Saúde

Negócio de sucesso: Clínicas médicas populares conquistam adeptos

Apresentando-se como “concorrente” para o serviço público e para os planos de saúde, as clínicas populares vêm ganhando adeptos entre as classes C e D

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A secretária Lúcia Maria Barroso, 44 anos, cancelou o plano de saúde em 2016, após os custos pesarem o orçamento da família. Posteriormente, Lúcia viu as contas desequilibrarem devido aos altos gastos que passou a ter com os exames e consultas médicas em clínicas particulares convencionais. Indicada por uma amiga, Lúcia Maria conheceu uma rede de clínicas médicas populares e desde então seus gastos com saúde diminuíram. A atualmente, ela é uma cliente fiel da clínica localizada em Taguatinga, e que tem mais de 80 unidades espalhadas por todas as regiões do Brasil.

Para Lúcia Maria, a possibilidade de ficar sem acesso à saúde não existe. Sua principal motivação para buscar os serviços viabilizados pelas clínicas populares foi o fato de não ter acesso a serviços essenciais básicos de saúde, disponibilizados pelo governo. “Quando eu cancelei o plano, e tive que enfrentar o serviço público, ficou muito difícil a situação, porque o estado que os hospitais estão aqui no DF é vergonhoso, as filas não acabam, e ficar pagando consulta em particular não estava conseguindo manter. Ainda bem que encontrei a clínica popular, porque, pra mim, ficar sem consultar é que não dá”, constata Lúcia.

As clínicas populares oferecem instalações de qualidade

As clínicas populares oferecem instalações de qualidade

A proposta das clínicas médicas populares é oferecer um atendimento humanizado, acessível e de qualidade à população, principalmente, aos que não podem arcar com os custos de um plano de saúde, e nem conseguem enfrentar os valores cobrados pelas clínicas particulares convencionais. Segmentada em uma lacuna entre a precária saúde pública e a careira saúde particular dos planos, as redes de clínicas populares vêm crescendo entre as classes C e D, se apresentando como uma solução aos problemas enfrentados no setor público e privado. O modelo alia um serviço social ao empreendedorismo, suprindo as necessidades que o governo não consegue garantir a todos de maneira empreendedora.

Os médicos aprovam

O modelo do negócio agrada não apenas aos pacientes, mas também aos médicos que trabalham com o método. Ao contrário do que muitos planos de saúde alegam, geralmente, os médicos não são prejudicados com a prática adotada pelas redes populares de saúde, pois a relação custo-benefício é vantajosa para o profissional. Muitas vezes sai até mais conveniente do que abrir um consultório próprio, já que o médico teria que lidar com a parte administrativa, além de ter que arcar com os custos e despesas do estabelecimento.

A pediatra Ana Luísa Machetti, 35 anos, é médica de uma clínica popular há dois anos, e defende o modelo. “É um trabalho bem pesado, árduo, porém é gratificante, e financeiramente e profissionalmente tem sido excelente pra mim, no momento”, afirma Ana Luísa.

Como a clínica popular lucra pelo volume dos atendimentos, por conta do baixo custo dos serviços oferecidos, o profissional que trabalha em uma clínica médica popular também recebe, relativo ao volume dos atendimentos, e pelo baixo preço das consultas, acaba atendendo um grande número de pacientes. Em alguns casos os médicos também recebem um salário fixo.

Com preços acessíveis, as clínicas suprem as necessidades de quem não pode arcar com altos custos das clínicas particulares

Com preços acessíveis, as clínicas suprem as necessidades de quem não pode arcar com altos custos das clínicas particulares

Negócio da vez

Em franca ascensão, esse método de negócio tem se tornado cada vez mais comum, em todo Brasil e em Brasília, e tem atraído investidores para esse nicho do mercado. As clínicas funcionam como ambulatórios e proporcionam serviços de baixa complexidade. Os preços das consultas variam de 80 a 140 reais, e a forma de pagamento é facilitada. A consulta pode ser paga em dinheiro ou cartão, com a possibilidade de parcelamento, em até dez vezes, dependendo da rede.

Para Marcos Ribeiro, proprietário de uma rede de cinco franquias de clínicas populares no DF, afirma que tornar o acesso a saúde possível para uma população é recompensador. Ele garante que o sucesso do negócio só foi possível pela boa aceitação dos pacientes:  “Ver a aceitação das clinicas populares é maravilhoso, e saber que meu negócio garante a saúde para pessoas que estavam sem isso, é gratificante. A gente busca levar um preço acessível nos serviços que oferecemos, para que nossos pacientes possam ter a qualidade, por um preço que seja justo, que caiba no orçamento do paciente”.

Algumas clínicas populares também oferecem exames clínicos e de imagem, com preços a partir de R$ 4. As consultas são agendadas por telefone, WhatsApp e online, por meio de website. As clínicas contam com diversas especialidades, como, Alergista, Angiologista, Cardiologista, Clínico Geral, Dermatologista, Endocrinologista, Gastroenterologista, Geriatria, Ginecologista, Imunologista, Mastologista, Neurologista, Neuropediatra, Nutricionista, Obstetra, Ortopedista, Pediatra, Psicanalista, Psicologia, Psiquiatria, Urologista, entre outros.

As clínicas Acesso Saúde, com unidades no Gama, Taguatinga e Cidade Estrutural e Amor Saúde, com unidades em Samambaia, Ceilândia, Taguatinga, Gama e Sobradinho, são algumas das opções de clínicas médicas populares que oferecem seu serviço no Distrito Federal. As consultas podem ser agendadas por meio do website das clínicas, e também por WhatsApp.

Para mais informações, acesse os sites das clínicas, aqui e aqui.

 

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