de retribuir as oportunidades que teve na vida, e Nayanne despertou nele a ideia de oferecer projetos de engenharia para pessoas de baixa renda. “O sonho de todo mundo é ter uma casa para morar. Muitas vezes trabalham por anos, talvez décadas pra realizar esse sonho, e eu fico muito feliz vendo a alegria das pessoas quando ele se realiza”, afirma Danillo.

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