Economia

Apesar da concorrência, donos de lava jatos no Guará garantem que não existe disputa

Empresários, no entanto, reclamam de concorrência desleal de lava jatos irregulares

A rua que desce para o Núcleo Bandeirante do Guará II oferece uma variedade de opções de lava jatos para todos os gostos. Do menor ao maior todos estão sempre cheios de automóveis prontos para lavagem ou prontos para entrega. A demanda é grande e os donos garantem que não existe disputa nem concorrência entre si.

O brasiliense Leandro Pontes, 38 anos, esta há 10 anos no mercado. Conhecido como Galego ele conta: “economicamente a concorrência para mim é positiva, não interfere no lucro, pelo contrário tem mercado para todo mundo. Talvez se eu estivesse sozinho eu não daria conta da demanda. Você, fazendo um bom trabalho, de qualidade, não interfere,” explica Galego.

Os preços são bem parecidos. Algumas lavagens são iguais, mas cada local tem seu diferencial. Edson Marques Sato, conhecido como Japinha, atua há 15 anos no setor. Conta que o mercado no Guará é muito próspero. “Sempre faço promoção em cima dos serviços, colocando sempre uma vantagem a mais para o cliente, oferecendo sacolinhas, cartão fidelidade. A concorrência sadia faz crescer o movimento, aumenta o fluxo de veículos,” diz Japinha.

Existe variedade para todos os clientes. A brasiliense Larissa Cristina, 26 anos, frequenta todos os lava jatos da região.  “Sou cliente de todos os lava jatos, depende do dia e ocasião. Se estou com mais pressa e quero algo mais rápido vou naquele que sei que a lavagem é mais rápida, se quero um serviço mais caprichado vou no lava jato Y”, relata a cliente.

Alguns apontam que existe uma concorrência desleal por conta de pequenos lava jatos que não são legalizados. Esses locais cobram preços mais baixos, porém não emitem nota fiscal, não têm alvará e muitos funcionários não têm carteira assinada.

"Auto Lavagem Park Way" localizado no Guará

Lava jatos oferecem pacotes variados para atender demandas dos clientes

O pernambucano Orlando José da Silva está há 16 anos no mercado. Possui 10 funcionários e conta que paga de 8 a 9 mil reais de nota fiscal e que acha esse mercado ilegal injusto. “Sempre tem serviço porque eu faço um bom trabalho. O que atrapalha é o lava jato irregular. Tem que vir uma fiscalização urgente,” diz Orlando.

Por outro lado o mineiro Reginaldo Abadios, pioneiro no setor há 27 anos, possui 20 funcionários e conta que tem 4 anos que o mercado caiu por volta de 30 %, mas que não tem do que reclamar. “Esses lava jatos não têm regularização do sindicato, mas eu acredito que todos têm que sobreviver. Na minha opinião, o sol nasce para todos,” acrescenta Reginaldo.

lava jato Abadio localizado no Guará

Demanda por serviços de lavagem é grande no Guará

 

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