Saúde

Parto tardio pode causar problemas à saúde da gestante e do bebê

A depender do tempo de gestação, o parto pode ser interrompido mesmo se não haver contrações

Um parto é considerado pela medicina tardio e de alto risco a partir das 41 semanas gestação. Os médicos alertam que após as 42 semanas o problema se agrava e algumas complicações são geradas. Quando a gravidez demora tanto pode haver complicações na saúde da criança e da mãe.

Os médicos geralmente mantêm um acompanhamento mais de perto quando a gravidez passa das 41 semanas porque após dessa data a criança pode gerar mecônio (descamação das células do intestino, geralmente as primeiras fezes da criança). Nesse caso, os médicos se preocupam em não deixar passar da data estipulada.

A ginecologista obstetra Lucila Nagata explica que aspirar o mecônio pode ser prejudicial. “O mecônio é algo espesso e grudento e que se o bebê fizer eliminação do mecônio dentro do útero e se tiver pouco líquido e muito mecônio o bebê engole o material e pode causar asfixia por mecônio, ou seja, o bebê nasce e não consegue respirar”, detalha.

O risco de eliminação de mecônio é maior entre as 41 e 42  semanas. Após o parto a criança também pode desenvolver problemas pela quantidade de mecônio “Pode ter problemas na parte neurológica ou até mesmo ir a orbito”, acrescenta Lucila.

Maria Aparecida, 37 anos, teve sua filha com 42 semanas de gestação e não sentiu contrações. “A única coisa que senti foi uma coceira que apareceu bem abaixo da minha barriga”. O parto foi  cesáreo, mas pelo fato de ter sido tardio, ela sentiu algumas alterações no desenvolvimento da criança. “Descobrimos que ela nasceu com déficit de atenção e também apresentou problemas na visão”. Atualmente, sua filha de 11 anos ainda possui assistência clínica: “Pensei que não fosse possível o Desenvolvimento dela, mas hoje ela está bem melhor”.

O parto pode ser tanto normal, quanto cesariano

O parto pode ser tanto normal, quanto cesariano

A enfermeira Ivana Carvalho diz que a atuação da enfermagem é essencial no auxílio a partos tardios. “ A gente avalia a dinâmica uterina que são as contrações em questão de intensidade e duração. E fazemos uma avaliação para ver como está evoluindo o colo do útero”, informa.

Segundo Ivana, quando a paciente entra no trabalho de parto, o enfermeiro propõe assistência “geralmente quando a paciente chega com esse estado avançado aqui, é porque ela teve a Orientação de esperar até 42 semanas e opta por esperar, ou porque ela não tem certeza da idade gestacional”.

A importância de um profissional é fundamental para saber exatamente a data ideal para não ocorrer o risco de  parto tardio, portanto, os especialistas aconselham a fazer o pré-natal e acompanhar a gestação para que não haja riscos à saúde.

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