Cultura

Bandas covers animam noites de roqueiros em Brasília

Grupos musicais buscam homenagear bandas renomadas e atraem a atenção de fãs do gênero na capital

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#bandascovers rock

Bandas como Legião Urbana, Aborto Elétrico, Capital Inicial, Plebe Rude e Raimundos dominavam o cenário musical nacional há cerca de 30 anos. O que todos esses grupos têm em comum? Todos surgiram em Brasília. Porém, décadas depois, tudo isso mudou. Em pesquisa realizada em 2013 pela Codeplan (Companhia de Planejamento do DF), o estilo musical mais popular entre os brasilienses é o sertanejo, seguido por gospel e pelo MPB. Sem tantas opções como antigamente, os roqueiros da capital acharam outra forma de prestigiar o gênero do rock indo ver as bandas covers.

Em uma época onde o punk e o rock alternativo começavam a interessar e inspirar a juventude brasiliense com bandas como The Cure, The Smiths, Ramones e Sex Pistols, uma geração de roqueiros foi criada no Distrito Federal. Renato Russo, talvez o artista mais influente dessa geração, sempre deixou claro que suas maiores inspirações foram as bandas do exterior, além de ser nítido como o líder e vocalista da Legião Urbana cantava e performava suas canções ao vivo, igual a Steven Morrissey, vocalista do The Smiths.

Hoje, grupos musicais de Brasília tentam homenagear as bandas que os inspiraram. Alex Hurtado, de 30 anos, é o vocalista da Banda Heat, uma banda cover da capital que homenageia bandas como Red Hot Chili Peppers, Green Day, Arctic Monkeys e Soundgarden. Alex conta que nunca se interessou em trabalhar com música, mas acabou acontecendo. ‘’Na verdade só queria tocar. O trabalho aconteceu sem eu perceber. Nunca pensei em tocar por dinheiro, mas graças a Deus me pagam. Eu comecei a tocar com 14 anos pensando em ser só o melhor que eu poderia ser, nada mais’’, disse Alex.

Alex tocava em outra banda antes da Heat. Porém, o vocalista acabou saindo dessa banda e um pub o chamou para se apresentar. Após avisar que não estava mais no grupo, o gerente do pub perguntou se Alex não toparia tocar com outra banda. Alex disse que sim e ligou para músicos que conhecia, e assim, formou a banda Heat. Sobre a interação com os fãs, o vocalista disse: ‘’Em minha opinião, a cena cover não tem fãs, tem amigos, apoiadores, simpatizantes. Acho o termo fã pra banda cover meio inadequado. Mas é muito gratificante receber apoio das pessoas, reconhecer as mesmas pessoas, os mesmos grupos frequentando os shows. Faz a gente ter certeza que estamos fazendo as coisas da maneira correta’’, disse o vocalista.

Alex e sua banda costumam homenagear bandas renomadas como Red Hot Chili Peppers, Green Day, Arctic Monkeys e Soundgarden

Alex e sua banda costumam homenagear bandas renomadas como Red Hot Chili Peppers, Green Day, Arctic Monkeys e Soundgarden

Rafaella Feliciano, de 33 anos, é jornalista e costuma frequentar tradicionais pubs de Brasília, como o O’Rilley e o Velvet. Rafaella é natural de Araguari, em Minas Gerais, mas mora no Distrito Federal há 30 anos, e conta por que gosta de frequentar esses lugares. ‘’O ambiente é agradável, tem uma galera mais da minha idade já que curto muito o rock dos anos 80 e 90, e  nesses lugares a programação é sempre bem bacana. Gosto de covers do Red Hot Chili Peppers, Foo Fighters, Pearl Jam, entre outras’’, contou a jornalista.

Kathleen Alves, de 21 anos, é estudante de Arquitetura e Urbanismo, e mesmo nova, a estudante gosta de músicas de uma época em que ainda nem existia, como The Smiths, Guns N’ Roses e Queen. Kathleen conta o porquê faz questão de ir assistir bandas covers: ‘’Eu acho um ambiente legal, de pessoas interessantes, legais e bonitas. E também, as bandas de fora do Brasil, quando vêm para cá, costumam ir para cidades como Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, e bem raramente eles vêm em Brasília. Então, é uma forma de tentar sentir a emoção de assistir as nossas bandas preferidas ao vivo’’, disse Kathleen.

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